Êxodo
- Ora, estes são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito;
entraram com Jacó, cada um com a sua família:
- Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
- Issacar, Zebulom e Benjamim;
- Dã e Naftali, Gade e Aser.
- Todas as almas, pois, que procederam da coxa de Jacó, foram setenta; José,
porém, já estava no Egito.
- Morreu, pois, José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.
- Depois os filhos de Israel frutificaram e aumentaram muito,
multiplicaram-se e tornaram-se sobremaneira fortes, de modo que a terra se
encheu deles.
- Entrementes se levantou sobre o Egito um novo rei, que não conhecera a
José.
- Disse ele ao seu povo: Eis que o povo de Israel é mais numeroso e mais
forte do que nos.
- Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e
aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e
peleje contra nós e se retire da terra.
- Portanto puseram sobre eles feitores, para os afligirem com suas cargas.
Assim os israelitas edificaram para Faraó cidades armazéns, Pitom e
Ramessés.
- Mas quanto mais os egípcios afligiam o povo de Israel, tanto mais este se
multiplicava e se espalhava; de maneira que os egípcios se enfadavam por causa
dos filhos de Israel.
- Por isso os egípcios faziam os filhos de Israel servir com dureza;
- assim lhes amarguravam a vida com pesados serviços em barro e em tijolos,
e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os
faziam servir com dureza.
- Falou o rei do Egito às parteiras das hebréias, das quais uma se chamava
Sifrá e a outra Puá,
- dizendo: Quando ajudardes no parto as hebréias, e as virdes sobre os
assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas se for filha, viverá.
- As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes
ordenara, antes conservavam os meninos com vida.
- Pelo que o rei do Egito mandou chamar as parteiras e as interrogou: Por
que tendes feito isto e guardado os meninos com vida?
- Responderam as parteiras a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como
as egípcias; pois são vigorosas, e já têm dado à luz antes que a parteira
chegue a elas.
- Portanto Deus fez bem às parteiras. E o povo se aumentou, e se fortaleceu
muito.
- Também aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, ele lhes
estabeleceu as casas.
- Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que
nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.
- Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi.
- A mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso,
escondeu-o três meses.
- Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou para ele uma arca de
juncos, e a revestiu de betume e pez; e, pondo nela o menino, colocou-a entre
os juncos a margem do rio.
- E sua irmã postou-se de longe, para saber o que lhe aconteceria.
- A filha de Faraó desceu para banhar-se no rio, e as suas criadas passeavam
à beira do rio. Vendo ela a arca no meio os juncos, mandou a sua criada
buscá-la.
- E abrindo-a, viu a criança, e eis que o menino chorava; então ela teve
compaixão dele, e disse: Este é um dos filhos dos hebreus.
- Então a irmã do menino perguntou à filha de Faraó: Queres que eu te vá
chamar uma ama dentre as hebréias, para que crie este menino para ti?
- Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Foi, pois, a moça e chamou a mãe do
menino.
- Disse-lhe a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei o teu
salário. E a mulher tomou o menino e o criou.
- Quando, pois, o menino era já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a
qual o adotou; e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o tirei.
- Ora, aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a ter com
seus irmãos e atentou para as suas cargas; e viu um egípcio que feria a um
hebreu dentre, seus irmãos.
- Olhou para um lado e para outro, e vendo que não havia ninguém ali, matou
o egipcio e escondeu-o na areia.
- Tornou a sair no dia seguinte, e eis que dois hebreus contendiam; e
perguntou ao que fazia a injustiça: Por que feres a teu próximo?
- Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz sobre nós? Pensas
tu matar-me, como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e disse: Certamente o
negócio já foi descoberto.
- E quando Faraó soube disso, procurou matar a Moisés. Este, porém, fugiu da
presença de Faraó, e foi habitar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um
poço.
- O sacerdote de Midiã tinha sete filhas, as quais vieram tirar água, e
encheram os tanques para dar de beber ao rebanho de seu pai.
- Então vieram os pastores, e as expulsaram dali; Moisés, porém, levantou-se
e as defendeu, e deu de beber ao rebanho delas.
- Quando elas voltaram a Reuel, seu pai, este lhes perguntou: como é que
hoje voltastes tão cedo?
- Responderam elas: um egípcio nos livrou da mão dos pastores; e ainda tirou
água para nós e deu de beber ao rebanho.
- E ele perguntou a suas filhas: Onde está ele; por que deixastes lá o
homem? chamai-o para que coma pão.
- Então Moisés concordou em marar com aquele homem, o qual lhe deu sua filha
Zípora.
- E ela deu à luz um filho, a quem ele chamou Gérson, porque disse:
Peregrino sou em terra estrangeira.
- No decorrer de muitos dias, morreu o rei do Egito; e os filhos de Israel
gemiam debaixo da servidão; pelo que clamaram, e subiu a Deus o seu clamor por
causa dessa servidão.
- Então Deus, ouvindo-lhes os gemidos, lembrou-se do seu pacto com Abraão,
com Isaque e com Jacó.
- E atentou Deus para os filhos de Israel; e Deus os conheceu.
- Ora, Moisés estava apascentando o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote
de Midiã; e levou o rebanho para trás do deserto, e chegou a Horebe, o monte
de Deus.
- E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça.
Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se
consumia;
- pelo que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e por que
a sarça não se queima.
- E vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça, e
disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui.
- Prosseguiu Deus: Não te chegues para cá; tira os sapatos dos pés; porque o
lugar em que tu estás é terra santa.
- Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque,
e o Deus de Jacó. E Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para
Deus.
- Então disse o Senhor: Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que
está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque
conheço os seus sofrimentos;
- e desci para o livrar da mão dos egípcios, e para o fazer subir daquela
terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para
o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do
jebuseu.
- E agora, ei s que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim; e também
tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.
- Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tireis do Egito o meu
povo, os filhos de Israel.
- Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do
Egito os filhos de Israel?
- Respondeu-lhe Deus: Certamente eu serei contigo; e isto te será por sinal
de que eu te enviei: Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a
Deus neste monte.
- Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e
lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem:
Qual é o seu nome? Que lhes direi?
- Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos
olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.
- E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o
Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó, me
enviou a vós; este é o meu nome eternamente, e este é o meu memorial de
geração em geração.
- Vai, ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O Senhor, o Deus de vossos
pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu-me, dizendo: certamente
vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito;
- e tenho dito: Far-vos-ei subir da aflição do Egito para a terra do
cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, para uma
terra que mana leite e mel.
- E ouvirão a tua voz; e ireis, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito,
e dir-lhe-eis: O Senhor, o Deus dos hebreus, encontrou-nos. Agora, pois,
deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto para que ofereçamos
sacrifícios ao Senhor nosso Deus.
- Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, a não ser por uma
forte mão.
- Portanto estenderei a minha mão, e ferirei o Egito com todas as minhas
maravilhas que farei no meio dele. Depois vos deixará ir.
- E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que,
quando sairdes, não saireis vazios.
- Porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda jóias de prata e
jóias de ouro, bem como vestidos, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre
vossas filhas; assim despojareis os egípcios.
- Então respondeu Moisés: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha
voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.
- Ao que lhe perguntou o Senhor: Que é isso na tua mão. Disse Moisés: uma
vara.
- Ordenou-lhe o Senhor: Lança-a no chão. Ele a lançou no chão, e ela se
tornou em cobra; e Moisés fugiu dela.
- Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda
(estendeu ele a mão e lhe pegou, e ela se tornou em vara na sua mão);
- para que eles creiam que te apareceu o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus
de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
- Disse-lhe mais o Senhor: Mete agora a mão no seio. E meteu a mão no seio.
E quando a tirou, eis que a mão estava leprosa, branca como a neve.
- Disse-lhe ainda: Torna a meter a mão no seio. (E tornou a meter a mão no
seio; depois tirou-a do seio, e eis que se tornara como o restante da sua
carne.)
- E sucederá que, se eles não te crerem, nem atentarem para o primeiro
sinal, crerão ao segundo sinal.
- E se ainda não crerem a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, então
tomarás da água do rio, e a derramarás sobre a terra seca; e a água que
tomares do rio tornar-se-á em sangue sobre a terra seca.
- Então disse Moisés ao Senhor: Ah, Senhor! eu não sou eloqüente, nem o fui
dantes, nem ainda depois que falaste ao teu servo; porque sou pesado de boca e
pesado de língua.
- Ao que lhe replicou o Senhor: Quem faz a boca do homem? ou quem faz o
mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego?. Não sou eu, o Senhor?
- Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de
falar.
- Ele, porém, respondeu: Ah, Senhor! envia, peço-te, por mão daquele a quem
tu hás de enviar.
- Então se acendeu contra Moisés a ira do Senhor, e disse ele: Não é Arão, o
levita, teu irmão? eu sei que ele pode falar bem. Eis que ele também te sai ao
encontro, e vendo-te, se alegrará em seu coração.
- Tu, pois, lhe falarás, e porás as palavras na sua boca; e eu serei com a
tua boca e com a dele, e vos ensinarei o que haveis de fazer.
- E ele falará por ti ao povo; assim ele te será por boca, e tu lhe serás
por Deus.
- Tomarás, pois, na tua mão esta vara, com que hás de fazer os sinais.
- Então partiu Moisés, e voltando para Jetro, seu sogro, disse-lhe:
Deixa-me, peço-te, voltar a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda
vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai-te em paz.
- Disse também o Senhor a Moisés em Midiã: Vai, volta para o Egito; porque
morreram todos os que procuravam tirar-te a vida.
- Tomou, pois, Moisés sua mulher e seus filhos, e os fez montar num jumento
e tornou à terra do Egito; e Moisés levou a vara de Deus na sua mão.
- Disse ainda o Senhor a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças
diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu
endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo.
- Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu
primogênito;
- e eu te tenho dito: Deixa ir: meu filho, para que me sirva. mas tu
recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei o teu filho, o teu
primogênito.
- Ora, sucedeu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e quis
matá-lo.
- Então Zípora tomou uma faca de pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho
e, lançando-o aos pés de Moisés, disse: Com efeito, és para mim um esposo
sanguinário.
- O Senhor, pois, o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da
circuncisão.
- Disse o Senhor a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi e,
encontrando-o no monte de Deus, o beijou:
- E relatou Moisés a Arão todas as palavras com que o Senhor o enviara e
todos os sinais que lhe mandara.
- Então foram Moisés e Arão e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de
Israel;
- e Arão falou todas as palavras que o Senhor havia dito a Moisés e fez os
sinais perante os olhos do povo.
- E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor havia visitado os filhos de
Israel e que tinha visto a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram.
- Depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, o Deus
de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no
deserto.
- Mas Faraó respondeu: Quem é o Senhor, para que eu ouça a sua voz para
deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel.
- Então eles ainda falaram: O Deus dos hebreus nos encontrou; portanto
deixa-nos, pedimos-te, ir caminho de três dias ao deserto, e oferecer
sacrifícios ao Senhor nosso Deus, para que ele não venha sobre nós com
pestilência ou com espada.
- Respondeu-lhes de novo o rei do Egito: Moisés e Arão, por que fazeis o
povo cessar das suas obras? Ide às vossas cargas.
- Disse mais Faraó: Eis que o povo da terra já é muito, e vós os fazeis
abandonar as suas cargas.
- Naquele mesmo dia Faraó deu ordem aos exatores do povo e aos seus
oficiais, dizendo:
- Não tornareis a dar, como dantes, palha ao povo, para fazer tijolos; vão
eles mesmos, e colham palha para si.
- Também lhes imporeis a conta dos tijolos que dantes faziam; nada
diminuireis dela; porque eles estão ociosos; por isso clamam, dizendo: Vamos,
sacrifiquemos ao nosso Deus.
- Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que se ocupem nele e não dêem
ouvidos a palavras mentirosas.
- Então saíram os exatores do povo e seus oficiais, e disseram ao povo:
Assim diz Faraó: Eu não vos darei palha;
- ide vós mesmos, e tomai palha de onde puderdes achá-la; porque nada se
diminuirá de vosso serviço.
- Então o povo se espalhou por toda parte do Egito a colher restolho em
lugar de palha.
- E os exatores os apertavam, dizendo: Acabai a vossa obra, a tarefa do dia
no seu dia, como quando havia palha.
- E foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel, postos sobre eles
pelos exatores de Faraó, que reclamavam: Por que não acabastes nem ontem nem
hoje a vossa tarefa, fazendo tijolos como dantes?
- Pelo que os oficiais dos filhos de Israel foram e clamaram a Faraó,
dizendo: Porque tratas assim a teus servos?
- Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos; e eis que teus
servos são açoitados; porém o teu povo é que tem a culpa.
- Mas ele respondeu: Estais ociosos, estais ociosos; por isso dizeis: vamos,
sacrifiquemos ao Senhor.
- Portanto, ide, trabalhai; palha, porém, não se vos dará; todavia, dareis a
conta dos tijolos.
- Então os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aperto, porquanto se
lhes dizia: Nada diminuireis dos vossos tijolos, da tarefa do dia no seu
dia.
- Ao saírem da presença de Faraó depararam com Moisés e Arão que vinham ao
encontro deles,
- e disseram-lhes: Olhe o Senhor para vós, e julgue isso, porquanto fizestes
o nosso caso repelente diante de Faraó e diante de seus servos, metendo-lhes
nas mãos uma espada para nos matar.
- Então, tornando-se Moisés ao Senhor, disse: Senhor! por que trataste mal a
este povo? por que me enviaste?
- Pois desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele tem
maltratado a este povo; e de nenhum modo tens livrado o teu povo.
- Então disse o Senhor a Moisés: Agora verás o que hei de fazer a Faraó;
pois por uma poderosa mão os deixará ir, sim, por uma poderosa mão os lançará
de sua terra.
- Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou Jeová.
- Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo
meu nome Jeová, não lhes fui conhecido.
- Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de
suas peregrinações, na qual foram peregrinos.
