Zacarias
- No oitavo mês do segundo ano de Dario veio a palavra do Senhor ao profeta
Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, dizendo:
- O Senhor se irou fortemente contra vossos pais.
- Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor dos exércitos: Tornai-vos para mim,
diz o Senhor dos exércitos, e eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos
exércitos.
- Não sejais como vossos pais, aos quais clamavam os profetas antigos,
dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Convertei-vos agora dos vossos maus
caminhos e das vossas más obras; mas não ouviram, nem me atenderam, diz o
Senhor.
- Vossos pais, onde estão eles? E os profetas, viverão eles para
sempre?
- Contudo as minhas palavras e os meus estatutos, que eu ordenei pelos
profetas, meus servos, acaso nao alcançaram a vossos pais? E eles se
arrependeram, e disseram: Assim como o Senhor dos exércitos fez tenção de nos
tratar, segundo os nossos caminhos, e segundo as nossas obras, assim ele nos
tratou.
- Aos vinte e quatro dias do mês undécimo, que é o mês de sebate, no segundo
ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de
Berequias, filho de Ido, dizendo:
- Olhei de noite, e vi um homem montado num cavalo vermelho, e ele estava
parado entre as murtas que se achavam no vale; e atrás dele estavam cavalos
vermelhos, baios e brancos.
- Então perguntei: Meu Senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que
falava comigo: Eu te mostrarei o que estes são.
- Respondeu, pois, o homem que estava parado entre as murtas, e disse: Estes
são os que o Senhor tem enviado para percorrerem a terra.
- E eles responderam ao anjo do Senhor, que estava parado entre as murtas, e
disseram: Nós temos percorrido a terra, e eis que a terra toda está tranqüila
e em descanso.
- Então o anjo do Senhor respondeu, e disse: O Senhor dos exércitos, até
quando não terás compaixão de Jerusalém, e das cidades de Judá, contra as
quais estiveste indignado estes setenta anos?
- Respondeu o Senhor ao anjo que falava comigo, com palavras boas, palavras
consoladoras.
- O anjo, pois, que falava comigo, disse-me: Clama, dizendo: Assim diz o
Senhor dos exércitos: Com grande zelo estou zelando por Jerusalém e por
Sião.
- E estou grandemente indignado contra as nações em descanso; porque eu
estava um pouco indignado, mas eles agravaram o mal.
- Portanto, o Senhor diz assim: Voltei-me, agora, para Jerusalém com
misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o Senhor dos exércitos, e
o cordel será estendido sobre Jerusalém.
- Clama outra vez, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: As minhas
cidades ainda se transbordarão de bens; e o Senhor ainda consolará a Sião, e
ainda escolherá a Jerusalém.
- Levantei os meus olhos, e olhei, e eis quatro chifres.
- Eu perguntei ao anjo que falava comigo: Que é isto? Ele me respondeu:
Estes são os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
- O Senhor mostrou-me também quatro ferreiros.
- Então perguntei: Que vêm estes a fazer? Ele respondeu, dizendo: Estes são
os chifres que dispersaram Judá, de maneira que ninguém levantou a cabeça; mas
estes vieram para os amedrontarem, para derruburem os chifres das nações que
levantaram os seus chifres contra a terra de Judá, a fim de a
espalharem.
- Tornei a levantar os meus olhos, e olhei, e eis um homem que tinha na mão
um cordel de medir.
- Então perguntei: Para onde vais tu? Respondeu-me ele: Para medir
Jerusalém, a fim de ver qual é a sua largura e qual o seu comprimento.
- E eis que saiu o anjo que falava comigo, e outro anjo lhe saiu ao
encontro,
- e lhe disse: Corre, fala a este mancebo, dizendo: Jerusalém será habitada
como as aldeias sem muros, por causa da multidão, nela, dos homens e dos
animais.
- Pois eu, diz o Senhor, lhe serei um muro de fogo em redor, e eu, no meio
dela, lhe serei a glória.
- Ah, ah! fugi agora da terra do norte, diz o Senhor, porque vos espalhei
como os quatro ventos do céu, diz o Senhor.
- Ah! Escapai para Sião, vós que habitais com a filha de Babilônia.
- Pois assim diz o Senhor dos exércitos: Para obter a glória ele me enviou
às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do
seu olho.
