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Há não muito tempo
atrás, as palavras física e consciência eram consideradas mutuamente
exclusivas. Uma era estritamente ciência, e a outra era meramente um
conceito abstrato relegado ao campo da psicologia ou filosofia. Hoje em
dia, cientistas de todo o mundo estudam a física e a consciência, e é
abertamente aceito que estas verdadeiramente criam a realidade.
A Física é a ciência das possibilidades, e o poder da consciência é a
fonte. Porém, qual é o processo de manifestação?
Através da física quântica, sabemos que a realidade não está separada da
observação dela, o mesmo é certo para nossas próprias vidas. O que
experimentamos no mundo real não pode ser separado de nossa percepção
dela. De fato, o estudo da biomecânica revela que o cérebro não é capaz de
distinguir a diferença entre a realidade e a memória. Os mesmos neurônios
se agitam quando vemos algo ou quando simplesmente o recordamos.
A chave para a criação consciente se encontra em tua percepção - o que
percebes de ti mesmo e tua realidade, e como isto te faz sentir. Em
realidade, isto cria muitas das respostas químicas e emocionais de teu
corpo e tua mente. É um processo de causa e efeito: a percepção estimula
reação, a reação reforça a percepção. Tua consciência é tão poderosa que
não somente determina a qualidade emocional de tua vida, senão que também
evoca respostas psicológicas significantes.
O processo começa quando uma simples emoção ou pensamento dispara as
glândulas do hipotálamo no cérebro para liberar certos peptídeos. Estas
substâncias se movem até receptores afirmando-se logo nas células, criando
uma reação química que coincide e perpetua o estado emocional original.
Sejam positivos ou negativos, pensamentos similares criarão peptídeos e
emoções similares.
Com o tempo, a repetição deste padrão apagará outros receptores que
pudessem estar disponíveis para os peptídeos de diferentes estados
emocionais. Deste modo, tua percepção se converte em algo fixo, que
repetidamente produz uma cadeia bioquímica de eventos que perpetuam os
mesmos sentimentos. Desse modo, é que se formam os hábitos emocionais – e
até os vícios. Pode soar complicado, porém é um processo espontâneo e
relativamente simples. E tem um grande impacto na produção de consciência
e energia devido a que envolve intensamente o conhecimento, as emoções e a
bioquímica.
Vejamos um exemplo de como trabalha o processo: Passas próximo a um
edifício em tua vizinhança muitas vezes, sem nenhuma reação cognitiva ou
emocional. Somente o observas. Um dia, justo quando começas a buscar
emprego, passas por aí e vês um anúncio de emprego com um número de
telefone. Experimentas excitação e teu hipotálamo libera peptídeos que se
identificam e perpetuam a sensação. Quando retornas à tua casa, chamas o
número de telefone e marcas uma entrevista. E todos os dias que passas
pelo edifício – ou ainda quando simplesmente pensas a respeito – tens a
mesma reação bioquímica, e te entusiasmas com isso. Obténs o emprego, e
pelos primeiros meses tua reação é a mesma.
No entanto, com o tempo, lentamente começas a experimentar teu emprego de
uma maneira diferente. Talvez certa pessoa ou situação te cause
infelicidade ou inconformidade, e começas a ter uma percepção negativa, o
qual produz peptídios que se identificam com a sensação. Ainda quando
simplesmente te estás preparando para ir ao trabalho, ou simplesmente
pensas nele, a percepção de inconformidade estimula os neuropeptídeos que
se identificam e perpetuam a emoção.
E assim acontece por anos, até que sabes de um novo trabalho no outro lado
da cidade. Te candidatas e te contratam. Então, começas a produzir os
peptídeos que de novo coincidem com essa excitante sensação. Esta nova
situação continua a estimular essas emoções, porém só duram um par de
anos, até que a companhia se muda para o México.
Agora te encontras sem emprego, e a necessidade de dinheiro muda tua
percepção uma vez mais. Buscas em teu velho trabalho porque pensas que
depois de tudo não era tão mau. Cada vez que passas pelo mesmo edifício,
de fato, cada vez que pensas nele, desejarias estar de volta. Talvez tinha
seus problemas, porém certamente era preferível a estar sem emprego. Em
cada memória e saudade, teus pensamentos, emoções, reações químicas e
psicológicas criam uma consciência de perda e lamento, o que logo se
converte em teu filtro de manifestação. É um círculo de situação e
criação. Tuas experiências criam as emoções que perpetuam a experiência.
Ainda que parecesse que este processo é somente uma seqüência natural de
pensamento e sentimento, é importante saber que a química é uma razão
principal pela qual tendes a estancar-te em teus padrões emocionais e
mentais. Se necessita de uma intenção consciente para mudar tuas
conclusões e percepções para poder assim sair desta auto sabotagem
bioquímica. A química que coincide e perpetua tuas respostas emocionais é
um fator significante em tua projeção de energia, e tua consciência é a
chave tanto para tua fonte biológica interna como para as conseqüências de
tua vida externa.
Há dois passos específicos que podes tomar para mudar teus padrões de
percepção negativa o mesmo que os neuropeptídeos que se envolve no
processo:
Quando sintas uma emoção negativa crescendo dentro de ti, pára e toma uma
respiração profunda. Afirma: Meu corpo libera neuropeptídeos de paz e
tranqüilidade. Uma onda de tranqüilidade, serenidade, relaxamento se move
através de mim agora.
Quando vejas ou experimentes algo que inicie uma reação negativa, afirma:
posso deixá-lo ir. Me relaxo e me libero, escolho a paz.
Quando optas por envolver-te em conhecimentos mais positivos, produzes os
neuropeptídeos que coincidem com a esperança, excitação e felicidade. Isto
muda tua mente, emoções, e corpo, até o ponto de tuas reações químicas, e
como resultado, também muda a energia de tua consciência. Deste modo, tua
consciência é a força mais poderosa na criação de teu destino.
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