Fique do lado do bem

Todos os dias tornamos um grande número de decisões. E cada uma delas, em geral, se resume a una simples escolha entre o bem e o mal. De que lado você quer ficar? Ou será que nem percebeu o que estava acontecendo? Deixe-me explicar. Cada ação que empreendemos tem um efeito sobre nossa família, as pessoas que nos rodeiam, a sociedade e o mundo em geral — e esse efeito pode ser positivo ou negativo. Em geral, a escolha é nossa, e muitas vezes não é nada fácil. Ficamos divididos entre o que nós queremos e o que é bom para os outros, indecisos entre a satisfação pessoal e a generosidade.
Ficar do lado dos mocinhos costuma ser uma tarefa duríssima. Mas, se queremos ter uma vida bem-sucedida — e, para mim, a medida do sucesso é o desenvolvimento de sentimentos positivos, de auto-satisfação, felicidade e contentamento —, devemos tomar uma decisão consciente nesse sentido. Esta pode ser nossa missão de vida: jogar no time do bem, sempre.
Se você deseja saber se já fez essa escolha, verifique rapidamente como se sente e como reage quando um motorista imprudente lhe dá uma fechada na hora do rush. Ou quando está com pressa e alguém pára você na rua para pedir informações. Ou quando seu filho adolescente se envolve em problemas com a polícia. Ou quando empresta dinheiro a um amigo que nunca paga o que lhe deve. Ou quando seu chefe o chama de idiota na frente de todos os seus colegas. Ou quando você acerta uma martelada no polegar. Ou, ou, ou... Como já disse, são escolhas que temos de fazer o tempo todo — e com consciência.
O problema é que ninguém lhe dirá exatamente o que é certo ou errado. Você terá de estabelecer seus próprios parâmetros, o que não é assim tão difícil, pois boa parte dessas coisas é evidente. É algo que vai prejudicar ou atrapalhar alguém? Você faz parte do problema ou da solução? A situação vai melhorar ou piorar se você agir de determinada maneira? A escolha é sua, ninguém pode decidir por você.
É a sua interpretação do que é bom ou mau que realmente importa. Não adianta nada dizer a urna pessoa que ela está tomando o partido errado, porque ela pode ter uma visão diferente e até acreditar que está agindo certo. Aquilo que os outros fazem corresponde às suas próprias escolhas e convicções, e ninguém gosta de ser contrariado. Ninguém pode impedi-lo de observar o que está acontecendo e pensar com seus botões "Eu não teria feito isso dessa maneira" ou "Minha nossa, fulano está jogando sujar, mas não diga nada a ninguém.
 

Do livro: AS REGRAS DA VIDA, 100 princípios universais para aprender a arte de viver bem, de RICHARD TEMPLAR

 

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