- Ademais, tenho ouvido o gemer dos filhos de Israel, aos quais os egípcios
vêm escravizando; e lembrei-me do meu pacto.
- Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou Jeová; eu vos tirarei de
debaixo das cargas dos egípcios, livrar-vos-ei da sua servidão, e vos
resgatarei com braço estendido e com grandes juízos.
- Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus; e vós sabereis que eu sou
Jeová vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios.
- Eu vos introduzirei na terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e
vo-la darei por herança. Eu sou Jeová.
- Assim falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não lhe deram ouvidos,
por causa da angústia de espírito e da dura servidão.
- Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:
- Vai, fala a Faraó, rei do Egito, que deixe sair os filhos de Israel da sua
terra.
- Moisés, porém, respondeu perante o Senhor, dizendo: Eis que os filhos de
Israel não me têm ouvido: como, pois, me ouvirá Faraó a mim, que sou
incircunciso de lábios?
- Todavia o Senhor falou a Moisés e a Arão, e deu-lhes mandamento para os
filhos de Israel, e para Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem os filhos de
Israel da terra do Egito..
- Estes são os cabeças das casas de seus pais: Os filhos de Rúben o
primogênito de Israel: Hanoque e Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias
de Rúben.
- E os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de
uma cananéia; estas são as famílias de Simeão.
- E estes são os nomes dos filhos de Levi, segundo as suas gerações: Gérson,
Coate e Merári; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete
anos.
- Os filhos de Gérson: Líbni e Simei, segundo as suas famílias.
- Os filhos de Coate: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de
Coate foram cento e trinta e três anos.
- Os filhos de Merári: Mali e Musi; estas são as famílias de Levi, segundo
as suas gerações.
- Ora, Anrão tomou por mulher a Joquebede, sua tia; e ela lhe deu Arão e
Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.
- Os filhos de Izar: Corá, Nofegue e Zicri.
- Os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri.
- Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Nasom; e ela
lhe deu Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
- Os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são as famílias dos
coraítas.
- Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher uma das filhas de Putiel; e ela
lhe deu Finéias; estes são os chefes das casa, paternas dos levitas, segundo
as suas famílias.
- Estes são Arão e Moisés, aos quais o Senhor disse: Tirai os filhos de
Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.
- Foram eles os que falaram a Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem do Egito
os filhos de Israel; este Moisés e este Arão.
- No dia em que o Senhor falou a Moisés na terra do Egito,
- disse o Senhor a Moisés: Eu sou Jeová; dize a Faraó, rei do Egito, tudo
quanto eu te digo.
- Respondeu Moisés perante o Senhor: Eis que eu sou incircunciso de lábios;
como, pois, me ouvirá Faraó;
- Então disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto como Deus a Faraó, e
Arão, teu irmão, será o teu profeta.
- Tu falarás tudo o que eu te mandar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, que
deixe ir os filhos de Israel da sua terra.
- Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do
Egito os meus sinais e as minhas maravilhas.
- Mas Faraó não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egito, e tirarei os
meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, com
grandes juízos.
- E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando estender a minha mão
sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.
- Assim fizeram Moisés e Arão; como o Senhor lhes ordenara, assim
fizeram.
- Tinha Moisés oitenta anos, e Arão oitenta e três, quando falaram a
Faraó.
- Falou, pois, o Senhor a Moisés e Arão:
- Quando Faraó vos disser: Apresentai da vossa parte algum milagre; diras a
Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, para que se torne em
serpente.
- Então Moisés e Arão foram ter com Faraó, e fizeram assim como o Senhor
ordenara. Arão lançou a sua vara diante de Faraó e diante dos seus servos, e
ela se tornou em serpente.
- Faraó também mandou vir os sábios e encantadores; e eles, os magos do
Egito, também fizeram o mesmo com os seus encantamentos.
- Pois cada um deles lançou a sua vara, e elas se tornaram em serpentes; mas
a vara de Arão tragou as varas deles.
- Endureceu-se, porém, o coração de Faraó, e ele não os ouviu, como o Senhor
tinha dito.
- Então disse o Senhor a Moisés: Obstinou-se o coração de Faraó; ele recusa
deixar ir o povo.
- Vai ter com Faraó pela manhã; eis que ele sairá às águas; pôr-te-ás à
beira do rio para o encontrar, e tomarás na mão a vara que se tomou em
serpente.
- E lhe dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus, enviou-me a ti para dizer-te:
Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não
o tens ouvido.
- Assim diz o Senhor: Nisto saberás que eu sou o Senhor: Eis que eu, com
esta vara que tenho na mão, ferirei as águas que estão no rio, e elas se
tornarão em sangue.
- E os peixes que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios
terão nojo de beber da água do rio.
- Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Toma a tua vara, e estende a
mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e
sobre as suas lagoas e sobre todas as suas águas empoçadas, para que se tornem
em sangue; e haverá sangue por toda a terra do Egito, assim nos vasos de
madeira como nos de pedra.
- Fizeram Moisés e Arão como lhes ordenara o Senhor; Arão, levantando a
vara, feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante
dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue.
- De modo que os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e
os egípcios não podiam beber da água do rio; e houve sangue por toda a terra
do Egito.
- Mas o mesmo fizeram também os magos do Egito com os seus encantamentos; de
maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor
tinha dito.
- Virou-se Faraó e entrou em sua casa, e nem ainda a isto tomou a
sério.
- Todos os egípcios, pois, cavaram junto ao rio, para achar água que beber;
porquanto não podiam beber da água do rio.
- Assim se passaram sete dias, depois que o Senhor ferira o rio.
- Então disse o Senhor a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o
Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.
- Mas se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus
termos.
- O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e virão à tua casa, e ao
teu dormitório, e sobre a tua cama, e às casas dos teus servos, e sobre o teu
povo, e aos teus fornos, e às tuas amassadeiras.
- Sim, as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus
servos.
- Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com a vara
sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre
a terra do Egito.
- Arão, pois, estendeu a mão sobre as águas do Egito, e subiram rãs, que
cobriram a terra do Egito.
- Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir
rãs sobre a terra do Egito.
- Chamou, pois, Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Rogai ao Senhor que tire
as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que ofereça
sacrifícios ao Senhor.
- Respondeu Moisés a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por
ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti, e das tuas
casas, de sorte que fiquem somente no rio?.
- Disse Faraó: Amanhã. E Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para que
saibas que ninguém há como o Senhor nosso Deus.
- As rãs, pois, se apartarão de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e
do teu povo; ficarão somente no rio.
- Então saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e Moisés clamou ao Senhor
por causa das rãs que tinha trazido sobre Faraó.
- O Senhor, pois, fez conforme a palavra de Moisés; e as rãs morreram nas
casas, nos pátios, e nos campos.
- E ajuntaram-nas em montes, e a terra, cheirou mal.
- Mas vendo Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os
ouviu, como o Senhor tinha dito.
- Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara, e fere o pó
da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito.
- E assim fizeram. Arão estendeu a sua mão com a vara, e feriu o pó da
terra, e houve piolhos nos homens e nos animais; todo o pó da terra se tornou
em piolhos em toda a terra do Egito.
- Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos para produzirem
piolhos, mas não puderam. E havia piolhos, nos homens e nos animais.
- Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. No entanto o
coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o Senhor tinha
dito:.
- Disse mais o Senhor a Moisés: levanta-te pela manhã cedo e põe-te diante
de Faraó:; eis que ele sairá às águas; e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa
ir o meu povo, para que me sirva.
- Porque se não deixares ir o meu povo., eis que enviarei enxames de moscas
sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e nas tuas casas; e as
casas dos egípcios se encherão destes enxames, bem como a terra em que eles
estiverem.
- Mas naquele dia separarei a terra de Gósem em que o meu povo habita, a fim
de que nela não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o Senhor no
meio desta terra.
- Assim farei distinção entre o meu povo e o teu povo; amanhã se fará este
milagre.
- O Senhor, pois, assim fez. Entraram grandes enxames de moscas na casa de
Faraó e nas casas dos seus servos; e em toda parte do Egito a terra foi
assolada pelos enxames de moscas.
- Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e oferecei sacrifícios
ao vosso Deus nesta terra.
- Respondeu Moisés: Não convém que assim se faça, porque é abominação aos
egípcios o que havemos de oferecer ao Senhor nosso Deus. Sacrificando nós a
abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejarão eles?
- Havemos de ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos
sacrifícios ao Senhor nosso Deus, como ele nos ordenar.
- Então disse Faraó: Eu vos deixarei ir, para que ofereçais sacrifícios ao
Senhor vosso Deus no deserto; somente não ireis muito longe; e orai por
mim.
- Respondeu Moisés: Eis que saio da tua presença e orarei ao Senhor, que
estes enxames de moscas se apartem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu
povo; somente não torne mais Faraó a proceder dolosamente, não deixando ir o
povo para oferecer sacrifícios ao Senhor.
- Então saiu Moisés da presença de Faraó, e orou ao Senhor.
- E fez o Senhor conforme a palavra de Moisés, e apartou os enxames de
moscas de Faraó, dos seus servos, e do seu povo; não ficou uma sequer.
- Mas endureceu Faraó ainda esta vez o seu coração, e não deixou ir o
povo.
- Depois o Senhor disse a Moisés: Vai a Faraó e dize-lhe: Assim diz o
Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.
- Porque, se recusares deixá-los ir, e ainda os retiveres,
- eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo: sobre os
cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as
ovelhas; haverá uma pestilência muito grave.
- Mas o Senhor fará distinção entre o gado de Israel e o gado do Egito; e
não morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel.
- E o Senhor assinalou certo tempo, dizendo: Amanhã fará o Senhor isto na
terra.
- Fez, pois, o Senhor isso no dia seguinte; e todo gado dos egípcios morreu;
porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.
- E Faraó mandou ver, e eis que do gado dos israelitas não morrera sequer
um. Mas o coração de Faraó se obstinou, e não deixou ir o povo.
- Então disse o Senhor a Moisés e a Arão: Tomai mancheias de cinza do forno,
e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó;
- e ela se tornará em pó fino sobre toda a terra do Egito, e haverá tumores
que arrebentarão em úlceras nos homens e no gado, por toda a terra do
Egito.
- E eles tomaram cinza do forno, e apresentaram-se diante de Faraó; e Moisés
a espalhou para o céu, e ela se tomou em tumores que arrebentavam em úlceras
nos homens e no gado.
- Os magos não podiam manter-se diante de Moisés, por causa dos tumores;
porque havia tumores nos magos, e em todos os egípcios.
- Mas o Senhor endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o
Senhor tinha dito a Moisés.
- Então disse o Senhor a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, põe-te diante
de Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu
povo, para que me sirva;
- porque desta vez enviarei todas as a minhas pragas sobre o teu coração, e
sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro
como eu em toda a terra.
- Agora, por pouco, teria eu estendido a mão e ferido a ti e ao teu povo com
pestilência, e tu terias sido destruído da terra;
- mas, na verdade, para isso te hei mantido com vida, para te mostrar o meu
poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.
- Tu ainda te exaltas contra o meu povo, não o deixando ir?
- Eis que amanhã, por este tempo, s farei chover saraiva tão grave qual
nunca houve no Egito, desde o dia em que foi fundado até agora.
- Agora, pois, manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque
sobre todo homem e animal que se acharem no campo, e não se recolherem à casa,
cairá a saraiva, e morrerão.
- Quem dos servos de Faraó temia a o palavra do Senhor, fez Fugir os seus
servos e o seu gado para as casas;
- mas aquele que não se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus
servos e o seu gado no campo.
- Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão para o céu, para que caia
saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e sobre os animais, e sobre
toda a erva do campo na terra do Egito.
- E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e
saraiva, e fogo desceu à terra; e o Senhor fez chover saraiva sobre a terra do
Egito.
- Havia, pois, saraiva misturada com fogo, saraiva tão grave qual nunca
houvera em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação.
- E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo,
tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as
árvores do campo.
- Somente na terra de Gósem onde se achavam os filhos de Israel, não houve
saraiva.
- Então Faraó mandou chamar Moisés e e Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei;
o Senhor é justo, mas eu e o meu povo somos a ímpios.
- Orai ao Senhor; pois já bastam estes trovões da parte de Deus e esta
saraiva; eu vos deixarei ir, e não permanecereis mais, aqui.
- Respondeu-lhe Moisés: Logo que eu tiver saído da cidade estenderei minhas
mãos ao Senhor; os trovões cessarão, e não haverá, mais saraiva, para que
saibas que a terra é do Senhor.
- Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei que ainda não temereis
diante do Senhor Deus.
- Ora, o linho e a cevada foram danificados, porque a cevada já estava na
espiga, e o linho em flor;
- mas não foram danificados o trigo e a espelta, porque não estavam
crescidos.
- Saiu, pois, Moisés da cidade, da presença de Faraó, e estendeu as mãos ao
Senhor; e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a
terra.
- Vendo Faraó que a chuva, a saraiva e os trovões tinham cessado, continuou
a pecar, e endureceu o seu coração, ele e os seus servos.
- Assim, o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir os filhos de
Israel, como o Senhor tinha dito por Moisés.
- Depois disse o Senhor a Moisés: vai a Faraó; porque tenho endurecido o seu
coração, e o coração de seus servos, para manifestar estes meus sinais no meio
deles,
- e para que contes aos teus filhos, e aos filhos de teus filhos, as coisas
que fiz no Egito, e os meus sinais que operei entre eles; para que vós saibais
que eu sou o Senhor.
- Foram, pois, Moisés e Arão a Faraó, e disseram-lhe: Assim diz o Senhor, o
Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o
meu povo, para que me sirva;
- mas se tu recusares deixar ir o meu povo, eis que amanhã trarei gafanhotos
aos teus termos;
- e eles cobrirão a face da terra, de sorte que não se poderá ver a terra e
comerão o resto do que escapou, o que vos ficou da saraiva; também comerão
toda árvore que vos cresce no campo;
- e encherão as tuas casas, as casas de todos os teus servos e as casas de
todos os egípcios, como nunca viram teus pais nem os pais de teus pais, desde
o dia em que apareceram na terra até o dia de hoje. E virou-se, e saiu da
presença de Faraó.