- Porque eis aí levantarei a minha mão contra eles, e eles virão a ser a
presa daqueles que os serviram; assim sabereis vós que o Senhor dos exércitos
me enviou.
- Exulta, e alegra-te, ó filha de Sião; pois eis que venho, e habitarei no
meio de ti, diz o Senhor.
- E naquele dia muitas nações se ajuntarão ao Senhor, e serão o meu povo; e
habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a
ti.
- Então o Senhor possuirá a Judá como sua porção na terra santa, e ainda
escolherá a Jerusalém.
- Cale-se, toda a carne, diante do Senhor; porque ele se levantou da sua
santa morada.
- Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do
Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor.
- Mas o anjo do Senhor disse a Satanás: Que o Senhor te repreenda, ó
Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda! Não é este um
tição tirado do fogo?
- Ora Josué, vestido de trajes sujos, estava em pé diante do anjo.
- Então falando este, ordenou aos que estavam diante dele, dizendo:
Tirai-lhe estes trajes sujos. E a Josué disse: Eis que tenho feito com que
passe de ti a tua iniqüidade, e te vestirei de trajes festivos.
- Também disse eu: Ponham-lhe sobre a cabeça uma mitra limpa. Puseram-lhe,
pois, sobre a cabeça uma mitra limpa, e vestiram-no; e o anjo do Senhor estava
ali de pe.
- E o anjo do Senhor protestou a Josué, dizendo:
- Assim diz o Senhor dos exércitos: Se andares nos meus caminhos, e se
observares as minhas ordenanças, também tu julgarás a minha casa, e também
guardarás os meus átrios, e te darei lugar entre os que estão aqui.
- Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se
assentam diante de ti, porque são homens portentosos; eis que eu farei vir o
meu servo, o Renovo.
- Pois eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única
estão sete olhos. Eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos
exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia.
- Naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, cada um de vós convidará o seu
vizinho para debaixo da videira e para debaixo da figueira.
- Ora o anjo que falava comigo voltou, e me despertou, como a um homem que é
despertado do seu sono;
- e me perguntou: Que vês? Respondi: Olho, e eis um castiçal todo de ouro, e
um vaso de azeite em cima, com sete lâmpadas, e há sete canudos que se unem às
lâmpadas que estão em cima dele;
- e junto a ele há duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra
à sua esquerda.
- Então perguntei ao anjo que falava comigo: Meu senhor, que é isso?
- Respondeu-me o anjo que falava comigo, e me disse: Não sabes tu o que isso
é? E eu disse: Não, meu senhor.
- Ele me respondeu, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel,
dizendo: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos
exércitos.
- Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma campina;
e ele trará a pedra angular com aclamações: Graça, graça a ela.
- Ainda me veio a palavra do Senhor, dizendo:
- As mãos de Zorobabel têm lançado os alicerces desta casa; também as suas
mãos a acabarão; e saberás que o Senhor dos exercitos me enviou a vos.
- Ora, quem despreza o dia das coisas pequenas? pois estes sete se
alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel. São estes os sete olhos do
Senhor, que discorrem por toda a terra.
- Falei mais, e lhe perguntei: Que são estas duas oliveiras à direita e à
esquerda do castiçal?
- Segunda vez falei-lhe, perguntando: Que são aqueles dois ramos de
oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite
dourado?
- Ele me respondeu, dizendo: Não sabes o que é isso? E eu disse: Não, meu
senhor.
- Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor
de toda a terra.
- Tornei a levantar os meus olhos, e olhei, e eis um rolo voante.
- Perguntou-me o anjo: Que vês? Eu respondi: Vejo um rolo voante, que tem
vinte côvados de comprido e dez côvados de largo.
- Então disse-me ele: Esta é a maldição que sairá pela face de toda a terra:
porque daqui, conforme a maldição, será desarraigado todo o que furtar; assim
como daqui será desarraigado conforme a maldição todo o que jurar
falsamente.
- Mandá-la-ei, diz o Senhor dos exércitos, e a farei entrar na casa do
ladrão, e na casa do que jurar falsamente pelo meu nome; e permanecerá no meio
da sua casa, e a consumirá juntamente com a sua madeira e com as suas
pedras.
- Então saiu o anjo, que falava comigo, e me disse: levanta agora os teus
olhos, e vê que é isto que sai.
