Vida e Morte
Recentemente recebi um e-mail de um amigo virtual, o Prof. Cléber Machado, no qual o mesmo pedia auxílio a um questionamento que lhe fora passado por uma leitora. O texto escrito por ele havia intrigado a leitora que lhe enviou o e-mail com sua dúvida. Transcrevo abaixo as conversas relacionadas ao referido assunto.
e-mail recebido por mim com o pedido de ajuda:
Olá Francisco,
Por favor se puder, me dê a sua percepção sobre este assunto. Constatei que você é bem evoluído para me ajudar. Obrigado,
abraços e sucesso,
prof Cléber
e-maill da leitora com
os questionamentos ao referido assunto:
Li sua mensagem no site News log e tomei a iniciativa de lhe fazer uma questão, que tem a ver com o assunto abordado em seu artigo "Vivendo todos os momentos". A questão é, como o Sr. avalia a afirmação: "Temos a cada dia, a cada momento de nossas vidas 50% de chance de estarmos vivos e 50% de chance de estarmos mortos. Portanto, como o que conhecemos é a vida, vamos vive-la intensamente". Por favor, se tiver tempo, comente sobre o seu ponto de vista em relação a esta frase. Principalmente em termos chances iguais de vida e morte.
Diante de intrigante questionamento, repassei ao referido professor a minha análise pessoal a respeito do tema, conforme abaixo:
Caríssimo amigo!
Não creio que temos chances iguais de vida ou morte, já que matematicamente
falando, as probabilidades de continuarmos vivos são bem maiores. Note que;
salvo por um acidente momentâneo, temos a perspectiva de vida cada vez mais
elevada, na média. A segunda afirmação, no entanto, é mujito sábia e verdadeira.
Conhecemos somente aquilo que vivenciamos. Sou espiritualista e creio piamente
que a vida continua evoluindo sempre. que a morte não é o final de tudo; apenas
o fim de um ciclo. Mas, como será o amnhã, não sabemos, mesmo nesta vivência no
mundo das três dimensões. Aliás; não sabemos nem como será o momento seguinte em
nossa vida. Viver o momento presente, intensamente, é a única cobrança que o
universo realmente nos faz. O passado já passou, não adianta revolver os
escombros do eu em busca de mais problemas. E, o futuro, depende direta e
proporcionalmente das nossas atitudes presentes. Viver intensamente o presente é
agir com sabedoria. Mas isso não significa de modo algum gozar intensamente os
prazeres da vida. Viver intensamente significa utilizar-se de todas as benesses
produzidas por Deus e colocadas ao nosso dispor, com muita responsabilidade.
Saber que a cada momento devemos dar a César o que é de César e a Deus o que é
de Deus. Isso é viver intensamente em todos os sentidos. Matéria e espírito
devem estar unificados em todas as nossas ações diárias para que o viver
intensamente não se transforme em um mergulho no mundo da ilusão e do
sofrimento.
Afinal a própria palavra "presente" já diz tudo. é um presente que o universo
está nos dando para ser aproveitado com sabedoria.
Muita Luz Divina em sua vida!
Francisco
O Prof. Cléber,
embasado em sua experiência própria, somada às análises colaborativas repassadas
por mim e por outra amiga, repassa à leitora o seguinte texto com a análise
final acerca de tais questionamentos:
VIDA E MORTE -50% -
A questão que , sutilmente, nos coloca a professora é de vital importância . Porque trata de viver a vida . Atitudes e comportamentos de viver, portanto, bem diferente de existir. Conheço muitas pessoas que não vivem plenamente, passam até a impressão de que estão apenas existindo. E fazendo, portanto, como agentes passivos e não ativos, uma vida que não vale a pena ser vivida. Chego a me indagar se elas chegam a perceberem oque realmente estão fazendo de suas jornadas...
A questão coloca um percentual de 50(cincoenta por cento) de vida e chances de outros cincoenta por cento de morte. E , sabiamente a professora propõe que vivamos intensamente a vida, já que não conhecemos a morte. Bem de um certo modo conhecemos a morte e temos experiências com ela. Quem não teve um amigo ou familiar que você teve que assistir em casos de doença, emergência, e até vê-lo no caixão. Quando jovem trabalhei em bloco cirurgico de hospital e pensei que tinha visto alguma coisa. Depois bem mais tarde, quando fiz a cadeira de psicologia hospitalar , aí então, enxerguei um pouco melhor. Aquele artigo , Vivendo todos os momentos, que está no livro E tempo de reciclar versa sobre a dor do arrependimento, isto é pessoas que já estão mudando de plano e sabem que não podem mais fazer aquilo que deixaram de fazer e tentam , externando, amenizar ou compartilhar com outros, muitas vezes na esperança de que também não acabem caindo na armadilha de deixar para amanhã...
FREUD me ensinou que cada escolha é uma renúncia. E as vezes neste percentual que fala a professora GISLENI. Logo, nossas escolhas ou nossas renúncias, se podemos assim chamar, devem ser bem pesadas para não chorar o arrependimento. FREUD também nos brindou na psicanálise com a Ambivalência : Amor e ódio é um exemplo claro. As vezes ao mesmo tempo o indivíduo quer comer e não quer. No plano intelectual o individuo
enuncia simultaneamente uma proposição e ao mesmo tempo o seu contrário. A oposição das pulsões de vida e das pulsões de morte. Ele também fala de Fusão e desfusão , união e desunião. Fala ainda que cada um dos dois componentes , Pulsão de Vida e Pulsão de morte podem entrar em proporções variaveis. Intrication – desintrication. Nos parece que para aqueles que acreditam na neurose de destino, essas coisas tendem a acontecer. Parece atração. Par de opostos.
A VIDA PERDOA RARAMENTE AQUELES QUE NÃO A VIVEM BASTANTE já nos dizia Gilberto Amado , depois da política.
Mortifica os pés desgraçado. Desmortifica depois ! Machado de Assis compartilha conosco em Mémórias Póstumas de Bras Cubas. E por aí vamos : A cidade estava morta- sem cor, sem brilho. Logo meio morta. Daqui a pouco pode estar meio viva ou bem viva. É bom sempre levar em conta o contexto. Sei lá..., na Régis Bittencourt , que percentual estou meio vivo e que percentual de morte me ronda. E o senso comum nos brinda: Nem morto sob nenhum pretexto, de forma nenhuma, de jeito nenhum. Estou meio morto , meio vivo. Morto carregando o vivo( personagem fantástico do bumba-meu-boi, dando a impressão de que o inanimado carrega o animado. Constança era morta e viva na escola primária. Sebastião não larga de mão a Joana, é morto e vivo na casa dela.
Somos passíveis de viver, estamos vivos, logo : passíveis de morrer. Cada dia que se passa, vivido ou existido, logo é um dia em diração à morte. Portanto o ato sábio a ser praticado é a proposta da professora GISLENI. Vamos viver a vida.
Francisco Ferreira (Mr. Smith)
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