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Ser curioso é
bom porque é assim que começa a jornada de questionamento da vida. Mas se você
não for além dessa curiosidade,
não haverá qualquer intensidade nisso. Talvez só pule de curiosidade em
curiosidade como um barco à deriva, seguindo ao sabor das ondas, sem nunca
ancorar em algum lugar.
A curiosidade é um bom ponto de partida, mas depois é preciso ficar mais
passional. E preciso fazer da vida uma busca, não apenas uma curiosidade.
E o que eu quero dizer quando falo que é preciso fazer de sua vida uma busca?
São muitas as perguntas, mas a busca é uma só.
Quando uma pergunta se torna tão importante que você se dispõe a sacrificar a
própria vida por ela, então ela é uma busca. Quando uma pergunta tem tamanha
importância, tamanho significado que você pode arriscar e apostar tudo o que
tem, então ela se torna uma busca.
A sociedade lhe ensina: "Opte pelo conveniente, pelo confortável. Opte pelo
caminho batido no qual seus antepassados e os
antepassados de seus antepassados, desde Adão e Eva, já caminhavam. Essa é a
prova — tantos milhões de pessoas já o
percorreram, não pode ser o caminho errado." Mas lembre-se de uma coisa: a
multidão nunca passou pela experiência da verdade. A verdade só aconteceu a
indivíduos.
Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo
confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte
pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de
todas as conseqüências.
Cometer erros não é errado — cometa todos os erros de que for capaz. E desse
jeito que você aprenderá mais. Só não cometa o
mesmo erro mais de uma vez: isso faz de você um tolo.
Você tem que se proteger de todas essas pessoas bem intencionadas, que gostam de
praticar o bem e que estão a todo
instante aconselhando-o a fazer isso ou aquilo. Ouça o que elas têm a dizer e
agradeça. Elas não têm a intenção de lhe causar mal, mas causam. Ouça apenas o
seu próprio coração. Esse é o seu único professor. Na verdadeira jornada da
vida, sua própria intuição é o único professor que você tem.
Existe algo de imensa importância sobre a verdade: a menos que você a encontre,
ela nunca será verdade para você.
Se essa verdade é de outra pessoa e você a pega emprestada, no mesmo instante
ela deixa de ser verdade — passa a ser uma mentira.
Seja o que for que esteja fazendo, pensando ou decidindo,
lembre-se de perguntar uma coisa: isso está vindo de você ou se trata de outra
pessoa falando? Você ficará surpreso ao descobrir a voz verdadeira. Talvez seja
a de sua mãe — você a ouvirá falando outra vez. Talvez seja a de seu pai — não é
muito difícil detectar. A voz permanece ali, viva na memória, como se você a
estivesse ouvindo pela primeira vez — o conselho, a ordem, a disciplina, o
mandamento.
Livre-se das vozes que existem dentro de você e logo ficará surpreso ao ouvir
uma voz silenciosa que nunca escutara antes. Você não consegue identificar de
quem seja essa voz. Não, não é de sua mãe, de seu pai, de seu pastor, nem de seu
professor... De repente você a identifica: ela é a sua própria voz. E por isso
que não consegue descobrir a identidade dela, a quem ela pertence.
Descubra a sua própria voz. Depois faça o que ela diz sem receio. Aonde quer que
ela o leve, é ali que está o objetivo da sua vida, é ali que está o seu destino.
É só ali que você encontrará satisfação, contentamento.
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