- Então os servos de Faraó lhe disseram: Até quando este homem nos há de ser
por laço? deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus; porventura
não sabes ainda que o Egito está destruído?
- Pelo que Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele lhes disse:
Ide, servi ao Senhor vosso Deus. Mas quais são os que hão de ir?
- Respondeu-lhe Moisés: Havemos de ir com os nossos jovens e com os nossos
velhos; com os nossos filhos e com as nossas filhas, com os nossos rebanhos e
com o nosso gado havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao
Senhor.
- Replicou-lhes Faraó: Seja o Senhor convosco, se eu vos deixar ir a vós e a
vossos pequeninos! Olhai, porque há mal diante de vós.
- Não será assim; agora, ide vós, os homens, e servi ao Senhor, pois isso é
o que pedistes: E foram expulsos da presença de Faraó.
- Então disse o Senhor a Moisés: Quanto aos gafanhotos, estende a tua mão
sobre a terra do Egito, para que venham eles sobre a terra do Egito e comam
toda erva da terra, tudo o que deixou a saraiva.
- Então estendeu Moisés sua vara sobre a terra do Egito, e o Senhor trouxe
sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda aquela noite; e, quando
amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos.
- Subiram, pois, os gafanhotos sobre toda a terra do Egito e pousaram sobre
todos os seus termos; tão numerosos foram, que antes destes nunca houve
tantos, nem depois deles haverá.
- Pois cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e
comeram toda a erva da terra e todo o fruto das árvores, que deixara a
saraiva; nada verde ficou, nem de árvore nem de erva do campo, por toda a
terra do Egito.
- Então Faraó mandou apressadamente chamar Moisés e Arão, e lhes disse:
Pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra vós.
- Agora: pois, perdoai-me peço-vos somente esta vez o meu pecado, e orai ao
Senhor vosso Deus que tire de mim mais esta morte.
- Saiu, pois, Moisés da presença de Faraó, e orou ao Senhor.
- Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os
gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os
termos do Egito.
- O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os
filhos de Israel.
- Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão para o céu, para que haja
trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.
- Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a
terra do Egito por três dias.
- Não se viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três
dias; mas para todos os filhos de Israel havia luz nas suas habitações.
- Então mandou Faraó chamar Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente
fiquem os vossos rebanhos e o vosso gado; mas vão juntamente convosco os
vossos pequeninos.
- Moisés, porém, disse: Tu também nos tens de dar nas mãos sacrifícios e
holocaustos, para que possamos oferecer sacrifícios ao Senhor nosso
Deus.
- E também o nosso gado há de ir conosco; nem uma unha ficará; porque dele
havemos de tomar para servir ao Senhor nosso Deus; porque não sabemos com que
havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.
- O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar
ir:
- Disse, pois, Faraó a Moisés: Retira-te de mim, guarda-te que não mais
vejas o meu rosto; porque no dia em que me vires o rosto morrerás.
- Respondeu Moisés: Disseste bem; eu nunca mais verei o teu rosto.
- Disse o Senhor a Moisés: Ainda mais uma praga trarei sobre Faraó, e sobre
o Egito; depois ele vos deixará ir daqui; e, deixando vos ir a todos, com
efeito vos expulsará daqui.
- Fala agora aos ouvidos do povo, que cada homem peça ao seu vizinho, e cada
mulher à sua vizinha, jóias de prata e jóias de ouro.
- E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios. Além disso o varão
Moisés era mui grande na terra do Egito, aos olhos dos servos de Faraó e aos
olhos do povo.
- Depois disse Moisés a Faraó: Assim diz o Senhor: ë meia-noite eu sairei
pelo meio do Egito;
- e todos os primogênitos na terra do Egito morrerão, desde o primogênito de
Faraó, que se assenta sobre o seu trono, até o primogênito da serva que está
detrás da mó, e todos os primogênitos dos animais.
- Pelo que haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve
nem haverá jamais.
- Mas contra os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, nem
contra homem nem contra animal; para que saibais que o Senhor faz distinção
entre os egípcios e os filhos de Israel.
- Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de
mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas. Depois disso eu
sairei. E Moisés saiu da presença de Faraó ardendo em ira.
- Pois o Senhor dissera a Moisés: Faraó não vos ouvirá, para que as minhas
maravilhas se multipliquem na terra do Egito.
- E Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante de Faraó; mas o
Senhor endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir da sua terra os filhos
de Israel.
- Ora, o Senhor falou a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:
- Este mês será para vós o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos
meses do ano.
- Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês
tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro
para cada família.
- Mas se a família for pequena demais para um cordeiro, tomá-lo-á juntamente
com o vizinho mais próximo de sua casa, conforme o número de almas; conforme
ao comer de cada um, fareis a conta para o cordeiro.
- O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis
das ovelhas ou das cabras,
- e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; e toda a assembléia da
congregação de Israel o matará à tardinha:
- Tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambos os umbrais e na verga da porta, nas
casas em que o comerem.
- E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas
amargosas a comerao.
- Não comereis dele cru, nem cozido em água, mas sim assado ao fogo; a sua
cabeça com as suas pernas e com a sua fressura.
- Nada dele deixareis até pela manhã; mas o que dele ficar até pela manhã,
queimá-lo-eis no fogo.
- Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos
pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do
Senhor.
- Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei todos os
primogênitos na terra do Egito, tanto dos homens como dos animais; e sobre
todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou o Senhor.
- Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o
sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos
destruir, quando eu ferir a terra do Egito. :
- E este dia vos será por memorial, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor;
através das vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.
- Por sete dias comereis pães ázimos; logo ao primeiro dia tirareis o
fermento das vossas casas, porque qualquer que comer pão levedado, entre o
primeiro e o sétimo dia, esse será cortado de Israel.
- E ao primeiro dia haverá uma santa convocação; também ao sétimo dia tereis
uma santa convocação; neles não se fará trabalho algum, senão o que diz
respeito ao que cada um houver de comer; somente isso poderá ser feito por
vós.
- Guardareis, pois, a festa dos pães ázimos, porque nesse mesmo dia tirei
vossos exércitos da terra do Egito; pelo que guardareis este dia através das
vossas gerações por estatuto perpétuo.
- No primeiro mês, aos catorze dias do mês, à tarde, comereis pães ázimos
até vinte e um do mês à tarde.
- Por sete dias não se ache fermento algum nas vossas casas; porque qualquer
que comer pão levedado, esse será cortado da congregação de Israel, tanto o
peregrino como o natural da terra.
- Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis
pães ázimos.
- Chamou, pois, Moisés todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Ide e
tomai-vos cordeiros segundo as vossas famílias, e imolai a páscoa.
- Então tomareis um molho de hissopo, embebê-lo-eis no sangue que estiver na
bacia e marcareis com ele a verga da porta e os dois umbrais; mas nenhum de
vós sairá da porta da sua casa até pela manhã.
- Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios; e, ao ver o sangue na
verga da porta e em ambos os umbrais, o Senhor passará aquela porta, e não
deixará o destruidor entrar em vossas casas para vos ferir.
- Portanto guardareis isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para
sempre.
- Quando, pois, tiverdes entrado na terra que o Senhor vos dará, como tem
prometido, guardareis este culto.
- E quando vossos filhos vos perguntarem: Que quereis dizer com este
culto?
- Respondereis: Este é o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou as casas
dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou as nossas
casas. Então o povo inclinou-se e adorou.
- E foram os filhos de Israel, e fizeram isso; como o Senhor ordenara a
Moisés e a Arão, assim fizeram.
- E aconteceu que à meia-noite o Senhor feriu todos os primogênitos na terra
do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava em seu trono, até o
primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos
animais.
- E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os
egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não
houvesse um morto.
- Então Faraó chamou Moisés e Arão de noite, e disse: Levantai-vos, saí do
meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide servir ao Senhor,
como tendes dito.
- Levai também convosco os vossos rebanhos e o vosso gado, como tendes dito;
e ide, e abençoai-me também a mim.
- E os egípcios apertavam ao povo, e apressando-se por lançá-los da terra;
porque diziam: Estamos todos mortos.
- Ao que o povo tomou a massa, antes que ela levedasse, e as amassadeiras
atadas e em seus vestidos, sobre os ombros.
- Fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés, e pediram
aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos.
- E o Senhor deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de modo que estes lhe
davam o que pedia; e despojaram aos egipcios.
- Assim viajaram os filhos de Israel de a Ramessés a Sucote, cerca de
seiscentos mil homens de pé, sem contar as crianças.
- Também subiu com eles uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e
manadas, uma grande quantidade de gado.
- E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não se
tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam deter-se, nem
haviam preparado comida.
- Ora, o tempo que os filhos de Israel moraram no Egito foi de quatrocentos
e trinta anos.
- E aconteceu que, ao fim de quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia,
todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito.
- Esta é uma noite que se deve guardar ao Senhor, porque os tirou da terra
do Egito; esta é a noite do Senhor, que deve ser guardada por todos os filhos
de Israel através das suas gerações.
- Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa;
nenhum, estrangeiro comerá dela;
- mas todo escravo comprado por dinheiro, depois que o houveres
circuncidado, comerá dela.
- O forasteiro e o assalariado não comerão dela.
- Numa só casa se comerá o cordeiro; não levareis daquela carne fora da casa
nem lhe quebrareis osso algum.
- Toda a congregação de Israel a observará.
- Quando, porém, algum estrangeiro peregrinar entre vós e quiser celebrar a
páscoa ao Senhor, circuncidem-se todos os seus varões; então se chegará e a
celebrará, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá
dela.
- Haverá uma mesma lei para o natural e para o estrangeiro que peregrinar
entre vós.
- Assim, pois, fizeram todos os filhos de Israel; como o Senhor ordenara a
Moisés e a Arão, assim fizeram.
- E naquele mesmo dia o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito,
segundo os seus exércitos.
- Então falou o Senhor a Moisés, dizendo:
- Santifica-me todo primogênito, todo o que abrir a madre de sua mãe entre
os filhos de Israel, assim de homens como de animais; porque meu é.
- E Moisés disse ao povo: Lembrai-vos deste dia, em que saístes do Egito, da
casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui; portanto não se
comerá pão levedado.
- Hoje, no mês de abibe, vós saís.
- Quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus,
dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, que ele jurou a teus pais que te
daria, terra que mana leite e mel, guardarás este culto nestê mes.
- Sete dias comerás pães ázimos, e ao sétimo dia haverá uma festa ao
Senhor.
- Sete dias se comerão pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem
ainda fermento será visto em todos os teus termos.
- Naquele dia contarás a teu filho, dizendo: Isto é por causa do que o
Senhor me fez, quando eu saí do Egito;
- e te será por sinal sobre tua mão e por memorial entre teus olhos, para
que a lei do Senhor esteja em tua boca; porquanto com mão forte o Senhor te
tirou do Egito.
- Portanto guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano.
- Também quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como
jurou a ti e a teus pais, quando ta houver dado,
- separarás para o Senhor tudo o que abrir a madre, até mesmo todo
primogênito dos teus animais; os machos serão do Senhor.
- Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um cordeiro; e, se o não
quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz:; e todo primogênito do homem entre
teus filhos resgatarás.
- E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto?
responder-lhe-ás: O Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito, da casa da
servidão.
- Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o Senhor
matou todos os primogênitos na terra do Egito, tanto os primogênitos dos
homens como os primogênitos dos animais; por isso eu sacrifico ao Senhor todos
os primogênitos, sendo machos; mas a todo primogênito de meus filhos eu
resgato.
- E isto será por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos,
porque o Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito.
- Ora, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não o conduziu pelo caminho da
terra dos filisteus, se bem que fosse mais perto; porque Deus disse: Para que
porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o
Egito;
- mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho;
e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.
- Moisés levou consigo os ossos de José, porquanto havia este solenemente
ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; e vós
haveis de levar daqui convosco os meus ossos.
- Assim partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, à entrada do
deserto.
- E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluta e os dois para os guiar
pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que
caminhassem de dia e de noite.
- Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna
de fogo de noite.
- Disse o Senhor a Moisés:
- Fala aos filhos de Israel que se voltem e se acampem diante de Pi-Hairote,
entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele assentareis o
acampamento junto ao mar.
- Então Faraó dirá dos filhos de Israel: Eles estão embaraçados na terra, o
deserto os encerrou.
- Eu endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá; glorificar-me-ei
em Faraó, e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor.
E eles fizeram assim.
- Quando, pois, foi anunciado ao rei do Egito que o povo havia fugido,
mudou-se o coração de Faraó, e dos seus servos, contra o povo, e disseram: Que
é isso que fizemos, permitindo que Israel saísse e deixasse de nos
servir?
- E Faraó aprontou o seu carro, e tomou consigo o seu povo;
- tomou também seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito, e
capitães sobre todos eles.
- Porque o Senhor endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e este
perseguiu os filhos de Israel; pois os filhos de Israel saíam
afoitamente.
- Os egípcios, com todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros
e o seu exército, os perseguiram e os alcançaram acampados junto ao mar, perto
de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom.
- Quando Faraó se aproximava, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis
que os egípcios marchavam atrás deles; pelo que tiveram muito medo os filhos
de Israel e clamaram ao Senhor:
- e disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que de lá nos
tiraste para morrermos neste deserto? Por que nos fizeste isto, tirando-nos do
Egito?
- Não é isto o que te dissemos no Egito: Deixa-nos, que sirvamos aos
egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no
deserto.
- Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o
livramento do Senhor, que ele hoje vos fará; porque aos egípcios que hoje
vistes, nunca mais tornareis a ver;
- o Senhor pelejará por vós; e vós vos calareis.
- Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? dize aos filhos de
Israel que marchem.
- E tu, levanta a tua vara, e estende a mão sobre o mar e fende-o, para que
os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.
- Eis que eu endurecerei o coração dos egípcios, e estes entrarão atrás
deles; e glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e
nos seus cavaleiros.
- E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando me tiver glorificado em
Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros.
- Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e
se pos atrás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles e se
pôs atrás,
- colocando-se entre o campo dos egípcios e o campo dos israelitas; assim
havia nuvem e trevas; contudo aquela clareava a noite para Israel; de maneira
que em toda a noite não se aproximou um do outro.
- Então Moisés estendeu a mão sobre o mar; e o Senhor fez retirar o mar por
um forte vento oriental toda aquela noite, e fez do mar terra seca, e as águas
foram divididas.
- E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas
foram-lhes qual muro à sua direita e à sua esquerda.
- E os egípcios os perseguiram, e entraram atrás deles até o meio do mar,
com todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros.
- Na vigília da manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, olhou para o
campo dos egípcios, e alvoroçou o campo dos egípcios;
- embaraçou-lhes as rodas dos carros, e fê-los andar dificultosamente; de
modo que os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel, porque o Senhor
peleja por eles contra os egípcios.
- Nisso o Senhor disse a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que as
águas se tornem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus
cavaleiros.
- Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao
amanhecer, e os egípcios fugiram de encontro a ele; assim o Senhor derribou os
egípcios no meio do mar.
- As águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros, todo o exército de
Faraó, que atrás deles havia entrado no mar; não ficou nem sequer um
deles.
- Mas os filhos de Israel caminharam a pé enxuto pelo meio do mar; as águas
foram-lhes qual muro à sua direita e à sua esquerda.
- Assim o Senhor, naquele dia, salvou Israel da mão dos egípcios; e Israel
viu os egípcios mortos na praia do mar.
- E viu Israel a grande obra que o Senhor operara contra os egípcios; pelo
que o povo temeu ao Senhor, e creu no Senhor e em Moisés, seu servo.
- Então cantaram Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor,
dizendo: Cantarei ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o
cavalo e o seu cavaleiro.
- O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele se tem tornado a minha
salvação; é ele o meu Deus, portanto o louvarei; é o Deus de meu pai, por isso
o exaltarei.
- O Senhor é homem de guerra; Jeová é o seu nome.
- Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; os seus escolhidos
capitães foram submersos no Mar Vermelho.
- Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra.
- A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor,
destroça o inimigo.
- Na grandeza da tua excelência derrubas os que se levantam contra ti;
envias o teu furor, que os devora como restolho.
- Ao sopro dos teus narizes amontoaram-se as águas, as correntes pararam
como montão; os abismos coalharam-se no coração do mar.
- O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; deles se
satisfará o meu desejo; arrancarei a minha espada, a minha mão os
destruirá.
- Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em
grandes aguas.
- Quem entre os deuses é como tu, ó Senhor? a quem é como tu poderoso em
santidade, admirável em louvores, operando maravilhas?
- Estendeste a mão direita, e a terra os tragou.
- Na tua beneficência guiaste o povo que remiste; na tua força o conduziste
à tua santa habitação.
- Os povos ouviram e estremeceram; dores apoderaram-se dos a habitantes da
Filístia.
- Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos de Moabe apoderou-se
um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã.
- Sobre eles caiu medo, e pavor; pela grandeza do teu braço emudeceram como
uma pedra, até que o teu povo passasse, ó Senhor, até que passasse este povo
que adquiriste.
- Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que
tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as
tuas mãos estabeleceram.
- O Senhor reinará eterna e perpetuamente.
- Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros,
entraram no mar, e o Senhor fez tornar as águas do mar sobre eles, mas os
filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.
- Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou na mão um tamboril, e todas
as mulheres saíram atrás dela com tamboris, e com danças.
- E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou;
lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.
- Depois Moisés fez partir a Israel do Mar Vermelho, e saíram para o deserto
de Sur; caminharam três dias no deserto, e não acharam água.
- E chegaram a Mara, mas não podiam beber das suas águas, porque eram
amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.
- E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?
- Então clamou Moisés ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés
lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces. Ali Deus lhes deu um estatuto
e uma ordenança, e ali os provou,
- dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que
é reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e
guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das
enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te
sara.
- Então vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e
ali, junto das águas, acamparam.
- Depois partiram de Elim; e veio toda a congregação dos filhos de Israel ao
deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês
depois que saíram da terra do Egito.
- E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra
Arão no deserto.
- Pois os filhos de Israel lhes disseram: Quem nos dera que tivéssemos
morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto
às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! porque nos tendes tirado
para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.
- Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu; e
sairá o povo e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove
se anda em minha lei ou não.
- Mas ao sexto dia prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem
cada dia.
- Disseram, pois, Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: tarde sabereis
que o Senhor é quem vos tirou da terra do Egito,
- e amanhã vereis a glória do Senhor, porquanto ele ouviu as vossas
murmurações contra o Senhor; e quem somos nós, para que murmureis contra
nós?
- Disse mais Moisés: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para
comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouve as vossas
murmurações, com que murmurais contra ele; e quem somos nós? As vossas
murmurações não são contra nós, mas sim contra o Senhor.
- Depois disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de
Israel: Chegai-vos à presença do Senhor, porque ele ouviu as vossas
murmurações.
- E quando Arão falou a toda a congregação dos filhos de Israel, estes
olharam para o deserto, e eis que a glória do Senhor, apareceu na nuvem.
- Então o Senhor falou a Moisés, dizendo:
- Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: ë tardinha
comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o
Senhor vosso Deus.
- E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela
manhã havia uma camada de orvalho ao redor do arraial.
- Quando desapareceu a camada de orvalho, eis que sobre a superfície do
deserto estava uma coisa miúda, semelhante a escamas, coisa miúda como a geada
sobre a terra.
- E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto?
porque não sabiam o que era. Então lhes disse Moisés: Este é o pão que o
Senhor vos deu para comer.
- Isto é o que o Senhor ordenou: Colhei dele cada um conforme o que pode
comer; um gômer para cada cabeça, segundo o número de pessoas; cada um tomará
para os que se acharem na sua tenda.
- Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns mais e outros
menos.
- Quando, porém, o mediam com o gômer, nada sobejava ao que colhera muito,
nem faltava ao que colhera pouco; colhia cada um tanto quanto podia
comer.
- Também disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã.
- Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns dentre eles deixaram
dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se
Moisés contra eles.
- Colhiam-no, pois, pela manhã, cada um conforme o que podia comer; porque,
vindo o calor do sol, se derretia.
- Mas ao sexto dia colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; pelo
que todos os principais da congregação vieram, e contaram-no a Moisés.
- E ele lhes disse: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, sábado
santo ao Senhor; o que quiserdes assar ao forno, assai-o, e o que quiserdes
cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde-o de lado para
vós, guardando-o para amanhã.
- Guardaram-no, pois, até o dia seguinte, como Moisés tinha ordenado; e não
cheirou mal, nem houve nele bicho algum.
- Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor;
hoje não o achareis no campo.
- Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.
- Mas aconteceu ao sétimo dia que saíram alguns do povo para o colher, e não
o acharam.
- Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus
mandamentos e as minhas leis?
- Vede, visto que o Senhor vos deu o sábado, por isso ele no sexto dia vos
dá pão para dois dias; fique cada um no seu lugar, não saia ninguém do seu
lugar no sétimo dia.
- Assim repousou o povo no sétimo dia.
- A casa de Israel deu-lhe o nome de maná. Era como semente de coentro; era
branco, e tinha o sabor de bolos de mel.
- E disse Moisés: Isto é o que o Senhor ordenou: Dele enchereis um gômer, o
qual se guardará para as vossas gerações, para que elas vejam o pão que vos
dei a comer no deserto, quando eu vos tirei da terra do Egito.
- Disse também Moisés a Arão: Toma um vaso, mete nele um gômer cheio de maná
e põe-no diante do Senhor, a fim de que seja guardado para as vossas
gerações.
- Como o Senhor tinha ordenado a Moisés, assim Arão o pôs diante do
testemunho, para ser guardado.
- Ora, os filhos de Israel comeram o maná quarenta anos, até que chegaram a
uma terra habitada; comeram o maná até que chegaram aos termos da terra de
Canaã.
- Um gômer é a décima parte de uma efa.
- Partiu toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas
suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; e não
havia ali água para o povo beber.
- Então o povo contendeu com Moisés, dizendo: Dá-nos água para beber.
Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? por que tentais ao
Senhor?
- Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés, dizendo: Por que nos
fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e
ao nosso gado?
- Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo?
daqui a pouco me apedrejará.
- Então disse o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo, e leva contigo
alguns dos anciãos de Israel; toma na mão a tua vara, com que feriste o rio, e
vai-te.
- Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe; ferirás a
rocha, e dela sairá agua para que o povo possa beber. Assim, pois fez Moisés à
vista dos anciãos de Israel.
- E deu ao lugar o nome de Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos
de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós,
ou não?
- Então veio Amaleque, e pelejou contra e Israel em Refidim.
- Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra
Amaleque; e amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, tendo na mão a vara de
Deus.
- Fez, pois, Josué como Moisés lhe dissera, e pelejou contra Amaleque; e
Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro.
- E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas
quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.
- As mãos de Moisés, porém, ficaram cansadas; por isso tomaram uma pedra, e
a puseram debaixo dele, e ele sentou-se nela; Arão e Hur sustentavam-lhe as
mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até
o pôr do sol.
- Assim Josué prostrou a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.
- Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memorial num livro, e
relata-o aos ouvidos de Josué; que eu hei de riscar totalmente a memória de
Amaleque de debaixo do céu.
- Pelo que Moisés edificou um altar, ao qual chamou Jeová-Níssi.
- E disse: Porquanto jurou o Senhor que ele fará guerra contra Amaleque de
geração em geração.
- Ora Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que
Deus tinha feito a Moisés e a Israel, seu povo, como o Senhor tinha tirado a
Israel do Egito.
- E Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, a mulher de Moisés, depois que
este lha enviara,
- e aos seus dois filhos, dos quais um se chamava Gérson; porque disse
Moisés: Fui peregrino em terra estrangeira;
- e o outro se chamava Eliézer; porque disse: O Deus de meu pai foi minha
ajuda, e me livrou da espada de Faraó.
- Veio, pois, Jetro, o sogro de Moisés, com os filhos e a mulher deste, a
Moisés, no deserto onde se tinha acampado, junto ao monte de Deus;
- e disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus
dois filhos com ela.
- Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, inclinou-se diante dele e o
beijou; perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda.
- Depois Moisés contou a seu sogro tudo o que o Senhor tinha feito a Faraó e
aos egípcios por amor de Israel, todo o trabalho que lhes sobreviera no
caminho, e como o Senhor os livrara.
- E alegrou-se Jetro por todo o bem que o Senhor tinha feito a Israel,
livrando-o da mão dos egipcios,
- e disse: Bendito seja o Senhor, que vos livrou da mão dos egípcios e da
mão de Faraó; que livrou o povo de debaixo da mão dos egípcios.
- Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses; até naquilo em que se
houveram arrogantemente contra o povo.
- Então Jetro, o sogro de Moisés, tomou holocausto e sacrifícios para Deus;
e veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de
Moisés diante de Deus.
- No dia seguinte assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em
pé junto de Moisés desde a manhã até a tarde.
- Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, perguntou:
Que é isto que tu fazes ao povo? por que te assentas só, permanecendo todo o
povo junto de ti desde a manhã até a tarde?
- Respondeu Moisés a seu sogro: É por que o povo vem a mim para consultar a
Deus.
- Quando eles têm alguma questão, vêm a mim; e eu julgo entre um e outro e
lhes declaro os estatutos de Deus e as suas leis.
- O sogro de Moisés, porém, lhe replicou: Não é bom o que fazes.
- certamente desfalecerás, assim tu, como este povo que está contigo; porque
isto te é pesado demais; tu só não o podes fazer.
- Ouve agora a minha voz; eu te aconselharei, e seja Deus contigo: sê tu
pelo povo diante de Deus, e leva tu as causas a Deus;
- ensinar-lhes-ás os estatutos e as leis, e lhes mostrarás o caminho em que
devem andar, e a obra que devem fazer.
- Além disto procurarás dentre todo o povo homens de capacidade, tementes a
Deus, homens verazes, que aborreçam a avareza, e os porás sobre eles por
chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez;
- e julguem eles o povo em todo o tempo. Que a ti tragam toda causa grave,
mas toda causa pequena eles mesmos a julguem; assim a ti mesmo te aliviarás da
carga, e eles a levarão contigo.
- Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também
todo este povo irá em paz para o seu lugar.
- E Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto este lhe
dissera;
- e escolheu Moisés homens capazes dentre todo o Israel, e os pôs por
cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e
chefes de dez.
- Estes, pois, julgaram o povo em todo o tempo; as causas graves eles as
trouxeram a Moisés; mas toda causa pequena, julgaram-na eles mesmos.
- Então despediu Moisés a seu sogro, o qual se foi para a sua terra.
- No terceiro mês depois que os filhos de Israel haviam saído da terra do
Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai.
- Tendo partido de Refidim, entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam;
Israel, pois, ali acampou-se em frente do monte.
- Então subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou, dizendo: Assim
falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel:
- Vós tendes visto o que fiz: aos egípcios, como vos levei sobre asas de
águias, e vos trouxe a mim.
- Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto,
então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é
toda a terra;
- e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as
palavras que falarás aos filhos de Israel.
- Veio, pois, Moisés e, tendo convocado os anciãos do povo, expôs diante
deles todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado.
- Ao que todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem falado,
faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.
- Então disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa,
para que o povo ouça, quando eu falar contigo, e também para que sempre te
creia. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor.
- Disse mais o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã;
lavem eles os seus vestidos,
- e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia descerá o
Senhor diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai.
