Hebreus
- Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos
pais, pelos profetas,
- nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro
de todas as coisas, e por quem fez também o mundo;
- sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e
sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo ele mesmo feito
a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas
alturas,
- feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente
nome do que eles.
- Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E
outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?
- E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos
de Deus o adorem.
- Ora, quanto aos anjos, diz: Quem de seus anjos faz ventos, e de seus
ministros labaredas de fogo.
- Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos,
e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
- Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te
ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros;
- e: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obras de tuas
mãos;
- eles perecerão, mas tu permaneces; e todos eles, como roupa,
envelhecerão,
- e qual um manto os enrolarás, e como roupa se mudarão; mas tu és o mesmo,
e os teus anos não acabarão.
- Mas a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha direita até que eu
ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?
- Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor
dos que hão de herdar a salvação?
- Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos,
para que em tempo algum nos desviemos delas.
- Pois se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão
e desobediência recebeu justa retribuição,
- como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual,
tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi- nos depois confirmada
pelos que a ouviram:
- testificando Deus juntamente com eles, por sinais e prodígios, e por
múltiplos milagres e dons do Espírito Santo, distribuídos segundo a sua
vontade.
- Porque não foi aos anjos que Deus sujeitou o mundo vindouro, de que
falamos.
- Mas em certo lugar testificou alguém dizendo: Que é o homem, para que te
lembres dele? ou o filho do homem, para que o visites?
- Fizeste-o um pouco menor que os anjos, de glória e de honra o
coroaste,
- todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe
sujeitou todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse sujeito. Mas agora
ainda não vemos todas as coisas sujeitas a ele;
- vemos, porém, aquele que foi feito um pouco menor que os anjos, Jesus,
coroado de glória e honra, por causa da paixão da morte, para que, pela graça
de Deus, provasse a morte por todos.
- Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de
quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos
sofrimentos o autor da salvação deles.
- Pois tanto o que santifica como os que são santificados, vêm todos de um
só; por esta causa ele não se envergonha de lhes chamar irmãos,
- dizendo: Anunciarei o teu nome a meus irmãos, cantar-te-ei louvores no
meio da congregação.
- E outra vez: Porei nele a minha confiança. E ainda: Eis-me aqui, e os
filhos que Deus me deu.
- Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue,
também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte
derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo;
- e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida
sujeitos à escravidão.
- Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, mas sim à descendência de
Abraão.
- Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para
se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a
Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo.
- Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos
que são tentados.
- Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o
Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,
- como ele foi fiel ao que o constituiu, assim como também o foi Moisés em
toda a casa de Deus.
- Pois ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto
maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.
- Porque toda casa é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas
é Deus.
- Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para
testemunho das coisas que se haviam de anunciar;
- mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se
tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da
esperança.
- Pelo que, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz,
- não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação
no deserto,
- onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram por quarenta anos
as minhas obras.
- Por isto me indignei contra essa geração, e disse: Estes sempre erram em
seu coração, e não chegaram a conhecer os meus caminhos.
- Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.
- Vede, irmãos, que nunca se ache em qualquer de vós um perverso coração de
incredulidade, para se apartar do Deus vivo;
- antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se
chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;
- porque nos temos tornado participantes de Cristo, se é que guardamos firme
até o fim a nossa confiança inicial;
- enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos
corações, como na provocação;
- pois quais os que, tendo-a ouvido, o provocaram? Não foram, porventura,
todos os que saíram do Egito por meio de Moisés?
- E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura contra os
que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?
- E a quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão aos que foram
desobedientes?
- E vemos que não puderam entrar por causa da incredulidade.
- Portanto, tendo-nos sido deixada a promessa de entrarmos no seu descanso,
temamos não haja algum de vós que pareça ter falhado.
- Porque também a nós foram pregadas as boas novas, assim como a eles; mas a
palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não chegou a ser unida com
a fé, naqueles que a ouviram.
- Porque nós, os que temos crido, é que entramos no descanso, tal como
disse: Assim jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso; embora as suas
obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo;
- pois em certo lugar disse ele assim do sétimo dia: E descansou Deus, no
sétimo dia, de todas as suas obras;
- e outra vez, neste lugar: Não entrarão no meu descanso.
- Visto, pois, restar que alguns entrem nele, e que aqueles a quem
anteriormente foram pregadas as boas novas não entraram por causa da
desobediência,
- determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, depois de tanto
tempo, como antes fora dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os
vossos corações.
