A Criação a Partir de Matrizes na Mente

Cada coisa que experimentas é, não só o resultado direito dos teus esforços para criar uma realidade, mas também da projeção fiel das tuas matrizes internas. Se não te apercebes de «que experimentas o resultado direito dos teus esforços para criar uma realidade» ou de que és «capaz de reformular essa matriz ou a forma como ela foi projetada», continuarás a criar a mesma antiqüíssima realidade... o que não é nada divertido!
As coisas, porém são muito mais maleáveis e plásticas do que imaginas. Mais adiante isso provará ser de grande importância. As tuas emoções e pensamentos provêm da tua matriz interior (o padrão implícito), e o teu quotidiano é a imagem projetada (o padrão explícito). Por conseguinte, as tuas emoções e pensamentos pessoais interagem com as emoções e pensamentos alheios, tal como tu, ao viveres a tua vida, interages com a vida das outras pessoas. No entanto, o que cada um pensa e sente desempenha um papel fundamental naquilo que lhes acontece.
A realidade, tal como a conheces, é projetada a partir de uma gama de matrizes parecidas com hologramas. Embora as matrizes estejam em níveis distintos para poderem ser «removidas» da realidade ordinária, as imagens que elas projetam estão sobrepostas. E se é verdade que as imagens das freqüências mais baixas dessas matrizes parecem ser sólidas (do ponto de vista do teu corpo sólido!), também é certo que aquilo a que chamas «espaço» está repleto de imagens das freqüências mais elevadas, evidentemente não «sólidas». E todas coexistem umas com as outras.
Tu mesmo és formado por muitas projeções – a física, a emocional, a mental e a espiritual – a partir de matrizes preparadas por ti mesmo enquanto ESPÍRITO, as quais são, por sua vez, projeções de outras matrizes provenientes de freqüências mais elevadas.
O mais importante de tudo isto é que tu podes conceber e alterar matrizes através da visualização!
A criação da realidade funciona nos dois sentidos:
Se desejas atrair para ti uma determinada situação agradável, podes conceber a matriz dela e, depois, verificar como se projeta no plano físico sob a forma de acontecimentos que podes experimentar; se desejas livrar se de uma situação desagradável... e lhe resistes em vez de visualizares um «quadro» diferente, estás a cometer um erro triplo: reforças a matriz, fortaleces o mecanismo de projeção e perpetuas a situação indesejada. Bom, e se a coisa chegar à doença, também podes usar a visualização para «reparar» a matriz do órgão afetado e recuperar a saúde!
Assim, a consciência – que está profundamente ancorada na tela da realidade é o padrão por detrás da realidade objetiva (o padrão implícito), e de cada ocorrência na história do Planeta Terra (o padrão explícito).
A série televisiva «O Caminho das Estrelas: A Geração Seguinte» é um excelente exemplo de criação da realidade: a plataforma de hologramas da nave Enterprise é capaz de criar imagens de objetos e de pessoas que operam dentro dos parâmetros concebidos pelos programadores da «realidade». Qualquer alteração subtil no programa poderá alterar, digamos, o nível de agressividade de um caractere holográfico ou desativar uma situação ameaçadora. No entanto, ao contrário do que acontece nas aventuras da Enterprise, os hologramas da atualidade (uma bala holográfica, por exemplo!), podem te matar; até um monstro holográfico te pode devorar... a menos que possas dispor da matriz que o gera!
Tudo isto nos conduz à questão de como é que o plano físico se formou. Uma imagem holográfica é, de fato, formada por luz contida dentro de um invólucro com a forma específica daquilo que quer representar. Mas é apenas uma imagem que representa a matriz original. Toda a informação necessária para gerar esta imagem está codificada na película. E o invólucro, na realidade, é uma espécie de onda estacionária.
 

Texto retirado de Um Manual para a Ascenção, por Serapis