Reprogramando o subconsciente

A mente subconsciente é extremamente direta. Não tem quaisquer estratégias ou desígnios secretos. Age em conformidade com o que lhe dizem. Se disser "Odeio este carro", ela não lhe vai dar um carro novo fantástico, porque não sabe o que pretende. Caso venha a ter um carro novo, provavelmente passado pouco tempo, vai estar a detestá-lo porque essa era a mensagem que andava a transmitir. O subconsciente fixou apenas, odeio este carro. Por isso é importante declarar os nossos desejos de uma forma positiva, por exemplo: "Tenho um carro novo fantástico que satisfaz todas as minhas necessidades."

Descobri que se existe algo na nossa vida que nos desagrada profundamente, a maneira mais rápida de nos libertarmos é a bênção de amor. "Abençoo-te com amor, liberto-te e envio-te em paz." Isto funciona com pessoas, situações, objetos e com a habitação. Poderá ensaiá-lo num vício de que deseje libertar-se e ver o que acontece. Conheci um homem que quando fumava um cigarro dizia sempre: "Abençoo-te com amor e liberto-te da minha vida." Passados alguns dias a ânsia por fumar diminuiu consideravelmente e acabou por deixar de fumar após algumas semanas.

Pense um bocado. O que deseja realmente neste preciso instante? Hoje, o que pretende na vida? Pense bem nisso e depois faça a afirmação: "Eu aceito a/o________________(seja o que for que queira). É neste ponto que a grande maioria fica presa.

A questão essencial aqui prende-se com o fato de não acreditarmos que somos merecedores daquilo que desejamos. O nosso poder pessoal depende precisamente da medida em que nos apercebemos do nosso merecimento. O não-merecimento tem origem nas mensagens da infância. No entanto, a existência de mensagens negativas não significa que não possamos mudar. Muitas pessoas vêm ter comigo e dizem: "Louise, as afirmações não funcionam." Não são as afirmações que não funcionam; o que pesa aqui é o fato de não acreditarmos que somos merecedores do bem.

A maneira de descobrir se acredita que merece alguma coisa é fazer uma afirmação e estar atento aos pensamentos que se seguem. Escreva-os. Quando os vir escritos, vai ser claro para si. A única coisa que nos impede de nos acharmos merecedores, de nos amarmos a nós próprios, é a ideia ou a opinião de outra pessoa a nosso respeito que aceitamos como sendo verdadeira.
Ao não acreditarmos que somos merecedores do bem, estamos a tirar o tapete debaixo dos pés a nós próprios, e fazemo-lo de várias maneiras. Podemos criar o caos, perder coisas, podemos magoar-nos ou ter problemas físicos, como cair ou ter acidentes. Precisamos de começar a acreditar que merecemos todo o bem que a vida tem para nos oferecer.

Para reprogramar estes sentimentos falsos ou negativos, qual deverá ser o primeiro pensamento para introduzir este novo "seja o que for" na nossa vida? Sobre que fundações teremos de assentar? Que conhecimento próprio teremos de adquirir? Acreditar em quê? Aceitar o quê?

Para começar, eis alguns pensamentos positivos:
• "Eu sou digno."
• "Eu sou merecedor."
• "Eu amo a mim próprio."
• "Eu aceito ser preenchido."

Estes conceitos formam as verdadeiras fundações dos sentimentos sobre as quais podemos construir. Declare as suas afirmações apoiado na solidez destas fundações para construir aquilo que deseja.

Sempre que falo, no final da sessão alguém vem ter comigo ou, posteriormente, escreve-me uma carta para me informar que no decurso da sessão ele ou ela tinha passado por um processo de cura. Às vezes são coisas mínimas, mas outras vezes podem ser coisas incríveis. Recentemente uma senhora veio ter comigo e disse-me que uma protuberância que tinha no peito tinha-lhe literalmente desaparecido durante a sessão. Ouvira algo e tinha decidido entregar uma coisa qualquer. Isto é um bom exemplo do quão poderosos nós somos. Se não estamos preparados para entregar, quando queremos mesmo ficar agarrados a qualquer coisa porque de algum modo isso nos serve, então não interessa , façamos o que fizermos, o mais provável é que nada funcione. Todavia, quando estamos prontos para entregar, como estava aquela senhora, é extraordinário o modo como a mais pequena circunstância contribui para nos libertarmos.

Se tem um hábito do qual ainda não se libertou, faça a si próprio a pergunta: "Para que é que isto serve? O que é que eu ganho com isto?" Se não conseguir responder, ponha a questão de uma maneira diferente: "Se eu já não tivesse este hábito, o que é que se passava?"

Na maior parte dos casos a resposta seria: "A minha vida estaria bem melhor." Isto traz-nos de volta ao fato que de algum modo acreditamos não ser merecedores de uma vida melhor.

No início, quando fazemos uma afirmação, esta pode não soar a verdadeira. Lembre-se que fazer afirmações é como semear a terra. Quando colocamos uma pequena semente na terra, no dia a seguir não temos logo uma planta adulta. Precisamos ter paciência na fase de crescimento. À medida que continuamos a fazer uma afirmação, tanto podemos ficar preparados para entregar o que quer que seja que não queremos, e nessa altura a afirmação torna-se verdadeira, como podemos ver uma nova via abrir-se à nossa frente. Isto pode acontecer numa sessão fantástica de brainstorm , ou ainda com um amigo que nos telefona e diz: "Olha lá, já experimentaste isto?" Seremos conduzidos ao passo seguinte.

Faça as suas afirmações no presente. Pode cantá-las ou introduzir--lhes uma melodia para poder repeti-las continuamente. Não se esqueça que não podemos influenciar as ações de outra pessoa com as nossas afirmações. Afirmar qualquer coisa no gênero "O João está apaixonado por mim" é uma forma de manipulação e uma tentativa de controlar a vida pessoal de outra pessoa. Normalmente esta afirmação poderá voltar-se contra si. A insatisfação será ainda muito maior se não conseguir atingir o seu objetivo. Poderá no entanto dizer, "Sou amada por um homem maravilhoso" e listar os predicados de qualidade que ambiciona nessa relação. Dessa forma está a permitir que o Poder interior a conduza à pessoa que preenche os seus requisitos, que possivelmente até poderá ser o João.
Não sabemos quais são as lições espirituais das outras pessoas e não podemos permitir-nos interferir nesse processo vital. De certeza não ia gostar que alguém fizesse isso consigo.

 Texto extraído do livro: O Poder Está Dentro de Si, de Louise L. Hay

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