- Porque, se Josué lhes houvesse dado descanso, não teria falado depois
disso de outro dia.
- Portanto resta ainda um repouso sabático para o povo de Deus.
- Pois aquele que entrou no descanso de Deus, esse também descansou de suas
obras, assim como Deus das suas.
- Ora, à vista disso, procuremos diligentemente entrar naquele descanso,
para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.
- Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer
espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas
e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do
coração.
- E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas
estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar
contas.
- Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que
penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.
- Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas
fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
- Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos
misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento
oportuno.
- Porque todo sumo sacerdote tomado dentre os homens é constituído a favor
dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios
pelos pecados,
- podendo ele compadecer-se devidamente dos ignorantes e errados, porquanto
também ele mesmo está rodeado de fraqueza.
- E por esta razão deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo,
oferecer sacrifício pelos pecados.
- Ora, ninguém toma para si esta honra, senão quando é chamado por Deus,
como o foi Arão.
- assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo
sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te
gerei;
- como também em outro lugar diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a
ordem de Melquisedeque.
- O qual nos dias da sua carne, tendo oferecido, com grande clamor e
lágrimas, orações e súplicas ao que podia livrar da morte, e tendo sido ouvido
por causa da sua reverência,
- ainda que era Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que
sofreu;
- e, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos
os que lhe obedecem,
- sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de
Melquisedeque.
- Sobre isso temos muito que dizer, mas de difícil interpretação, porquanto
vos tornastes tardios em ouvir.
- Porque, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que
se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos
haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido.
- Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da
justiça, pois é criança;
- mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as
faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.
- Pelo que deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a
perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas
e de fé em Deus,
- e o ensino sobre batismos e imposição de mãos, e sobre ressurreição de
mortos e juízo eterno.
- E isso faremos, se Deus o permitir.
- Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom
celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo,
- e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro,
- e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que,
quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao
vitupério.
- Pois a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz
erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção da parte de
Deus;
- mas se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição;
o seu fim é ser queimada.
- Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e que acompanham a
salvação, ainda que assim falamos.
- Porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que
para com o seu nome mostrastes, porquanto servistes aos santos, e ainda os
servis.
- E desejamos que cada um de vós mostre o mesmo zelo até o fim, para
completa certeza da esperança;
- para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé
e paciência herdam as promessas.
- Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha outro
maior por quem jurar, jurou por si mesmo,
- dizendo: Certamente te abençoarei, e grandemente te multiplicarei.
- E assim, tendo Abraão esperado com paciência, alcançou a promessa.
- Pois os homens juram por quem é maior do que eles, e o juramento para
confirmação é, para eles, o fim de toda contenda.
- assim que, querendo Deus mostrar mais abundantemente aos herdeiros da
promessa a imutabilidade do seu conselho, se interpôs com juramento;
- para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossivel que Deus minta,
tenhamos poderosa consolação, nós, os que nos refugiamos em lançar mão da
esperança proposta;
- a qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o
interior do véu;
- aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque.
- Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que
saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o
abençoou,
- a quem também Abraão separou o dízimo de tudo (sendo primeiramente, por
interpretação do seu nome, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é
rei de paz;
- sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de
vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote para
sempre.
- Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu
o dízimo dentre os melhores despojos.
- E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo
a lei, de tomar os dízimos do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que estes
também tenham saído dos lombos de Abraão;
- mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de
Abraão, e abençoou ao que tinha as promessas.
- Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.
- E aqui certamente recebem dízimos homens que morrem; ali, porém, os recebe
aquele de quem se testifica que vive.
- E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos,
pagou dízimos,
- porquanto ele estava ainda nos lombos de seu pai quando Melquisedeque saiu
ao encontro deste.
- De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este
o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se
levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo
a ordem de Arão?
- Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da
lei.
- Porque aquele, de quem estas coisas se dizem, pertence a outra tribo, da
qual ninguém ainda serviu ao altar,
- visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo da qual
Moisés nada falou acerca de sacerdotes.
- E ainda muito mais manifesto é isto, se à semelhança de Melquisedeque se
levanta outro sacerdote,
- que não foi feito conforme a lei de um mandamento carnal, mas segundo o
poder duma vida indissolúvel.
- Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a
ordem de Melquisedeque.
- Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua
fraqueza e inutilidade
- (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma
melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus.
- E visto como não foi sem prestar juramento (porque, na verdade, aqueles,
sem juramento, foram feitos sacerdotes,
- mas este com juramento daquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se
arrependerá: Tu és sacerdote para sempre),
- de tanto melhor pacto Jesus foi feito fiador.