- Também marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais
ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte será
morto.
- Mão alguma tocará naquele que o fizer, mas ele será apedrejado ou
asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar a buzina
longamente, subirão eles até o pé do monte.
- Então Moisés desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram os
seus vestidos.
- E disse ele ao povo: Estai prontos para o terceiro dia; e não vos chegueis
a mulher.
- Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem
espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira
que todo o povo que estava no arraial estremeceu.
- E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao
pé do monte.
- Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em
fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia
fortemente.
- E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe
respondia por uma voz.
- E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte,
chamou a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.
- Então disse o Senhor a Moisés: Desce, adverte ao povo, para não suceder
que traspasse os limites até o Senhor, a fim de ver, e muitos deles
pereçam.
- Ora, santifiquem-se também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, para
que o Senhor não se lance sobre eles.
- Respondeu Moisés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte Sinai, porque
tu nos tens advertido, dizendo: Marca limites ao redor do monte, e
santifica-o.
- Ao que lhe disse o Senhor: Vai, desce; depois subirás tu, e Arão contigo;
os sacerdotes, porém, e o povo não traspassem os limites para subir ao Senhor,
para que ele não se lance sobre eles.
- Então Moisés desceu ao povo, e disse-lhes isso.
- Então falou Deus todas estas palavras, dizendo:
- Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da
servidão.
- Não terás outros deuses diante de mim.
- Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no
céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
- Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu
Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a
terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
- e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus
mandamentos.
- Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por
inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
- Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
- Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
- mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás
trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a
tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas
portas.
- Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles
há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o
santificou.
- Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra
que o Senhor teu Deus te dá.
- Não matarás.
- Não adulterarás.
- Não furtarás.
- Não dirás falso testemunho contra o teu proximo.
- Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu
próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento,
nem coisa alguma do teu próximo.
- Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da
buzina, e o monte a fumegar; e o povo, vendo isso, estremeceu e pôs-se de
longe.
- E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus
conosco, para que não morramos.
- Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar, e
para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.
- Assim o povo estava em pé de longe; Moisés, porém, se chegou às trevas
espessas onde Deus estava.
- Então disse o Senhor a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós
tendes visto que do céu eu vos falei.
- Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata, ou deuses de ouro, não
os fareis para vós.
- um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos,
e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em
que eu fizer recordar o meu nome, virei a ti e te abençoarei.
- E se me fizeres um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas;
pois se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás.
- Também não subirás ao meu altar por degraus, para que não seja ali exposta
a tua nudez.
- Estes são os estatutos que lhes proporás:
- Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá
forro, de graça.
- Se entrar sozinho, sozinho sairá; se tiver mulher, então com ele sairá sua
mulher.
- Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou
filhas, a mulher e os filhos dela serão de seu senhor e ele sairá
sozinho.
- Mas se esse servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, a minha
mulher e a meus filhos, não quero sair forro;
- então seu senhor o levará perante os juízes, e o fará chegar à porta, ou
ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o
servirá para sempre.
- Se um homem vender sua filha para ser serva, ela não saira como saem os
servos.
- Se ela não agradar ao seu senhor, de modo que não se despose com ela,
então ele permitirá que seja resgatada; vendê-la a um povo estrangeiro, não o
poderá fazer, visto ter usado de dolo para com ela.
- Mas se a desposar com seu filho, fará com ela conforme o direito de
filhas.
- Se lhe tomar outra, não diminuirá e o mantimento daquela, nem o seu
vestido, nem o seu direito conjugal.
- E se não lhe cumprir estas três obrigações, ela sairá de graça, sem dar
dinheiro.
- Quem ferir a um homem, de modo que este morra, certamente será
morto.
- Se, porém, lhe não armar ciladas, mas Deus lho entregar nas mãos, então te
designarei um lugar, para onde ele fugirá.
- No entanto, se alguém se levantar deliberadamente contra seu próximo para
o matar à traição, tirá-lo-ás do meu altar, para que morra.
- Quem ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será morto.
- Quem furtar algum homem, e o vender, ou mesmo se este for achado na sua
mão, certamente será morto.
- Quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto.
- Se dois homens brigarem e um ferir ao outro com pedra ou com o punho, e
este não morrer, mas cair na cama,
- se ele tornar a levantar-se e andar fora sobre o seu bordão, então aquele
que o feriu será absolvido; somente lhe pagará o tempo perdido e fará que ele
seja completamente curado.
- Se alguém ferir a seu servo ou a sua serva com pau, e este morrer debaixo
da sua mão, certamente será castigado;
- mas se sobreviver um ou dois dias, não será castigado; porque é dinheiro
seu.
- Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de
que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado,
conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos
juízes;
- mas se resultar dano, então darás vida por vida,
- olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,
- queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.
- Se alguém ferir o olho do seu servo ou o olho da sua serva e o cegar,
deixá-lo-á ir forro por causa do olho.
- Da mesma sorte se tirar o dente do seu servo ou o dente da sua serva,
deixá-lo-á ir forro por causa do dente.
- Se um boi escornear um homem ou uma mulher e este morrer, certamente será
apedrejado o boi e a sua carne não se comerá; mas o dono do boi será
absolvido.
- Mas se o boi dantes era escorneador, e o seu dono, tendo sido disso
advertido, não o guardou, o boi, matando homem ou mulher, será apedrejado, e
também o seu dono será morto.
- Se lhe for imposto resgate, então dará como redenção da sua vida tudo
quanto lhe for imposto;
- quer tenha o boi escorneado a um filho, quer a uma filha, segundo este
julgamento lhe será feito.
- Se o boi escornear um servo, ou uma serva, dar-se-á trinta siclos de prata
ao seu senhor, e o boi será apedrejado.
- Se alguém descobrir uma cova, ou se alguém cavar uma cova e não a cobrir,
e nela cair um boi ou um jumento,
- o dono da cova dará indenização; pagá-la-á em dinheiro ao dono do animal
morto, mas este será seu.
- Se o boi de alguém ferir de morte o boi do seu próximo, então eles
venderão o boi vivo e repartirão entre si o dinheiro da venda, e o morto
também dividirão entre si.
- Ou se for notório que aquele boi dantes era escorneador, e seu dono não o
guardou, certamente pagará boi por boi, porém o morto será seu.
- Se alguém furtar um boi (ou uma ovelha), e o matar ou vender, por um boi
pagará cinco bois, e por uma ovelha quatro ovelhas.
- Se o ladrão for achado a minar uma casa, e for ferido de modo que morra, o
que o feriu não será réu de sangue;
- mas se o sol houver saído sobre o ladrão, o que o feriu será réu de
sangue. O ladrão certamente dará indenização; se nada possuir, será então
vendido por seu furto.
- Se o furto for achado vivo na sua mão, seja boi, ou jumento, ou ovelha,
pagará ele o dobro.
- Se alguém fizer pastar o seu animal num campo ou numa vinha, e se soltar o
seu animal e este pastar no campo de outrem, do melhor do seu próprio campo e
do melhor da sua própria vinha fará restituição.
- Se alastrar um fogo e pegar nos espinhos, de modo que sejam destruídas as
medas de trigo, ou a seara, ou o campo, aquele que acendeu o fogo certamente
dará, indenização.
- Se alguém entregar ao seu próximo dinheiro, ou objetos, para guardar, e
isso for furtado da casa desse homem, o ladrão, se for achado, pagará o
dobro.
- Se o ladrão não for achado, então o dono da casa irá à presença dos juizes
para se verificar se não meteu a mão nos bens do seu próximo.
- Em todo caso de transgressão, seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de
ovelhas, ou de vestidos, ou de qualquer coisa perdida de que alguém disser que
é sua, a causa de ambas as partes será levada perante os juízes; aquele a quem
os juízes condenarem pagará o dobro ao seu próximo.
- Se alguém entregar a seu próximo para guardar um jumento, ou boi, ou
ovelha, ou outro qualquer animal, e este morrer, ou for aleijado, ou
arrebatado, ninguém o vendo,
- então haverá o juramento do Senhor entre ambos, para ver se o guardador
não meteu a mão nos bens do seu próximo; e o dono aceitará o juramento, e o
outro não fará restituição.
- Se, porém, o animal lhe tiver sido furtado, fará restituirão ao seu
dono.
- Se tiver sido dilacerado, trá-lo-á em testemunho disso; não dará
indenização pelo dilacerado.
- Se alguém pedir emprestado a seu próximo algum animal, e este for
danificado ou morrer, não estando presente o seu dono, certamente dará
indenização;
- se o dono estiver presente, o outro não dará indenização; se tiver sido
alugado, o aluguel responderá por qualquer dano.
- Se alguém seduzir uma virgem que não for desposada, e se deitar com ela,
certamente pagará por ela o dote e a terá por mulher.
- Se o pai dela inteiramente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro o que
for o dote das virgens.
- Não permitirás que viva uma feiticeira.
- Todo aquele que se deitar com animal, certamente será morto.
- Quem sacrificar a qualquer deus, a não ser tão-somente ao Senhor, será
morto.
- Ao estrangeiro não maltratarás, nem o oprimirás; pois vós fostes
estrangeiros na terra do Egito.
- A nenhuma viúva nem órfão afligireis.
- Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, eu certamente
ouvirei o seu clamor;
- e a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão
viúvas, e vossos filhos órfãos.
- Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te
haverás com ele como credor; não lhe imporás juros.
- Ainda que chegues a tomar em penhor o vestido do teu próximo, lho
restituirás antes do pôr do sol;
- porque é a única cobertura que tem; é o vestido da sua pele; em que se
deitaria ele? Quando pois clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou
misericordioso.
- Aos juízes não maldirás, nem amaldiçoarás ao governador do teu povo.
- Não tardarás em trazer ofertas da tua ceifa e dos teus lagares. O
primogênito de teus filhos me darás.
- Assim farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a
cria com a mãe; ao oitavo dia ma darás.
- Ser-me-eis homens santos; portanto não comereis carne que por feras tenha
sido despedaçada no campo; aos cães a lançareis.
- Não levantarás falso boato, e não pactuarás com o ímpio, para seres
testemunha injusta.
- Nao seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda darás
testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a justiça;
- nem mesmo ao pobre favorecerás na sua demanda.
- Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, sem
falta lho reconduzirás.
- Se vires deitado debaixo da sua carga o jumento daquele que te odeia, não
passarás adiante; certamente o ajudarás a levantá-lo.
- Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda.
- Guarda-te de acusares falsamente, e não matarás o inocente e justo; porque
não justificarei o ímpio.
- Também não aceitarás peita, porque a peita cega os que têm vista, e
perverte as palavras dos justos.
- Outrossim, não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do
estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.
- Seis anos semearás tua terra, e recolherás os seus frutos;
- mas no sétimo ano a deixarás descansar e ficar em pousio, para que os
pobres do teu povo possam comer, e do que estes deixarem comam os animais do
campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.
- Seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansarás; para que
descanse o teu boi e o teu jumento, e para que tome alento o filho da tua
escrava e o estrangeiro.
- Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos. Do nome de outros deuses
nem fareis menção; nunca se ouça da vossa boca o nome deles.
- Três vezes no ano me celebrarás festa:
- A festa dos pães ázimos guardarás: sete dias comerás pães ázimos como te
ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe, porque nele saíste do Egito; e
ninguém apareça perante mim de mãos vazias;
- também guardarás a festa da sega, a das primícias do teu trabalho, que
houveres semeado no campo; igualmente guardarás a festa da colheita à saída do
ano, quando tiveres colhido do campo os frutos do teu trabalho.
- Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão diante do Senhor
Deus.
- Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará da
noite para a manhã a gordura da minha festa.
- As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do Senhor teu
Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.
- Eis que eu envio um anjo adiante de ti, para guardar-te pelo caminho, e
conduzir-te ao lugar que te tenho preparado.
- Anda apercebido diante dele, e ouve a sua voz; não sejas rebelde contra
ele, porque não perdoará a tua rebeldia; pois nele está o meu nome.
- Mas se, na verdade, ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser,
então serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus
adversários.
- Porque o meu anjo irá adiante de ti, e te introduzirá na terra dos
amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus; e
eu os aniquilarei.
- Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás
conforme as suas obras; Antes os derrubarás totalmente, e quebrarás de todo as
suas colunas.
- Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a
vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.
- Na tua terra não haverá mulher que aborte, nem estéril; o número dos teus
dias completarei.
- Enviarei o meu terror adiante de ti, pondo em confusão todo povo em cujas
terras entrares, e farei que todos os teus inimigos te voltem as costas.
- Também enviarei na tua frente vespas, que expulsarão de diante de ti os
heveus, os cananeus e os heteus.
- Não os expulsarei num só ano, para que a terra não se torne em deserto, e
as feras do campo não se multipliquem contra ti.
- Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que te multipliques e
possuas a terra por herança.
- E fixarei os teus limites desde o Mar Vermelho até o mar dos filisteus, e
desde o deserto até o o rio; porque hei de entregar nas tuas mãos os moradores
da terra, e tu os expulsarás de diante de ti.
- Não farás pacto algum com eles, nem com os seus deuses.
- Não habitarão na tua terra, para que não te façam pecar contra mim; pois
se servires os seus deuses, certamente isso te será um laço.
- Depois disse Deus a Moisés: Subi ao Senhor, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e
setenta dos anciãos de Israel, e adorai de longe.
- Só Moisés se chegará ao Senhor; os, outros não se chegarão; nem o povo
subirá com ele.
- Veio, pois, Moisés e relatou ao povo todas as palavras do Senhor e todos
os estatutos; então todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que o Senhor tem
falado faremos.
- Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado de
manhã cedo, edificou um altar ao pé do monte, e doze colunas, segundo as doze
tribos de Israel,
- e enviou certos mancebos dos filhos de Israel, os quais ofereceram
holocaustos, e sacrificaram ao Senhor sacrifícios pacíficos, de bois.