- Eu perguntei: Que é isto? Respondeu ele: Isto é uma efa que sai. E disse
mais: Esta é a iniqüidade em toda a terra.
- E eis que foi levantada a tampa de chumbo, e uma mulher estava sentada no
meio da efa.
- Prosseguiu o anjo: Esta é a impiedade. E ele a lançou dentro da efa, e pôs
sobre a boca desta o peso de chumbo.
- Então levantei os meus olhos e olhei, e eis que vinham avançando duas
mulheres com o vento nas suas asas, pois tinham asas como as da cegonha; e
levantaram a efa entre a terra e o céu.
- Perguntei ao anjo que falava comigo: Para onde levam elas a efa?
- Respondeu-me ele: Para lhe edificarem uma casa na terra de Sinar; e,
quando a casa for preparada, a efa será colocada ali no seu lugar.
- De novo levantei os meus olhos, e olhei, e eis quatro carros que saíam
dentre dois montes, e estes montes eram montes de bronze.
- No primeiro carro eram cavalos vermelhos, no segundo carro cavalos
pretos,
- no terceiro carro cavalos brancos, e no quarto carro cavalos baios com
malhas.
- Então, dirigindo-me ao anjo que falava comigo, perguntei: Que são estes,
meu senhor?
- Respondeu-me o anjo: Estes estão saindo aos quatro ventos do céu, depois
de se apresentarem perante o Senhor de toda a terra.
- O carro em que estão os cavalos pretos sai para a terra do norte, os
brancos são para o oeste, e os malhados para a terra do sul;
- e os cavalos baios saíam, e procuravam ir por diante, para percorrerem a
terra. E ele disse: Ide, percorrei a terra. E eles a percorriam.
- Então clamou para mim, dizendo: Eis que aqueles que saíram para a terra do
norte fazem repousar na terra do norte o meu Espírito.
- Ainda me veio a palavra do Senhor, dizendo:
- Recebe dos que foram levados cativos, a saber, de Heldai, de Tobias, e de
Jedaías, e vem tu no mesmo dia, e entra na casa de Josias, filho de Sofonias,
para a qual vieram de Babilônia;
- recebe, digo, prata e ouro, e faze coroas, e põe-nas na cabeça do sumo
sacerdote Josué, filho de Jeozadaque;
- e fala-lhe, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Eis aqui o homem
cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar, e edificará o templo do
Senhor.
- Ele mesmo edificará o templo do Senhor; receberá a honra real,
assentar-se-á no seu trono, e dominará. E Josué, o sacerdote, ficará à sua
direita; e haverá entre os dois o conselho de paz.
- Essas coroas servirão a Helem, e a Tobias, e a Jedaías, e a Hem, filho de
Sofonias, de memorial no templo do Senhor.
- E aqueles que estão longe virão, e ajudarão a edificar o templo do Senhor;
e vós sabereis que o Senhor dos exercitos me tem enviado a vós; e isso
sucederá, se diligentemente obedecerdes a voz do Senhor vosso Deus.
- Aconteceu no ano quarto do rei Dario, que a palavra do Senhor veio a
Zacarias, no dia quarto do nono mês, que é quisleu:
- Ora, o povo de Betel tinha enviado Sarezer, e Regem-Meleque, e os seus
homens, para suplicarem o favor do Senhor,
- e para dizerem aos sacerdotes, que estavam na casa do Senhor dos
exércitos, e aos profetas: Chorarei eu no quinto mês, com jejum, como o tenho
feito por tantos anos?
- Então a palavra do Senhor dos exércitos veio a mim, dizendo:
- Fala a todo o povo desta terra, e aos sacerdotes, dizendo: Quando
jejuastes, e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta
anos, acaso foi mesmo para mim que jejuastes?
- Ou quando comeis e quando bebeis, não é para vós mesmos que comeis e
bebeis?
- Não eram estas as palavras que o Senhor proferiu por intermédio dos
profetas antigos, quando Jerusalém estava habitada e próspera, juntamente com
as suas cidades ao redor dela, e quando o Sul e a campina eram
habitados?
- E a palavra do Senhor veio a Zacarias, dizendo:
- Assim falou o Senhor dos exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai
bondade e compaixão cada um para com o seu irmao;
- e não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre; e
nenhum de vós intente no seu coração o mal contra o seu irmao.