- E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque
pela morte foram impedidos de permanecer,
- mas este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio
perpétuo.
- Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a
Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles.
- Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado,
separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus;
- que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia
sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo;
porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.
- Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas, mas a
palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, para sempre
aperfeiçoado.
- Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo
sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade,
- ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e
não o homem.
- Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios;
pelo que era necessário que esse sumo sacerdote também tivesse alguma coisa
que oferecer.
- Ora, se ele estivesse na terra, nem seria sacerdote, havendo já os que
oferecem dons segundo a lei,
- os quais servem àquilo que é figura e sombra das coisas celestiais, como
Moisés foi divinamente avisado, quando estava para construir o tabernáculo;
porque lhe foi dito: Olha, faze conforme o modelo que no monte se te
mostrou.
- Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador
de um melhor pacto, o qual está firmado sobre melhores promessas.
- Pois, se aquele primeiro fora sem defeito, nunca se teria buscado lugar
para o segundo.
- Porque repreendendo-os, diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, em que
estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá um novo pacto.
- Não segundo o pacto que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão,
para os tirar da terra do Egito; pois não permaneceram naquele meu pacto, e eu
para eles não atentei, diz o Senhor.
- Ora, este é o pacto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias,
diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as
escreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo;
- e não ensinará cada um ao seu concidadão, nem cada um ao seu irmão,
dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles
até o maior.
- Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados
não me lembrarei mais.
- Dizendo: Novo pacto, ele tornou antiquado o primeiro. E o que se torna
antiquado e envelhece, perto está de desaparecer.
- Ora, também o primeiro pacto tinha ordenanças de serviço sagrado, e um
santuário terrestre.
- Pois foi preparada uma tenda, a primeira, na qual estavam o candeeiro, e a
mesa, e os pães da proposição; a essa se chama o santo lugar;
- mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos
santos,
- que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em
redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão,
que tinha brotado, e as tábuas do pacto;
- e sobre a arca os querubins da glória, que cobriam o propiciatório; das
quais coisas não falaremos agora particularmente.
- Ora, estando estas coisas assim preparadas, entram continuamente na
primeira tenda os sacerdotes, celebrando os serviços sagrados;
- mas na segunda só o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, o
qual ele oferece por si mesmo e pelos erros do povo;
- dando o Espírito Santo a entender com isso, que o caminho do santuário não
está descoberto, enquanto subsiste a primeira tenda,
- que é uma parábola para o tempo presente, conforme a qual se oferecem
tando dons como sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar
aquele que presta o culto;
- sendo somente, no tocante a comidas, e bebidas, e várias abluções, umas
ordenanças da carne, impostas até um tempo de reforma.
- Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por
meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não
desta criação),
- e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou
uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção.
- Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma
novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne,
- quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si
mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para
servirdes ao Deus vivo?
- E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para
remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados
recebam a promessa da herança eterna.
- Pois onde há testamento, necessário é que intervenha a morte do
testador.
- Porque um testamento não tem torça senão pela morte, visto que nunca tem
valor enquanto o testador vive.
- Pelo que nem o primeiro pacto foi consagrado sem sangue;
- porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos
segundo a lei, tomou o sangue dos novilhos e dos bodes, com água, lã purpúrea
e hissopo e aspergiu tanto o próprio livro como todo o povo,
- dizendo: este é o sangue do pacto que Deus ordenou para vós.
- Semelhantemente aspergiu com sangue também o tabernáculo e todos os vasos
do serviço sagrado.
- E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem
derramamento de sangue não há remissão.
- Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que estão no céu
fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com
sacrifícios melhores do que estes.
- Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro,
mas no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de
Deus;
- nem também para se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em
ano entra no santo lugar com sangue alheio;
- doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do
mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou,
para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
- E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o
juízo,
- assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de
muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para
salvação.
- Porque a lei, tendo a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das
coisas, não pode nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem
de ano em ano, aperfeiçoar os que se chegam a Deus.
- Doutra maneira, não teriam deixado de ser oferecidos? pois tendo sido uma
vez purificados os que prestavam o culto, nunca mais teriam consciência de
pecado.
- Mas nesses sacrifícios cada ano se faz recordação dos pecados,
- porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire pecados.
- Pelo que, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas um
corpo me preparaste;
- não te deleitaste em holocaustos e oblações pelo pecado.