- E Moisés tomou a metade do sangue, e a pôs em bacias; e a outra metade do
sangue espargiu sobre o altar.
- Também tomou o livro do pacto e o leu perante o povo; e o povo disse: Tudo
o que o Senhor tem falado faremos, e obedeceremos.
- Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo e disse: Eis
aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco no tocante a todas
estas coisas.
- Então subiram Moisés e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de
Israel,
- e viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma calçada
de pedra de safira, que parecia com o próprio céu na sua pureza.
- Deus, porém, não estendeu a sua mão contra os nobres dos filhos de Israel;
eles viram a Deus, e comeram e beberam.
- Depois disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e espera ali; e
dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para
lhos ensinares.
- E levantando-se Moisés com Josué, seu servidor, subiu ao monte de
Deus,
- tendo dito aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que tornemos a vós; eis que
Arão e Hur ficam convosco; quem tiver alguma questão, se chegará a eles.
- E tendo Moisés subido ao monte, a nuvem cobriu o monte.
- Também a glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu
por seis dias; e ao sétimo dia, do meio da nuvem, Deus chamou a Moisés.
- Ora, a aparência da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume
do monte, aos olhos dos filhos de Israel.
- Moisés, porém, entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao monte; e
Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.
- Então disse o Senhor a Moisés:
- Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem
cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta
alçada.
- E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, prata, bronze,
- estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras,
- peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de
acácia,
- azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso
aromàtico,
- pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
- E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.
- Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para
modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.
- Também farão uma arca de madeira ,de acácia; o seu comprimento será de
dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e
meio a sua altura.
- E cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora a cobrirás; e farás
sobre ela uma moldura de ouro ao redor;
- e fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos
dela; duas argolas de um lado e duas do outro.
- Também farás varais de madeira de acácia, que cobrirás de ouro.
- Meterás os varais nas argolas, aos lados da arca, para se levar por eles a
arca.
- Os varais permanecerão nas argolas da arca; não serão tirados dela.
- E porás na arca o testemunho, que eu te darei.
- Igualmente farás um propiciatório, de ouro puro; o seu comprimento será de
dois covados e meio, e a sua largura de um côvado e meio.
- Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas
extremidades do propiciatório.
- Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra
extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas
extremidades dele.
- Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o
com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins
estarão voltadas para o propiciatório.
- E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o
testemunho que eu te darei.
- E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins
que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que
eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel.
- Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois
côvados, a sua largura de um côvado e a sua altura de um côvado e meio;
- cobri-la-ás de ouro puro, e lhe farás uma moldura de ouro ao redor.
- Também lhe farás ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao
redor na guarnição farás uma moldura de ouro.
- Também lhe farás quatro argolas de ouro, e porás as argolas nos quatro
cantos, que estarão sobre os quatro pés.
- Junto da guarnição estarão as argolas, como lugares para os varais, para
se levar a mesa.
- Farás, pois, estes varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro; e
levar-se-á por eles a mesa.
- Também farás os seus pratos, as suas colheres, os seus cântaros e as suas
tigelas com que serão oferecidas as libações; de ouro puro os farás.
- E sobre a mesa porás os pães da o proposição perante mim para
sempre.
- Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará o
candelabro, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus
cálices e as suas corolas formarão com ele uma só peça.
- E de seus lados sairão seis braços: três de um lado, e três do
outro.
- Em um braço haverá três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e
corola; também no outro braço três copos a modo de flores de amêndoa, com
cálice e corola; assim se farão os seis braços que saem do candelabro.
- Mas na haste central haverá quatro copos a modo de flores de amêndoa, com
os seus cálices e as suas corolas,
- e um cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só peça;
outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste; e
ainda outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a haste;
assim será para os seis braços que saem do candelabro.
- Os seus cálices e os seus braços formarão uma só peça com a haste; o todo
será de obra batida de ouro puro.
- Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para alumiar
defronte dele.
- Os seus espevitadores e os seus cinzeiros serão de ouro puro.
- De um talento de ouro puro se fará o candelabro, com todos estes
utensílios.
- Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no
monte.
- O tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e de estofo
azul, púrpura, e carmesim; com querubins as farás, obra de artífice.
- O comprimento de cada cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de
quatro côvados; todas as cortinas serão da mesma medida.
- Cinco cortinas serão enlaçadas, cada uma à outra; e as outras cinco serão
enlaçadas da mesma maneira.
- Farás laçadas de estofo azul na orla da última cortina do primeiro grupo;
assim também farás na orla da primeira cortina do segundo grupo;
- a saber, cinqüenta laçadas na orla de uma cortina, e cinqüenta laçadas na
orla da outra; as laçadas serão contrapostas uma à outra.
- Farás cinqüenta colchetes de ouro, e prenderás com eles as cortinas, uma à
outra; assim o tabernáculo virá a ser um todo.
- Farás também cortinas de pêlos de cabras para servirem de tenda sobre o
tabernáculo; onze destas cortinas farás.
- O comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e a largura de cada
cortina de quatro côvados; as onze cortinas serão da mesma medida.
- E ajuntarás cinco cortinas em um grupo, e as outras seis cortinas em outro
grupo; e dobrarás a sexta cortina na frente da tenda.
- E farás cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e
outras cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo.
- Farás também cinqüenta colchetes de bronze, e meterás os colchetes nas
laçadas, e assim ajuntarás a tenda, para que venha a ser um todo.
- E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a saber, a meia cortina que
sobejar, penderá aos fundos do tabernáculo.
- E o côvado que sobejar de um lado e de outro no comprimento das cortinas
da tenda, penderá de um e de outro lado do tabernáculo, para cobri-lo.
- Farás também para a tenda uma coberta de peles de carneiros, tintas de
vermelho, e por cima desta uma coberta de peles de golfinhos.
- Farás também as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, as quais
serão colocadas verticalmente.
- O comprimento de cada tábua será de dez côvados, e a sua largura de um
côvado e meio.
- Duas couceiras terá cada tábua, unidas uma à outra por travessas; assim
farás com todas as tábuas do tabernáculo.
- Ao fazeres as tábuas para o tabernáculo, farás vinte delas para o lado
meridional.
- Farás também quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas; duas bases
debaixo de uma tábua, para as suas duas couceiras, e duas bases debaixo de
outra, para as duas couceiras dela.
- Também para o outro lado do tabernáculo, o que dá para o norte, farás
vinte tábuas,
- com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma tábua e
duas debaixo de outra.
- E para o lado posterior do tabernáculo, o que dá para o ocidente, farás
seis tábuas.
- Farás também duas tábuas para os cantos do tabernáculo no lado
posterior.
- Por baixo serão duplas, do mesmo modo se estendendo inteiras até a
primeira argola em cima; assim se fará com as duas tábuas; elas serão para os
dois cantos.
- Haverá oito tábuas com as suas dezesseis bases de prata: duas bases
debaixo de uma tábua e duas debaixo de outra.
- Farás também travessões de madeira de acácia; cinco para as tábuas de um
lado do tabernáculo,
- e cinco para as tábuas do outro lado do tabernáculo, bem como c6 azeite
para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o para o ocidente.
- O travessão central passará ao meio das tábuas, de uma extremidade à
outra.
- E cobrirás de ouro as tábuas, e de ouro farás as suas argolas, como
lugares para os travessões; também os travessões cobrirás de ouro.
- Então levantarás o tabernáculo conforme o modelo que te foi mostrado no
monte.
- Farás também um véu de azul, púrpura, carmesim, e linho fino torcido; com
querubins, obra de artífice, se fará;
- e o suspenderás sobre quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de
ouro; seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de prata.
- Pendurarás o véu debaixo dos colchetes, e levarás para dentro do véu a
arca do testemunho; este véu vos fará separação entre o lugar santo e o santo
dos santos.
- Porás o propiciatório sobre a arca do testemunho no santo dos
santos;
- colocarás a mesa fora do véu, e o candelabro defronte da mesa, para o lado
sul do tabernáculo; e porás a mesa para o lado norte.
- Farás também para a porta da tenda um reposteiro de azul, púrpura,
carmesim: e linho fino torcido, obra de bordador.
- E para o reposteiro farás cinco colunas de madeira de acácia, cobrindo-as
de ouro (os seus colchetes também serão de ouro), e para elas fundirás cinco
bases de bronze.
- Farás também o altar de madeira de acácia; de cinco côvados será o
comprimento, de cinco côvados a largura (será quadrado o altar), e de três
côvados a altura.
- E farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formarão uma
só peça com o altar; e o cobrirás de bronze.
- Far-lhe-ás também os cinzeiros, para recolher a sua cinza, e as pás, e as
bacias, e os garfos e os braseiros; todos os seus utensílios farás de
bronze.
- Far-lhe-ás também um crivo de bronze em forma de rede, e farás para esta
rede quatro argolas de bronze nos seus quatro cantos,
- e a porás em baixo da borda em volta do altar, de maneira que a rede
chegue até o meio do altar.
- Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os
cobrirás de bronze.
- Os varais serão metidos nas argolas, e estarão de um e de outro lado do
altar, quando for levado.
- èco, de tábuas, o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão.
- Farás também o átrio do tabernáculo. No lado que dá para o sul o átrio
terá cortinas de linho fino torcido, de cem côvados de comprimento.
- As suas colunas serão vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os
colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.
- Assim também ao longo do lado do norte haverá cortinas de cem côvados de
comprimento, e serão vinte as suas colunas e vinte as bases destas, todas de
bronze; os colchetes das colunas e as suas faixas serão de prata.
- E na largura do átrio do lado do ocidente haverá cortinas de cinqüenta
côvados; serão dez as suas colunas, e dez as bases destas.
- Semelhantemente a largura do átrio do lado que dá para o nascente será de
cinqüenta côvados.
- As cortinas para um lado da porta serão de quinze côvados; três serão as
suas colunas, e três as bases destas.
- E de quinze côvados serão as cortinas para o outro lado; as suas colunas
serão três, e três as bases destas.
- Também à porta do átrio haverá um reposteiro de vinte côvados, de azul,
púrpura, carmesim, e linho fino torcido, obra de bordador; as suas colunas
serão quatro, e quatro as bases destas.
- Todas as colunas do átrio ao redor serão cingidas de faixas de prata; os
seus colchetes serão de prata, porém as suas bases de bronze.
- O comprimento do átrio será de cem côvados, e a largura, por toda a
extensão, de cinqüenta, e a altura de cinco côvados; as cortinas serão de
linho fino torcido; e as bases das colunas de bronze.
- Todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, e todas as suas
estacas, e todas as estacas do átrio, serão de bronze.
- Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras,
batido, para o candeeiro, para manter uma lâmpada acesa continuamente.
- Na tenda da revelação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e
seus filhos a conservarão em ordem, desde a tarde até pela manhã, perante o
Senhor; este será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel pelas suas
gerações.
- Depois farás chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, dentre os
filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Arão,
Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão.
- Farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento.
- Falarás a todos os homens hábeis, a quem eu tenha enchido do espírito de
sabedoria, que façam as vestes de Arão para santificá-lo, a fim de que me
administre o ofício sacerdotal.
- Estas pois são as vestes que farão: um peitoral, um éfode, um manto, uma
túnica bordada, uma mitra e um cinto; farão, pois, as vestes sagradas para
Arão, teu irmão, e para seus filhos, a fim de me administrarem o ofício
sacerdotal.
- E receberão o ouro, o azul, a púrpura, o carmesim e o linho fino,
- e farão o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido,
obra de desenhista.
- Terá duas ombreiras, que se unam às suas duas pontas, para que seja
unido.
- E o cinto de obra esmerada do éfode, que estará sobre ele, formando com
ele uma só peça, será de obra semelhante de ouro, azul, púrpura, carmesim e
linho fino torcido.
- E tomarás duas pedras de berilo, e gravarás nelas os nomes dos filhos de
Israel.
- Seis dos seus nomes numa pedra, e os seis nomes restantes na outra pedra,
segundo a ordem do seu nascimento.
- Conforme a obra de lapidário, como a gravura de um selo, gravarás as duas
pedras, com os nomes dos filhos de Israel; guarnecidas de engastes de ouro as
farás.
- E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, para servirem de pedras de
memorial para os filhos de Israel; assim sobre um e outro ombro levará Arão
diante do Senhor os seus nomes como memorial.
- Farás também engastes de ouro,
- e duas cadeiazinhas de ouro puro; como cordas as farás, de obra trançada;
e aos engastes fixarás as cadeiazinhas de obra trançada.
- Farás também o peitoral do juízo, obra de artífice; conforme a obra do
éfode o farás; de ouro, de azul, de púrpura, de carmesim, e de linho fino
torcido o farás.
- Quadrado e duplo, será de um palmo o seu comprimento, e de um palmo a sua
largura.
- E o encherás de pedras de engaste, em quatro fileiras: a primeira será de
uma cornalina, um topázio e uma esmeralda;
- a segunda fileira será de uma granada, uma safira e um ônix;
- a terceira fileira será de um jacinto, uma ágata e uma ametista;
- e a quarta fileira será de uma crisólita, um berilo e um jaspe; elas serão
guarnecidas de ouro nos seus engastes.
- Serão, pois, as pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo
os seus nomes; serão como a gravura de um selo, cada uma com o seu nome, para
as doze tribos.
- Também farás sobre o peitoral cadeiazinhas como cordas, obra de trança, de
ouro puro.
- Igualmente sobre o peitoral farás duas argolas de ouro, e porás as duas
argolas nas duas extremidades do peitoral.
- Então meterás as duas cadeiazinhas de ouro, de obra trançada, nas duas
argolas nas extremidades do peitoral;
- e as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de obra trançada meterás nos
dois engastes, e as porás nas ombreiras do éfode, na parte dianteira
dele.
- Farás outras duas argolas de ouro, e as porás nas duas extremidades do
peitoral, na sua borda que estiver junto ao lado interior do éfode.