- Eles, porém, não quiseram escutar, e me deram o ombro rebelde, e taparam
os ouvidos, para que não ouvissem.
- Sim, fizeram duro como diamante o seu coração, para não ouvirem a lei, nem
as palavras que o Senhor dos exércitos enviara pelo seu Espírito mediante os
profetas antigos; por isso veio a grande ira do Senhor dos exércitos.
- Assim como eu clamei, e eles não ouviram, assim também eles clamaram, e eu
não ouvi, diz o Senhor dos exércitos;
- mas os espalhei com um turbilhão por entre todas as nações, que eles não
conheceram. Assim, pois, a terra foi assolada atrás deles, de sorte que
ninguém passava por ela, nem voltava; porquanto fizeram da terra desejada uma
desolação.
- Depois veio a mim a palavra do Senhor dos exércitos, dizendo:
- Assim diz o Senhor dos exércitos: Zelo por Sião com grande zelo; e, com
grande indignação, por ela estou zelando.
- Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém;
e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos exércitos
o monte santo.
- Assim diz o Senhor dos exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém
sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu cajado, por causa
da sua muita idade.
- E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas
brincarão.
- Assim diz o Senhor dos exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do
resto deste povo naqueles dias, acaso será também maravilhoso aos meus olhos?
diz o Senhor dos exércitos.
- Assim diz o Senhor dos exércitos: Eis que salvarei o meu povo, tirando-o
da terra do oriente e da terra do ocidente;
- e os trarei, e eles habitarão no meio de Jerusalém; eles serão o meu povo,
e eu serei o seu Deus em verdade e em justiça.
- Assim diz o Senhor dos exércitos: Sejam fortes as vossas mãos, ó vós, que
nestes dias ouvistes estas palavras da boca dos profetas, que estiveram no dia
em que foi posto o fundamento da casa do Senhor dos exércitos, a fim de que o
templo fosse edificado.
- Pois antes daqueles dias não havia salário para os homens, nem lhes davam
ganho os animais; nem havia paz para o que saia nem para o que entrava, por
causa do inimigo; porque eu incitei a todos os homens, cada um contra o seu
próximo.
- Mas agora não me haverei para com o resto deste povo como nos dias
passados, diz o Senhor dos exércitos;
- porquanto haverá a sementeira de paz; a vide dará o seu fruto, e a terra
dará a sua novidade, e os céus darão o seu orvalho; e farei que o resto deste
povo herde todas essas coisas.
- E há de suceder, ó casa de Judá, e ó casa de Israel, que, assim como éreis
uma maldição entre as nações, assim vos salvarei, e sereis uma bênção; não
temais, mas sejam fortes as vossas mãos.
- Pois assim diz o Senhor dos exércitos: Como intentei fazer-vos o mal,
quando vossos pais me provocaram a ira, diz o Senhor dos exércitos, e não me
compadeci,
- assim tornei a intentar nestes dias fazer o bem a Jerusalém e à casa de
Judá; não temais.
- Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo;
executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas;
- e nenhum de vós intente no seu coração o mal contra o seu próximo; nem ame
o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu aborreço, diz o
senhor.
- De novo me veio a palavra do Senhor dos exércitos, dizendo:
- Assim diz o Senhor dos exércitos: O jejum do quarto mês, bem como o do
quinto, o do sétimo, e o do décimo mês se tornarão para a casa de Judá em
regozijo, alegria, e festas alegres; amai, pois, a verdade e a paz.
- Assim diz o Senhor dos exércitos: Ainda sucederá que virão povos, e os
habitantes de muitas cidades;
- e os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa
suplicar o favor do Senhor, e buscar o Senhor dos exércitos; eu também
irei.
- Assim virão muitos povos, e poderosas nações, buscar em Jerusalém o Senhor
dos exércitos, e suplicar a bênção do Senhor.
- Assim diz o Senhor dos exércitos: Naquele dia sucederá que dez homens, de
nações de todas as línguas, pegarão na orla das vestes de um judeu, dizendo:
Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco.
- A palavra do Senhor está contra a terra de Hadraque, e repousará sobre
Damasco, pois ao Senhor pertencem as cidades de Arã, e todas as tribos de
Israel.
- E também Hamate que confina com ela, e Tiro e Sidom, ainda que sejam mui
sábias.