- Então eu disse: Eis-me aqui (no rol do livro está escrito de mim) para
fazer, ó Deus, a tua vontade.
- Tendo dito acima: Sacrifício e ofertas e holocaustos e oblações pelo
pecado não quiseste, nem neles te deleitaste (os quais se oferecem segundo a
lei);
- agora disse: Eis-me aqui para fazer a tua vontade. Ele tira o primeiro,
para estabelecer o segundo.
- É nessa vontade dele que temos sido santificados pela oferta do corpo de
Jesus Cristo, feita uma vez para sempre.
- Ora, todo sacerdote se apresenta dia após dia, ministrando e oferecendo
muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar pecados;
- mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se
para sempre à direita de Deus,
- daí por diante esperando, até que os seus inimigos sejam postos por
escabelo de seus pés.
- Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo
santificados.
- E o Espírito Santo também no-lo testifica, porque depois de haver
dito:
- Este é o pacto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor:
Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seu entendimento;
acrescenta:
- E não me lembrarei mais de seus pecados e de suas iniqüidades.
- Ora, onde há remissão destes, não há mais oferta pelo pecado.
- Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo
sangue de Jesus,
- pelo caminho que ele nos inaugurou, caminho novo e vivo, através do véu,
isto é, da sua carne,
- e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,
- cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o
coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,
- retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele
que fez a promessa;
- e consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas
obras,
- não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes
admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai
aproximando aquele dia.
- Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos
recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos
pecados,
- mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar
os adversários.
- Havendo alguém rejeitado a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela
palavra de duas ou três testemunhas;
- de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que
pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi
santificado, e ultrajar ao Espírito da graça?
- Pois conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu retribuirei. E
outra vez: O Senhor julgará o seu povo.
- Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.
- Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes
iluminados, suportastes grande combate de aflições;
- pois por um lado fostes feitos espetáculo tanto por vitupérios como por
tribulações, e por outro vos tornastes companheiros dos que assim foram
tratados.
- Pois não só vos compadecestes dos que estavam nas prisões, mas também com
gozo aceitastes a espoliação dos vossos bens, sabendo que vós tendes uma
possessão melhor e permanente.
- Não lanceis fora, pois, a vossa confiança, que tem uma grande
recompensa.
- Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a
vontade de Deus, alcanceis a promessa.
- Pois ainda em bem pouco tempo aquele que há de vir virá, e não
tardará.
- Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer
nele.
- Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles
que crêem para a conservação da alma.
- Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das
coisas que não se vêem.
- Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho.
- Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de
modo que o visível não foi feito daquilo que se vê.
- Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim, pelo qual
alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das suas
oferendas, e por meio dela depois de morto, ainda fala.
- Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado,
porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de
que agradara a Deus.
- Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele
que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o
buscam.
- Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, sendo
temente a Deus, preparou uma arca para o salvamento da sua família; e por esta
fé condenou o mundo, e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.
- Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de
receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
- Pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia, habitando
em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa;
- porque esperava a cidade que tem os fundamentos, da qual o arquiteto e
edificador é Deus.
- Pela fé, até a própria Sara recebeu a virtude de conceber um filho, mesmo
fora da idade, porquanto teve por fiel aquele que lho havia prometido.
- Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em
multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia
do mar.
- Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as
visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na
terra.
- Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma
pátria.
- E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam
oportunidade de voltar.
- Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também
Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou
uma cidade.
- Pela fé Abraão, sendo provado, ofereceu Isaque; sim, ia oferecendo o seu
unigênito aquele que recebera as promessas,
- e a quem se havia dito: Em Isaque será chamada a tua descendência,
- julgando que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar; e daí
também em figura o recobrou.
- Pela fé Isaque abençoou Jacó e a Esaú, no tocante às coisas futuras.
- Pela fé Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de
José, e adorou, inclinado sobre a extremidade do seu bordão.
- Pela fé José, estando próximo o seu fim, fez menção da saída dos filhos de
Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.
- Pela fé Moisés, logo ao nascer, foi escondido por seus pais durante três
meses, porque viram que o menino era formoso; e não temeram o decreto do
rei.
- Pela fé Moisés, sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de
Faraó,
- escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter por algum
tempo o gozo do pecado,
- tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do
Egito; porque tinha em vista a recompensa.
- Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como
quem vê aquele que é invisível.
- Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor
dos primogênitos não lhes tocasse.
- Pela fé os israelitas atravessaram o Mar Vermelho, como por terra seca; e
tentando isso os egípcios, foram afogados.
- Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias.
- Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os desobedientes, tendo
acolhido em paz os espias.
- E que mais direi? Pois me faltará o tempo, se eu contar de Gideão, de
Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas;
- os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram
promessas, fecharam a boca dos leões,
- apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram
forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos
estrangeiros.
- As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram
torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor
ressurreição;
- e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e
prisões.
- Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da
espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados,
aflitos e maltratados
- (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e
pelas covas e cavernas da terra.
- E todos estes, embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não
alcançaram a promessa;
- visto que Deus provera alguma coisa melhor a nosso respeito, para que
eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.
- Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de
testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e
corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,
- fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo
gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está
assentado à direita do trono de Deus.
- Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra
si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas.
- Ainda não resististes até o sangue, combatendo contra o pecado;
- e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho
meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és
repreendido;
- pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por
filho.
- É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o
filho a quem o pai não corrija?
- Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes,
sois então bastardos, e não filhos.
- Além disto, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os
olhavamos com respeito; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos,
e viveremos?
- Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas
este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
- Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém
de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele
têm sido exercitados.
- Portanto levantai as mãos cansadas, e os joelhos vacilantes,
- e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que é manco não se
desvie, antes seja curado.
- Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o
Senhor,
- tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma
raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se
contaminem;
- e ninguém seja devasso, ou profano como Esaú, que por uma simples refeição
vendeu o seu direito de primogenitura.
- Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi
rejeitado; porque não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscou
diligentemente com lágrimas.
- Pois não tendes chegado ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e
às trevas, e à tempestade,
- e ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram
rogaram que não se lhes falasse mais;
- porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o
monte, será apedrejado.
- E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo aterrorizado e
trêmulo.
- Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém
celestial, a miríades de anjos;
- à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a
Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados;
- e a Jesus, o mediador de um novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala
melhor do que o de Abel.
- Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles
quando rejeitaram o que sobre a terra os advertia, muito menos escaparemos
nós, se nos desviarmos daquele que nos adverte lá dos céus;
- a voz do qual abalou então a terra; mas agora tem ele prometido, dizendo:
Ainda uma vez hei de abalar não só a terra, mas também o céu.
- Ora, esta palavra - Ainda uma vez - significa a remoção das coisas
abaláveis, como coisas criadas, para que permaneçam as coisas
inabaláveis.
- Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a
graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor;
- pois o nosso Deus é um fogo consumidor.
- Permaneça o amor fraternal.
- Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saberem,
hospedaram anjos.
- Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos
maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.
- Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos
devassos e adúlteros, Deus os julgará.
- Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes;
porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei.
- De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não
temerei; que me fará o homem?
- Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos falaram a palavra de Deus, e,
atentando para o êxito da sua carreira, imitai-lhes a fé.
- Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.
- Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas; porque bom é que o
coração se fortifique com a graça, e não com alimentos, que não trouxeram
proveito algum aos que com eles se preocuparam.
- Temos um altar, do qual não têm direito de comer os que servem ao
tabernáculo.
- Porque os corpos dos animais, cujo sangue é trazido para dentro do santo
lugar pelo sumo sacerdote como oferta pelo pecado, são queimados fora do
arraial.
- Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue,
sofreu fora da porta.
- Saiamos pois a ele fora do arraial, levando o seu opróbrio.
- Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura.
- Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o
fruto dos lábios que confessam o seu nome.
- Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, porque com
tais sacrifícios Deus se agrada.
- Obedecei a vossos guias, sendo-lhes submissos; porque velam por vossas
almas como quem há de prestar contas delas; para que o façam com alegria e não
gemendo, porque isso não vos seria útil.
- Orai por nós, porque estamos persuadidos de que temos boa consciência,
sendo desejosos de, em tudo, portar-nos corretamente.
- E com instância vos exorto a que o façais, para que eu mais depressa vos
seja restituído.
- Ora, o Deus de paz, que pelo sangue do pacto eterno tornou a trazer dentre
os mortos a nosso Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas,
- vos aperfeiçoe em toda boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em
nós o que perante ele é agradável, por meio de Jesus Cristo, ao qual seja
glória para todo o sempre. Amém.
- Rogo-vos, porém, irmãos, que suporteis estas palavras de exortação, pois
vos escrevi em poucas palavras.
- Sabei que o irmão Timóteo já está solto, com o qual, se ele vier
brevemente, vos verei.
- Saudai a todos os vossos guias e a todos os santos. Os de Itália vos
saúdam.
- A graça seja com todos vós.