Transição da ignorância para o
infinito
Para realizar nossa transição da ignorância para o infinito, precisamos flutuar
para a superfície da pirâmide vibratória. Isto não é tão difícil, pois nossa
consciência naturalmente gravita em direção à Unicidade, tal como um mergulhador
de águas profundas flutua para a superfície quando se livra dos pesos que o
mantém no fundo.
Nossos “pesos” são os lixos emocionais em nosso subconsciente, nosso sentido
programado do Eu e da realidade, e a infinidade de porcarias atordoadoras da
mente que assalta nossos olhos e ouvidos através da mídia, do sistema de
educação [de doutrinação], políticos, economistas, e todos os outros doutores da
mente que nos vendem sua visão de qual nossa realidade deveria ser. Sem essas
influências, aquele peso em nossas mentes e emoções, o pássaro já teria voado há
muito tempo atrás. Essas são as influências que criam a “luz no fundo da
garrafa”, que nos hipnotiza e nos mantém na ignorância do nosso Eu verdadeiro e
infinito.
É um pedaço de excremento, afaste-se dele.
Se a humanidade fizesse isso com mais freqüência, ela não desperdiçaria sua
energia dia após dia com debates irrelevantes e argumentações sobre “temas” que
são apresentados para nos desviar do que realmente interessa – nossa própria
evolução para fora da ignorância e nossa habilidade própria de amar e de ser
amado. Mas nós somos fisgados por esses debates fabricados e distrações. Vemos
declarações e eventos irrelevantes como vitalmente importantes, ao invés de nos
afastarmos e vê-los como eles são: distrações irrelevantes. Quando ficamos
condicionados a pensar que essas baboseiras são importantes, nós gastamos nossas
energias e investimos nossas emoções em preocupações com coisas que os outros
nos programaram para acreditar que eram importantes. Você é muito gorda? Você é
muito magra? Você é muito alta? Você é muito baixa? Seus seios são
suficientemente grandes? São nossos pipis suficientemente grandes? Estamos
perdendo cabelos da nossa cabeça? Você tem muito pêlo pelo corpo? Você está
usando o último uniforme [desculpe, moda] que alguém que nunca conhecemos
decidiu que agora é “in”? Recebemos uma avalanche dos marqueteiros e dos
“programadores” de televisão, financiados pelos propagandistas que nos dizem
como nós devemos ser, aparentar e sentir.
Você está com uma ruga na face? Oh, meu Deus, sua vida acabou!
É o fim da picada! A não ser que você compre este super óleo, com nome famoso e
que parece exótico. Ele salvará sua vida. Ei, olhe esta loira bronzeada
maravilhosa. Compre nosso bronzeador e você irá ficar igualzinha a ela [O autor
afasta-se um pouco para vomitar].
Há uma certa neurose para não fugir da norma, do “ideal”. Note, por exemplo, o
terror que os homens têm de perder o cabelo. Que desgraça, as mulheres não
sentirão atração por mim... salve meu cabelo, pegue-o das axilas, de qualquer
lugar... me vende uma peruca...
Quando você perde o cabelo você se transforma em uma pessoa má? Não. Torna você
menos inteligente? Não. Faz você incapaz de dar e receber amor? Não. E se
vivêssemos em um planeta em que o corpo físico não crescesse cabelo na cabeça e,
de repente, começasse a crescer? Oh, minha vida acabou, as mulheres não sentirão
atração por mim... arranque meu cabelo, coloque ele debaixo do braço, em
qualquer lugar. Tudo condicionamento...
É um pedaço de excremento, afaste-se disso.
A ironia de tudo isso, e o conhecimento que irá terminar com a manipulação das
emoções humanas pela indústria multibilionária do odeie-seu-corpo, é que não há
necessidade de todas essas poções, cremes e cirurgiões de pênis. Nossos corpos
são um reflexo do nosso sentimento de ser. Eles são uma expressão física de
nossa mente e emoções [Retrato fiel de nosso acúmulo cármico]. Podemos ver nas
faces das pessoas se elas passaram por dores emocionais extremas. Está escrito
em suas feições.
Pessoas que comem bastante e criam corpos grandes para si estão invariavelmente
manifestando em seus hábitos alimentares um tormento emocional de algum tipo.
Para elas é a comida, para outras é a bebida ou drogas, apenas um meio de
escapar temporariamente da emoção que desejam abafar. Nossas mentes controlam
nossos corpos e nossos corpos irão refletir nosso estado mental. Se nós nos
sentirmos bem conosco, nós iremos transmitir a mesma energia para o nosso corpo.
Eu Sou Eu, Eu Sou Livre - David Icke
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