- Ora Tiro edificou para si fortalezas, e amontoou prata como o pó, e ouro
como a lama das ruas.
- Eis que o Senhor a despojará, e ferirá o seu poder no mar; e ela será
consumida pelo fogo.
- Asquelom o verá, e temerá; também Gaza, e terá grande dor; igualmente
Ecrom, porque a sua esperança será iludida; e de Gaza perecerá o rei, e
Asquelom não será habitada.
- Povo mestiço habitará em Asdode; e exterminarei a soberba dos
filisteus.
- E da sua boca tirarei o sangue, e dentre os seus dentes as abominações; e
ele também ficará como um resto para o nosso Deus; e será como chefe em Judá,
e Ecrom como um jebuseu.
- Ao redor da minha casa acamparei contra o exército, para que ninguem
passe, nem volte; e não passará mais por eles o opressor; pois agora vi com os
meus olhos.
- Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que
vem a ti o teu rei; ele é justo e traz a salvação; ele é humilde e vem montado
sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta.
- De Efraim exterminarei os carros, e de Jerusalém os cavalos, e o arco de
guerra será destruído, e ele anunciará paz às nações; e o seu domínio se
estenderá de mar a mar, e desde o Rio até as extremidades da terra.
- Ainda quanto a ti, por causa do sangue do teu pacto, libertei os teus
presos da cova em que não havia água.
- Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também hoje anuncio que te
recompensarei em dobro.
- Pois curvei Judá por meu arco, pus-lhe Efraim por seta; suscitarei a teus
filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó Grécia; e te farei a ti, ó Sião, como
a espada de um valente.
- Por cima deles será visto o Senhor; e a sua flecha sairá como o relâmpago;
e o Senhor Deus fará soar a trombeta, e irá com redemoinhos do sul.
- O Senhor dos exércitos os protegerá; e eles devorarão, e pisarão os
fundibulários; também beberão o sangue deles como ao vinho; e encher-se-ão
como bacias de sacrifício, como os cantos do altar.
- E o Senhor seu Deus naquele dia os salvará, como o rebanho do seu povo;
porque eles serão como as pedras de uma coroa, elevadas sobre a terra
dele.
- Pois quão grande é a sua bondade, e quão grande é a sua formosura! o trigo
fará florescer os mancebos e o mosto as donzelas.
- Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia, sim, ao Senhor, que faz os
relâmpagos; e ele lhes dará chuvas copiosas, e a cada um erva no campo,
- Pois os terafins falam vaidade, e os adivinhos vêem mentira e contam
sonhos falsos; em vão procuram consolar; por isso seguem o seu caminho como
ovelhas; estão aflitos, porque não há pastor.
- Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes; mas o
Senhor dos exércitos visitará o seu rebanho, a casa de Judá, e o fará como o
seu majestoso cavalo na peleja.
- De Judá sairá a pedra angular, dele a estaca da tenda, dele o arco de
guerra, dele sairão todos os chefes.
- Eles serão como valentes que na batalha pisam aos pés os seus inimigos na
lama das ruas; pelejarão, porque o Senhor esta com eles; e confundirão os que
andam montados em cavalos.
- Fortalecerei a casa de Judá, e salvarei a casa de José; fá-los-ei voltar,
porque me compadeço deles; e serão como se eu não os tivera rejeitado; porque
eu sou o Senhor seu Deus, e os ouvirei.
- Então os de Efraim serão como um valente, e o seu coração se alegrará como
pelo vinho; seus filhos o verão, e se alegrarão; o seu coração se regozijará
no Senhor.
- Eu lhes assobiarei, e os ajuntarei, porque os tenho remido; e
multiplicar-se-ão como dantes se multiplicavam.
- Ainda que os espalhei entre os povos, eles se lembrarão de mim em terras
remotas; e, com seus filhos, viverão e voltarão.
- Pois eu os farei voltar da terra do Egito, e os congregarei da Assíria; e
trálos-ei à terra de Gileade e do Líbano; e não se achará lugar bastante para
eles.
- Passarão pelo mar de aflição, e serão feridas as ondas do mar, e todas as
profundezas do Nilo se secarão; então será abatida a soberba da Assíria, e o
cetro do Eeito se retirará.
- Eu os fortalecerei no Senhor, e andarão no seu nome, diz o Senhor.