- Farás mais duas argolas de ouro, e as porás nas duas ombreiras do éfode,
para baixo, na parte dianteira, junto à costura, e acima do cinto de obra
esmerada do éfode.
- E ligarão o peitoral, pelas suas argolas, às argolas do éfode por meio de
um cordão azul, de modo que fique sobre o cinto de obra esmerada do éfode e
não se separe o peitoral do éfode.
- Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre
o seu coração, quando entrar no lugar santo, para memorial diante do Senhor
continuamente.
- Também porás no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre
o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor; assim Arão levará o juízo
dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.
- Também farás o manto do éfode todo de azul.
- No meio dele haverá uma abertura para a cabeça; esta abertura terá um
debrum de obra tecida ao redor, como a abertura de cota de malha, para que não
se rompa.
- E nas suas abas, em todo o seu redor, farás romãs de azul, púrpura e
carmesim, e campainhas de ouro, entremeadas com elas ao redor.
- uma campainha de ouro, e uma romã, outra campainha de ouro, e outra romã,
haverá nas abas do manto ao redor.
- E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o sonido ao entrar
ele no lugar santo diante do Senhor e ao sair, para que ele não morra.
- Também farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás como a gravura de um
selo: SANTO AO SENHOR.
- Pô-la-ás em um cordão azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente
da mitra estará.
- E estará sobre a testa de Arão, e Arão levará a iniqüidade das coisas
santas, que os filhos de Israel consagrarem em todas as suas santas ofertas; e
estará continuamente na sua testa, para que eles sejam aceitos diante do
Senhor.
- Também tecerás a túnica enxadrezada de linho fino; bem como de linho fino
farás a mitra; e farás o cinto, obra de bordador.
- Também para os filhos de Arão farás túnicas; e far-lhes-ás cintos; também
lhes farás tiaras, para glória e ornamento.
- E vestirás com eles a Arão, teu irmão, e também a seus filhos, e os
ungirás e consagrarás, e os santificarás, para que me administrem o
sacerdócio.
- Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua;
estender-se-ão desde os lombos até as coxas.
- E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da
revelação, ou quando chegarem ao altar para ministrar no lugar santo, para que
não levem iniqüidade e morram; isto será estatuto perpétuo para ele e para a
sua descendência depois dele.
- Isto é o que lhes farás para os santificar, para que me administrem o
sacerdócio: Toma um novilho e dois carneiros sem defeito,
- e pão ázimo, e bolos ázimos, amassados com azeite, e coscorões ázimos,
untados com azeite; de flor de farinha de trigo os farás;
- e os porás num cesto, e os trarás no cesto, com o novilho e os dois
carneiros.
- Então farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da revelação e os
lavarás, com água.
- Depois tomarás as vestes, e vestirás a Arão da túnica e do manto do éfode,
e do éfode mesmo, e do peitoral, e lhe cingirás o éfode com o seu cinto de
obra esmerada;
- e pôr-lhe-ás a mitra na cabeça; e sobre a mitra porás a coroa de
santidade;
- então tomarás o óleo da unção e, derramando-lho sobre a cabeça, o
ungirás.
- Depois farás chegar seus filhos, e lhes farás vestir túnicas,
- e os cingirás com cintos, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras.
Por estatuto perpétuo eles terão o sacerdócio; consagrarás, pois, a Arão e a
seus filhos.
- Farás chegar o novilho diante da tenda da revelação, e Arão e seus filhos
porão as mãos sobre a cabeça do novilho;
- e imolarás o novilho perante o Senhor, à porta da tenda da
revelação.
- Depois tomarás do sangue do novilho, e com o dedo o porás sobre as pontas
do altar, e todo o sangue restante derramarás à base do altar.
- Também tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado,
os dois rins e a gordura que houver neles, e queimá-los-ás sobre o
altar;
- mas a carne do novilho, o seu couro e o seu excremento queimarás fora do
arraial; é sacrifício pelo pecado.
- Depois tomarás um carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a
cabeça dele,
- e imolarás o carneiro e, tomando o seu sangue, o espargirás sobre o altar
ao redor;
- e partirás o carneiro em suas partes, e lavarás as suas entranhas e as
suas pernas, e as porás sobre as suas partes e sobre a sua cabeça.
- Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para o
Senhor; é cheiro suave, oferta queimada ao Senhor.
- Depois tomarás o outro carneiro, e Arão e seus filhos porão as mãos sobre
a cabeça dele;
- e imolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da
orelha direita de Arão e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, como
também sobre o dedo polegar da sua mão direita e sobre o dedo polegar do seu
pé direito; e espargirás o sangue sobre o altar ao redor.
- Então tomarás do sangue que estará sobre o altar, e do óleo da unção, e os
espargirás sobre Arão e sobre as suas vestes, e sobre seus filhos, e sobre as
vestes de seus filhos com ele; assim ele será santificado e as suas vestes,
também seus filhos e as vestes de seus filhos com ele.
- Depois tomarás do carneiro a gordura e a cauda gorda, a gordura que cobre
as entranhas e o redenho do fígado, os dois rins com a gordura que houver
neles e a coxa direita (porque é carneiro de consagração),
- e uma fogaça de pão, um bolo de pão azeitado e um coscorão do cesto dos
pães ázimos que estará diante do Senhor,
- e tudo porás nas mãos de Arão, e nas mãos de seus filhos; e por oferta de
movimento o moverás perante o Senhor.
- Depois o tomarás das suas mãos e o queimarás no altar sobre o holocausto,
por cheiro suave perante o Senhor; é oferta queimada ao Senhor.
- Também tomarás o peito do carneiro de consagração, que é de Arão, e por
oferta de movimento o moverás perante o Senhor; e isto será a tua
porção.
- E santificarás o peito da oferta de movimento e a coxa da oferta alçada,
depois de movida e alçada, isto é, aquilo do carneiro de consagração que for
de Arão e de seus filhos;
- e isto será para Arão e para seus fihos a porção de direito, para sempre,
da parte dos filhos de Israel, porque é oferta alçada; e oferta alçada será
dos filhos de Israel, dos sacrifícios das suas ofertas pacíficas, oferta
alçada ao Senhor.
- As vestes sagradas de Arão ficarão para seus filhos depois dele, para
nelas serem ungidos e sagrados.
- Sete dias os vestirá aquele que de seus filhos for sacerdote em seu lugar,
quando entrar na tenda da revelação para ministrar no lugar santo.
- Também tomarás o carneiro de consagração e cozerás a sua carne em lugar
santo.
- E Arão e seus filhos comerão a carne do carneiro, e o pão que está no
cesto, à porta da tenda da revelação;
- e comerão as coisas com que for feita expiação, para consagrá-los, e para
santificá-los; mas delas o estranho nào comerá, porque são santas.
- E se sobejar alguma coisa da carne da consagração, ou do pão, até pela
manhã, o que sobejar queimarás no fogo; não se comerá, porque é santo.
- Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos conforme tudo o que te hei
ordenado; por sete dias os sagrarás.
- Também cada dia oferecerás para expiação o novilho de sacrifício pelo
pecado; e purificarás o altar, fazendo expiação por ele; e o ungirás para
santificá-lo.
- Sete dias farás expiação pelo altar, e o santificarás; e o altar será
santíssimo; tudo o que tocar o altar será santo.
- Isto, pois, é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano
cada dia continuamente.
- Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro cordeiro oferecerás à
tardinha;
- com um cordeiro a décima parte de uma efa de flor de farinha, misturada
com a quarta parte de um him de azeite batido, e para libação a quarta parte
de um him de vinho.
- E o outro cordeiro oferecerás à tardinha, e com ele farás oferta de
cereais como com a oferta da manhã, e conforme a sua oferta de libação, por
cheiro suave; oferta queimada é ao Senhor.
- Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da
revelação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo
ali.
- E ali virei aos filhos de Israel; e a tenda será santificada pela minha
glória;
- santificarei a tenda da revelação e o altar; também santificarei a Arão e
seus filhos, para que me administrem o sacerdócio.
- Habitarei no meio dos filhos de Israel, e serei o seu Deus;
- e eles saberão que eu sou o Senhor seu Deus, que os tirei da terra do
Egito, para habitar no meio deles; eu sou o Senhor seu Deus.
- Farás um altar para queimar o incenso; de madeira de acácia o farás.
- O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura de um côvado; será
quadrado; e de dois côvados será a sua altura; as suas pontas formarão uma só
peça com ele.
- De ouro puro o cobrirás, tanto a face superior como as suas paredes ao
redor, e as suas pontas; e lhe farás uma moldura de ouro ao redor.
- Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da sua moldura; nos dois
cantos de ambos os lados as farás; e elas servirão de lugares para os varais
com que o altar será levado.
- Farás também os varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro.
- E porás o altar diante do véu que está junto à arca do testemunho, diante
do propiciatório, que se acha sobre o testemunho, onde eu virei a ti.
- E Arão queimará sobre ele o incenso das especiarias; cada manhã, quando
puser em ordem as lâmpadas, o queimará.
- Também quando acender as lâmpadas à tardinha, o queimará; este será
incenso perpétuo perante o Senhor pelas vossas gerações.
- Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta de
cereais; nem tampouco derramareis sobre ele ofertas de libação.
- E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as pontas do altar; com o sangue
do sacrifício de expiação de pecado, fará expiação sobre ele uma vez no ano
pelas vossas gerações; santíssimo é ao Senhor.
- Disse mais o Senhor a Moisés:
- Quando fizeres o alistamento dos filhos de Israel para sua enumeração,
cada um deles dará ao Senhor o resgate da sua alma, quando os alistares; para
que não haja entre eles praga alguma por ocasião do alistamento.
- Dará cada um, ao ser alistado, meio siclo, segundo o siclo do santuário
(este siclo é de vinte jeiras); meio siclo é a oferta ao Senhor.
- Todo aquele que for alistado, de vinte anos para cima, dará a oferta do
Senhor.
- O rico não dará mais, nem o pobre dará menos do que o meio siclo, quando
derem a oferta do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas.
- E tomarás o dinheiro da expiação dos filhos de Israel, e o designarás para
o serviço da tenda da revelação, para que sirva de memorial a favor dos filhos
de Israel diante do Senhor, para fazerdes expiação por vossas almas.
- Disse mais o Senhor a Moisés:
- Farás também uma pia de bronze com a sua base de bronze, para lavatório; e
a porás entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás água,
- com a qual Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés;
- quando entrarem na tenda da revelação lavar-se-ão com água, para que não
morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para fazer oferta
queimada ao Senhor.
- Lavarão, pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por
estatuto perpétuo a ele e à sua descendência pelas suas gerações.
- Disse mais o Senhor a Moisés:
- Também toma das principais especiarias, da mais pura mirra quinhentos
siclos, de canela aromática a metade, a saber, duzentos e cinqüenta siclos, de
cálamo aromático duzentos e cinqüenta siclos,
- de cássia quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário, e de azeite de
oliveiras um him.
- Disto farás um óleo sagrado para as unções, um perfume composto segundo a
arte do perfumista; este será o óleo sagrado para as unções.
- Com ele ungirás a tenda da revelação, a arca do testemunho,
- a mesa com todos os seus utensílios, o candelabro com os seus utensílios,
o altar de incenso,
- a altar do holocausto com todos os seus utensílios, o altar de
incenso,
- Assim santificarás estas coisas, para que sejam santíssimas; tudo o que as
tocar será santo.
- Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me
administrarem o sacerdócio.
- E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este me será o óleo sagrado para
as unções por todas as vossas gerações.
- Não se ungirá com ele carne de homem; nem fareis outro de semelhante
composição; sagrado é, e para vós será sagrado.
- O homem que compuser um perfume como este, ou que com ele ungir a um
estranho, será extirpado do seu povo.
- Disse mais o Senhor a Moisés: Toma especiarias aromáticas: estoraque, e
ônica, e gálbano, especiarias aromáticas com incenso puro; de cada uma delas
tomarás peso igual;
- e disto farás incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado
com sal, puro e santo;
- e uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do testemunho, na tenda
da revelação onde eu virei a ti; coisa santíssimá vos será.
- Ora, o incenso que fareis conforme essa composição, não o fareis para vós
mesmos; santo vos será para o Senhor.
- O homem que fizer tal como este para o cheirar, será extirpado do seu
povo.
- Depois disse o Senhor a Moisés:
- Eis que eu tenho chamado por nome a Bezaleel, filho de îri, filho de Hur,
da tribo de Judá,
- e o enchi do espírito de Deus, no tocante à sabedoria, ao entendimento, à
ciência e a todo ofício,
- para inventar obras artísticas, e trabalhar em ouro, em prata e em
bronze,
- e em lavramento de pedras para engastar, e em entalhadura de madeira,
enfim para trabalhar em todo ofício.
- E eis que eu tenho designado com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da
tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todos os homens hábeis, para
fazerem tudo o que te hei ordenado,
- a saber: a tenda da revelação, a arca do testemunho, o propiciatório que
estará sobre ela, e todos os móveis da tenda;
- a mesa com os seus utensílios, o candelabro de ouro puro com todos os seus
utensílios, o altar do incenso,
- o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a pia com a sua
base;
- as vestes finamente tecidas, as vestes sagradas de Arão, o sacerdote, e as
de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;
- o óleo da unção, e o incenso aromático para o lugar santo; eles farão
conforme tudo o que te hei mandado.
- Disse mais o Senhor a Moisés:
- Falarás também aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis os
meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós pelas vossas gerações;
para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.
- Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o
profanar certamente será morto; porque qualquer que nele fizer algum trabalho,
aquela alma será exterminada do meio do seu povo.
- Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia será o sábado de descanso
solene, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho,
certamente será morto.
- Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas
gerações como pacto perpétuo. ,
- Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em
seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e achou
refrigério.
- E deu a Moisés, quando acabou de falar com ele no monte Sinai, as duas
tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.
- Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de
Arão, e lhe disse: Levanta-te, faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque,
quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o
que lhe aconteceu.
