Sintonia Cósmica
Começa por prestar atenção e torna-te perfeitamente consciente do que os outros
estão a dizer, a pensar ou a sentir. Mais importante ainda: tenta perceber de
que forma isso te afeta. E, se sentires que alguma energia de baixa vibração
«infectou» os teus campos, purga-os imediatamente; afinal, trata-se somente de
energia. Expulsa-a através da expiração intencional ou por centrifugação (ver
III.2 - Campos Emocionais).
• Quando olhas para as pessoas na rua, és capaz de as ver como gloriosas
projeções do ESPÍRITO?
• Tens pensamentos ou emoções que te levam a julgar: «eu sou melhor do que... ;
ele é pior do que...»?
• Talvez não gostes de determinada pessoa, mas será que respeitas o ESPÍRITO
nela, sem te importares de quão oculto esteja?
• És capaz de aceitar um comportamento cheio de erros como sendo perfeito para
quem o tem?
• Desvias o olhar perante uma cara desfigurada?
• Sente-se melhor do que um vagabundo ou um sem abrigo que vive de esmolas?
Se assim for, ainda te sobram algumas «impressões» para deitar fora!
Bom, mas não te sintas como se tivesses acabado de chumbar num exame de
espiritualidade, pois todos estes itens não passam de conceitos. Olha para eles,
ama-os e deixa-os partir; serviram-te ao longo de todos estes anos mas, agora,
já deixaram de ser necessários.
E no que toca às circunstâncias da tua vida?
Aceitas ser responsável por tudo o que te acontece de desagradável:
• o acidente de automóvel,
• a demissão,
• o teto que deixa entrar água,
• a discussão lá em casa,
• a falta de uma parceria?
Tu crias os acontecimentos de cada minuto da tua vida a partir de algum dos
níveis do teu ser. E - quer saibas disso, quer não! - os conteúdos dos corpos
emocional e mental desempenham um papel preponderante. Não existe nenhum
elemento de acaso no Universo. Em algum nível, seja do ESPÍRITO, seja da
personalidade, tu crias o que experimentas a cada minuto. Se o Universo não
funcionasse assim, isso significaria que os outros seriam capazes de colocar
«coisas» nos teus campos, sem a tua permissão; significaria que as tuas
experiências nada teriam a ver com os conteúdos dos teus campos. Permite que te
assegure que o Universo não funciona assim!
Não estou a dizer que, conscientemente, desejes tudo o que ocorre na tua vida; o
que estou a dizer é que provocaste e fizeste com que tal acontecesse. Portanto,
em algum momento, alguma parte de ti desejou tais coisas. Por exemplo: se
elegeste uma «impressão» que te faz ver a vida como um trabalho duro, só para
«peritos»... talvez te confrontes com uma série de provas duras que,
evidentemente, comprovam que essa «impressão» estava certa. Aceita, porém, que
isso poderá ter sido o que era apropriado para esse momento, ou fase, da tua
vida!
Tu crias as tuas próprias realidades porque o Universo se reajusta a si mesmo,
fielmente, para poder reproduzir o «padrão» que concebeste. A tua vida é, pois,
um reflexo perfeito dos «padrões» que vais criando a partir das tuas crenças. A
realidade que experimentas, hoje, reflete a tua noção acerca do que é a
realidade. Se parares para pensar verificarás que, se não fosse assim, o
Universo estaria à mercê do acaso.
As pessoas que te rodeiam não só fazem parte do teu holograma, como também
refletem, sobre ti, a noção que elas têm acerca da sua própria realidade. Se não
interagisses vibratoriamente com as outras pessoas não disporias de base para
estabelecer as relações, quer de atração, quer de repulsão.
As coisas funcionam assim: cada vez que algo significativo te acontece, a
memória e as emoções dessa experiência são armazenadas como formas geométricas
de alta freqüência (mais especificamente como tetraedros), nos campos mental,
emocional e físico... as quais, eventualmente, poderão reforçar outras que já lá
existam!
Por exemplo: se o «quadro de realidade» acerca de ti mesmo for: «não passo de um
insignificante ser humano, sem qualquer valia», e alguém te menospreza, tu
assimilarás experiência como um reforço mental e emocional do «quadro de
realidade» que guardas acerca de ti mesmo. O pior de tudo é que esta baixa
energia tende a ficar presa nos teus campos vibratórios.
Pelo contrário, se o «quadro de realidade» acerca de ti mesmo for positivo,
perceberás que a outra pessoa não está a ofender-te mas a reagir a alguma
«ameaça» que tu representas para ela: foi algo que fizeste ou disseste, algo que
tem a ver com a forma como tu a vês, que lhe despertou certas memórias que nada
têm a ver contigo. Neste caso, tu guardarás a energia negativa deste episódio de
«menosprezo» apenas como uma recordação, sem qualquer carga emocional.
Se duas pessoas se encontram dispondo de quadros de realidade similares, as
formas geométricas deles podem interagir e misturar-se porque «o similar atrai o
similar».
Assim, se um homem e uma mulher crêem que os homens são poderosos e as mulheres
fracas, as suas geometrias irão encaixar-se, misturar-se e permanecer juntas, o
que significa que se encerraram numa relação «pegajosa».
Por outro lado, se duas pessoas se encontram e ambas crêem na sua própria
mestria, as suas geometrias também irão encaixar-se... mas não ficarão atascadas
porque os seus sistemas de crenças estão abertos. Devido ao fato de as suas
geometrias girarem muito mais depressa, a energia fluirá constantemente, para
fora e para dentro, dos seus campos.
Por conseguinte, considera o que gostas ou detestas nos teus campos, nas tuas
emoções e pensamentos, nas circunstâncias da tua vida e da dos teus amigos.
Desejarias fazer alguma alteração?
Qualquer coisa que te desgoste informa-te acerca da composição e organização dos
teus campos; caso contrário a energia limitar-se-ia a passar sem dar sinal, e tu
não terias dado por nada. Mas não foi isso que aconteceu: ela atingiu algum dos
teus «nós» energéticos e, ao reforçá-lo, tu apercebeste dele. É claro que foste
tu quem lá pôs esse «nó», mas… será que ainda precisas dele? Se não precisas,
declara-te senhor dos teus próprios domínios e elimina-o dizendo o seguinte:
Eu sou um mestre da expressão divina.
Reconheço que sinto... mas isto já não serve ao meu caminho rumo à Luz.
Com a ajuda da força da Graça, liberto essa energia. Que, em nome do Pai,
retorne ao Universo e seja transmutada na mais bela forma de Luz.
De uma forma sistemática, desfaça de todo o equipamento velho que foste
colecionando ao longo dos anos. Não precisas dele onde tens de ir; antes pelo
contrário, apenas atrasará o processo.
Texto retirado de Um Manual para a Ascenção, por Cerapis