- Abre, ó Líbano, as tuas portas para que o fogo devore os teus
cedros.
- Geme, ó cipreste, porque caiu o cedro, porque os mais excelentes são
destruídos; gemei, ó carvalhos de Basã, porque o bosque forte é
derrubado.
- Voz de uivo dos pastores! porque a sua glória é destruída; voz de bramido
de leões novos! porque foi destruída a soberba do Jordão.
- Assim diz o Senhor meu Deus: Apascenta as ovelhas destinadas para a
matança,
- cujos compradores as matam, e não se têm por culpados; e cujos vendedores
dizem: Louvado seja o Senhor, porque hei enriquecido; e os seus pastores não
têm piedade delas.
- Certamente não terei mais piedade dos moradores desta terra, diz o Senhor;
mas, eis que entregarei os homens cada um na mão do seu próximo e na mão do
seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei da mão deles.
- Eu pois apascentei as ovelhas destinadas para a matança, as pobres ovelhas
do rebanho. E tomei para mim duas varas: a uma chamei Graça, e à outra chamei
União; e apascentei as ovelhas.
- E destruí os três pastores num mês; porque me enfadei deles, e também eles
se enfastiaram de mim.
- Então eu disse: Não vos apascentarei mais; o que morrer morra, e o que for
destruído seja destruído; e os que restarem, comam cada um a carne do seu
próximo.
- E tomei a minha vara Graça, e a quebrei, para desfazer o meu pacto, que
tinha estabelecido com todos os povos.
- Foi, pois, anulado naquele dia; assim os pobres do rebanho que me
respeitavam, reconheceram que isso era palavra do Senhor.
- E eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o que me é devido;
e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário, trinta moedas de
prata.
- Ora o Senhor disse-me: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui
avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro
na casa do Senhor.
- Então quebrei a minha segunda vara União, para romper a irmandade entre
Judá e Israel.
- Então o Senhor me disse: Toma ainda para ti os instrumentos de um pastor
insensato.
- Pois eis que suscitarei um pastor na terra, que não cuidará das que estão
perecendo, não procurará as errantes, não curará a ferida, nem apascentará a
sã; mas comerá a carne das gordas, e lhes despedaçará as unhas.
- Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho! a espada lhe cairá sobre o
braço e sobre o olho direito; o seu braço será de todo mirrado, e o seu olho
direito será inteiramente escurecido.
- A palavra do Senhor acerca de Israel: Fala o Senhor, o que estendeu o céu,
e que lançou os alicerces da terra e que formou o espírito do homem dentro
dele.
- Eis que eu farei de Jerusalém um copo de atordoamento para todos os povos
em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém.
- Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos
os que a erguerem, serão gravemente feridos. E ajuntar-se-ão contra ela todas
as nações da terra.
- Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de espanto a todos os cavalos, e de
loucura os que montam neles. Mas sobre a casa de Judá abrirei os meus olhos, e
ferirei de cegueira todos os cavalos dos povos.
- Então os chefes de Judá dirão no seu coração: Os habitantes de Jerusalém
são a minha força no Senhor dos exércitos, seu Deus.
- Naquele dia porei os chefes de Judá como um braseiro ardente no meio de
lenha, e como um facho entre gavelas; e eles devorarão à direita e à esquerda
a todos os povos em redor; e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio
lugar, mesmo em Jerusalém.
- Também o Senhor salvará primeiro as tendas de Judá, para que a glória da
casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não se engrandeçam sobre
Judá.
- Naquele dia o Senhor defenderá os habitantes de Jerusalém, de sorte que o
mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como
Deus, como o anjo do Senhor diante deles.
- E naquele dia, tratarei de destruir todas as nações que vierem contra
Jerusalem.
- Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o
espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram, e
o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente
por ele, como se chora pelo primogênito.
- Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de
Hadade-Rimom no vale de Megidom.
- E a terra pranteará, cada família à parte: a família da casa de Davi à
parte, e suas mulheres à parte; e a família da casa de Natã à parte, e suas
mulheres à parte;
- a familia da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família de
Simei à parte, e suas mulheres à parte;
- todas as mais famílias, cade família à parte, e suas mulheres à
parte.
- Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os
habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza.
- Naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, cortarei da terra os nomes dos
ídolos, e deles não haverá mais memória; e também farei sair da terra os
profetas e o espirito da impureza.
- E se alguém ainda profetizar, seu pai e sua mãe, que o geraram, lhe dirão:
Não viverás, porque falas mentiras em o nome do Senhor; e seu pai e sua mãe,
que o geraram, o traspassarão quando profetizar.
- Naquele dia os profetas se sentirão envergonhados, cada um da sua visão,
quando profetizarem; nem mais se vestirão de manto de pêlos, para
enganarem,
- mas dirão: Não sou profeta, sou lavrador da terra; porque tenho sido
escravo desde a minha mocidade.
- E se alguém lhe disser: Que feridas são essas entre as tuas mãos? Dirá
ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos.
- Ó espada, ergue-te contra o meu pastor, e contra o varão que é o meu
companheiro, diz o Senhor dos exércitos; fere ao pastor, e espalhar-se-ão as
ovelhas; mas volverei a minha mão para os pequenos.
- Em toda a terra, diz o Senhor, as duas partes dela serão exterminadas, e
expirarão; mas a terceira parte restará nela.
- E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se
purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome,
e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é meu Deus.
- Eis que vem um dia do Senhor, em que os teus despojos se repartirão no
meio de ti.
- Pois eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a
cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; e
metade da cidade sairá para o cativeiro mas o resto do povo não será
exterminado da cidade.
- Então o Senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como quando peleja
no dia da batalha.
- Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está
defronte de Jerusalém para o oriente; se o monte das Oliveiras será fendido
pelo meio, do oriente para o ocidente e haverá um vale muito grande; e metade
do monte se removerá para o norte, e a outra metade dele para o sul.
- E fugireis pelo vale dos meus montes, pois o vale dos montes chegará até
Azel; e fugireis assim como fugistes de diante do terremoto nos dias de uzias,
rei de Judá. Então virá o Senhor meu Deus, e todos os santos com ele.
- Acontecerá naquele dia, que não haverá calor, nem frio, nem geada;
- porém será um dia conhecido do Senhor; nem dia nem noite será; mas até na
parte da tarde haverá luz.
- Naquele dia também acontecerá que correrão de Jerusalém águas vivas,
metade delas para o mar oriental, e metade delas para o mar ocidental; no
verão e no inverno sucederá isso.
- E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um
sera o seu nome.
- Toda a terra em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ae sul
de Jerusalém; ela será exaltada, e habitará no seu lugar, desde a porta de
Benjamim até o lugar da primeira porta, até a porta da esquina, e desde a
torre de Hananel até os lagares do rei
- E habitarão nela, e não haverá mais maldição; mas Jerusalém habitará em
segurança.
- Esta será a praga com que o Senhor ferirá todos os povos que guerrearam
contra Jerusalém: apodrecer-se-á a sua carne, estando eles de pé, e se lhes
apodrecerão os olhos nas suas órbitas, e a língua se lhes apodrecerá na
boca,
- Naquele dia também haverá da parte do Senhor um grande tumulto entre eles;
e pegará cada um na mão do seu próximo, e cada um levantará a mão contra o seu
próximo.
- Também Judá pelejará contra Jerusalém; e se ajuntarão as riquezas de todas
as nações circunvizinhas, ouro e prata, e vestidos em grande abundância.
- Como esta praga, assim será a praga dos cavalos, dos muares, dos camelos e
dos jumentos e de todos os animais que estiverem naqueles arraiais.
- Então todos os que restarem de todas as nações que vieram contra
Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos exércitos,
e para celebrarem a festa dos tabernáculos.
- E se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o
Rei, o Senhor dos exércitos, não cairá sobre ela a chuva.
- E, se a família do Egito não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva;
virá a praga com que o Senhor ferirá as nações que não subirem a celebrar a
festa dos tabernáculos.
- Esse será o castigo do Egito, e o castigo de todas as nações que não
subirem a celebrar a festa dos tabernáculos.
- Naquele dia se gravará sobre as campainhas dos cavalos. SANTO AO SENHOR; e
as panelas na casa do Senhor serão como as bacias diante do altar.
- E todas as panelas em Jerusalém e Judá serão
consagradas ao Senhor dos exércitos; e todos os que sacrificarem virão, e
delas tomarão, e nelas cozerão. Naquele dia não haverá mais cananeu na casa do
Senhor dos exércitos.