- E Arão lhes disse: Tirai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de
vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-mos.
- Então todo o povo, tirando os pendentes de ouro que estavam nas suas
orelhas, os trouxe a Arão;
- ele os recebeu de suas mãos, e com um buril deu forma ao ouro, e dele fez
um bezerro de fundição. Então eles exclamaram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus,
que te tirou da terra do Egito.
- E Arão, vendo isto, edificou um altar diante do bezerro e, fazendo uma
proclamação, disse: Amanhã haverá festa ao Senhor.
- No dia seguinte levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos, e trouxeram
ofertas pacíficas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se
para folgar.
- Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste
subir da terra do Egito, se corrompeu;
- depressa se desviou do caminho que eu lhe ordenei; eles fizeram para si um
bezerro de fundição, e adoraram-no, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram:
Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito.
- Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho observado este povo, e eis que é povo
de dura cerviz.
- Agora, pois, deixa-me, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os
consuma; e eu farei de ti uma grande nação.
- Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus, e disse: ç Senhor, por que se
acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande
força e com forte mão?
- Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para
matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra?. Torna-te da tua
ardente ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo.
- Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, teus servos, aos quais por ti
mesmo juraste, e lhes disseste: Multiplicarei os vossos descendentes como as
estrelas do céu, e lhes darei toda esta terra de que tenho falado, e eles a
possuirão por herança para sempre.
- Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera que havia de fazer ao seu
povo.
- E virou-se Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na
mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam
escritas.
- E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma
escritura de Deus, esculpida nas tábuas.
- Ora, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de
guerra há no arraial.
- Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vitoriosos, nem alarido dos
vencidos, mas é a voz dos que cantam que eu ouço.
- Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe a
ira, e ele arremessou das mãos as tábuas, e as despedaçou ao pé do
monte.
- Então tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo; e, moendo-o
até que se tornou em pó, o espargiu sobre a água, e deu-o a beber aos filhos
de Israel.
- E perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que sobre ele trouxeste
tamanho pecado?.
- Ao que respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu conheces o
povo, como ele é inclinado ao mal.
- Pois eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque,
quanto a esse Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o
que lhe aconteceu.
- Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o. Assim mo deram; e eu o
lancei no fogo, e saiu este bezerro.
- Quando, pois, Moisés viu que o povo estava desenfreado (porque Arão o
havia desenfreado, para escárnio entre os seus inimigos),
- pôs-se em pé à entrada do arraial, e disse: Quem está ao lado do Senhor,
venha a mim. Ao que se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.
- Então ele lhes disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um ponha
a sua espada sobre a coxa; e passai e tornai pelo arraial de porta em porta, e
mate cada um a seu irmão, e cada um a seu amigo, e cada um a seu
vizinho.
- E os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo
naquele dia cerca de três mil homens.
- Porquanto Moisés tinha dito: Consagrai-vos hoje ao Senhor; porque cada um
será contra o seu filho, e contra o seu irmão; para que o Senhor vos conceda
hoje uma bênção.
- No dia seguinte disse Moisés ao povo Vós tendes cometido grande pecado;
agora porém subirei ao Senhor; porventura farei expiação por vosso
pecado.
- Assim tornou Moisés ao Senhor, e disse: Oh! este povo cometeu um grande
pecado, fazendo para si um deus de ouro.
- Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou se não, risca-me do teu livro, que
tens escrito.
- Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que tiver pecado contra mim, a este
riscarei do meu livro.
- Vai pois agora, conduze este povo para o lugar de que te hei dito; eis que
o meu anjo irá adiante de ti; porém no dia da minha visitação, sobre eles
visitarei o seu pecado.
- Feriu, pois, o Senhor ao povo, por ter feito o bezerro que Arão
formara.
- Disse mais o Senhor a Moisés: Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste
subir da terra do Egito, para a terra a respeito da qual jurei a Abraão, a
Isaque, e a Jacó, dizendo: ë tua descendência a darei.
- E enviarei um anjo adiante de ti (e lançarei fora os cananeus, e os
amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus),
- para uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti,
porquanto és povo de cerviz dura; para que não te consuma eu no caminho.
- E quando o povo ouviu esta má notícia, pôs-se a prantear, e nenhum deles
vestiu os seus atavios.
- Pois o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És um povo
de dura cerviz; se por um só momento eu subir no meio de ti, te consumirei;
portanto agora despe os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de
fazer.
- Então os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, desde o monte
Horebe em diante.
- Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la fora do arraial, bem longe
do arraial; e chamou-lhe a tenda da revelação. E todo aquele que buscava ao
Senhor saía à tenda da revelação, que estava fora do arraial.
- Quando Moisés saía à tenda, levantava-se todo o povo e ficava em pé cada
um à porta da sua tenda, e olhava a Moisés pelas costas, até entrar ele na
tenda.
- E quando Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e ficava à
porta da tenda; e o Senhor falava com Moisés.
- Assim via todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta da tenda, e
todo o povo, levantando-se, adorava, cada um à porta da sua tenda.
- E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu
amigo. Depois tornava Moisés ao arraial; mas o seu servidor, o mancebo Josué,
filho de Num, não se apartava da tenda.
- E Moisés disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo;
porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo. Disseste também:
Conheço-te por teu nome, e achaste graça aos meus olhos.
- Se eu, pois, tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me
mostres os teus caminhos, para que eu te conheça, a fim de que ache graça aos
teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.
- Respondeu-lhe o Senhor: Eu mesmo irei contigo, e eu te darei
descanso.
- Então Moisés lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir
daqui.
- Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o
teu povo? acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e
o teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra;
- Ao que disse o Senhor a Moisés: Farei também isto que tens dito; porquanto
achaste graça aos meus olhos, e te conheço pelo teu nome.
- Moisés disse ainda: Rogo-te que me mostres a tua glória.
- Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti,
e te proclamarei o meu nome Jeová; e terei misericórdia de quem eu tiver
misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer.
- E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode
ver a minha face e viver.
- Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha,
te poras.
- E quando a minha glória passar, eu te porei numa fenda da penha, e te
cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado.
- Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; porém a minha face
não se verá.
- Então disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as
primeiras; e eu escreverei nelas as palavras que estavam nas primeiras tábuas,
que tu quebraste.
- Prepara-te para amanhã, e pela manhã sobe ao monte Sinai, e apresenta-te a
mim ali no cume do monte.
- Mas ninguém suba contigo, nem apareça homem algum em todo o monte; nem
mesmo se apascentem defronte dele ovelhas ou bois.
- Então Moisés lavrou duas tábuas de pedra, como as primeiras; e,
levantando-se de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe tinha
ordenado, levando na mão as duas tábuas de pedra.
- O Senhor desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome
Jeová.
- Tendo o Senhor passado perante Moisés, proclamou: Jeovã, Jeová, Deus
misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência e
verdade;
- que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniqüidade, a
transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente o culpado;
que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos
até a terceira e quarta geração.
- Então Moisés se apressou a inclinar-se à terra, e adorou,
- dizendo: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá o Senhor
no meio de nós; porque este é povo de dura cerviz:; e perdoa a nossa
iniqüidade e o nosso pecado, e toma-nos por tua herança.
- Então disse o Senhor: Eis que eu faço um pacto; farei diante de todo o teu
povo maravilhas quais nunca foram feitas em toda a terra, nem dentro de nação
alguma; e todo este povo, no meio do qual estás, verá a obra do Senhor; porque
coisa terrível é o que faço contigo.
- Guarda o que eu te ordeno hoje: eis que eu lançarei fora de diante de ti
os amorreus, os cananeus, os heteus, os perizeus, os heveus e os
jebuseus.
- Guarda-te de fazeres pacto com os habitantes da terra em que hás de
entrar, para que isso não seja por laço no meio de ti.
- Mas os seus altares derrubareis, e as suas colunas quebrareis, e os seus
aserins cortareis
- (porque não adorarãs a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é
Zeloso, é Deus zeloso),
- para que não faças pacto com os habitantes da terra, a fim de que quando
se prostituirem após os seus deuses, e sacrificarem aos seus deuses, tu não
sejas convidado por eles, e não comas do seu sacrifício;
- e não tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, para que quando
suas filhas se prostituírem após os seus deuses, não façam que também teus
filhos se prostituam após os seus deuses.
- Não farás para ti deuses de fundição.
- A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te
ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe; porque foi no mês de abibe que
saíste do Egito.
- Tudo o que abre a madre é meu; até todo o teu gado, que seja macho, que
abre a madre de vacas ou de ovelhas;
- o jumento, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas se
não quiseres resgatá-lo, quebrar-lhe-ás a cerviz. Resgatarás todos os
primogênitos de teus filhos. E ninguém aparecerá diante de mim com as mãos
vazias.
- Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás; na aradura e na sega
descansarás.
- Também guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da ceifa
do trigo, e a festa da colheita no fim do ano.
- Três vezes no ano todos os teus varões aparecerão perante o Senhor Jeová,
Deus do Israel;
- porque eu lançarei fora as nações de diante de ti, e alargarei as tuas
fronteiras; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer três
vezes no ano diante do Senhor teu Deus.
- Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o
sacrifício da festa da páscoa ficará da noite para a manhã.
- As primeiras das primícias da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus.
Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.
- Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme o
teor destas palavras tenho feito pacto contigo e com Israel.
- E Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não
comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do pacto, os dez
mandamentos.
- Quando Moisés desceu do monte Sinai, trazendo nas mãos as duas tsbuas do
testemunho, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu
rosto resplandecia, por haver Deus falado com ele.
- Quando, pois, Arão e todos os filhos de Israel olharam para Moisés, eis
que a pele do seu rosto resplandecia, pelo que tiveram medo de aproximar-se
dele.
- Então Moisés os chamou, e Arão e todos os príncipes da congregação
tornaram a ele; e Moisés lhes falou.
- Depois chegaram também todos os filhos de Israel, e ele lhes ordenou tudo
o que o Senhor lhe falara no monte Sinai.
- Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto.
- Mas, entrando Moisés perante o Senhor, para falar com ele, tirava o véu
até sair; e saindo, dizia aos filhos de Israel o que lhe era ordenado.
- Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que a pele do
seu rosto resplandecia; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até
entrar para falar com Deus.
- Então Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e
disse-lhes: Estas são as palavras que o Senhor ordenou que cumprísseis.
- Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, sábado de
descanso solene ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho será
morto.
- Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.
- Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a
palavra que o Senhor ordenou dizendo:
- Tomai de entre vós uma oferta para o Senhor; cada um cujo coração é
voluntariamente disposto a trará por oferta alçada ao Senhor: ouro, prata e
bronze,
- como também azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabras,
- peles de carneiros tintas de vermelho, peles de golfinhos, madeira de
acácia,
- azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso
aromático,
- pedras de berilo e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
- E venham todos os homens hábeis entre vós, e façam tudo o que o Senhor tem
ordenado:
- o tabernáculo, a sua tenda e a sua coberta, os seus colchetes e as suas
tábuas, os seus travessões, as suas colunas e as suas bases;
- a arca e os seus varais, o propiciatório, e o véu e reposteiro;
- a mesa e os seus varais, todos os seus utensílios, e os pães da
proposição;
- o candelabro para a luz, os seus utensílios, as suas lâmpadas, e o azeite
para a luz;
- o altar do incenso e os seus varais, o óleo da unção e o incenso
aromático, e o reposteiro da porta para a entrada do tabernáculo;
- o altar do holocausto com o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos
os seus utensílios; a pia e a sua base;
- as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, o reposteiro para a
porta do átrio;
- as estacas do tabernáculo, as estacas do atrio, e as suas cordas;
- as vestes finamente tecidas, para o uso no ministério no lugar santo, as
vestes sagradas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para
administrarem o sacerdócio.
- Então toda a congregação dos filhos de Israel saiu da presença de
Moisés.
- E veio todo homem cujo coração o moveu, e todo aquele cujo espírito o
estimulava, e trouxeram a oferta alçada do Senhor para a obra da tenda da
revelação, e para todo o serviço dela, e para as vestes sagradas.
- Vieram, tanto homens como mulheres, todos quantos eram bem dispostos de
coração, trazendo broches, pendentes, anéis e braceletes, sendo todos estes
jóias de ouro; assim veio todo aquele que queria fazer oferta de ouro ao
Senhor.
- E todo homem que possuía azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de
cabras, peles de carneiros tintas de vermelho, ou peles de golfinhos, os
trazia.
- Todo aquele que tinha prata ou metal para oferecer, o trazia por oferta
alçada ao Senhor; e todo aquele que possuía madeira de acácia, a trazia para
qualquer obra do serviço.
- E todas as mulheres hábeis fiavam com as mãos, e traziam o que tinham
fiado, o azul e a púrpura, o carmesim e o linho fino.
- E todas as mulheres hàbeis que quisessem fiavam os pelos das cabras.
- Os príncipes traziam pedras de berilo e pedras de engaste para o éfode e
para o peitoral,
- e as especiarias e o azeite para a luz, para o óleo da unção e para o
incenso aromático.
- Trouxe uma oferta todo homem e mulher cujo coração voluntariamente se
moveu a trazer alguma coisa para toda a obra que o senhor ordenara se fizesse
por intermédio de Moisés; assim trouxeram os filhos de Israel uma oferta
voluntária ao Senhor.
- Depois disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o Senhor chamou por nome
a Bezaleel, filho de îri, filho de Hur, da tribo de Judá,
- e o encheu do espírito de Deus, no tocante à sabedoria, ao entendimento, à
ciência e a todo ofício,
- para inventar obras artísticas, para trabalhar em ouro, em prata e em
bronze,
- em lavramento de pedras para engastar, em entalhadura de madeira, enfim,
para trabalhar em toda obra fina.
- Também lhe dispôs o coração para ensinar a outros; a ele e a Aoliabe,
filho de Aisamaque, da tribo de Dã,
- a estes encheu de sabedoria do coração para exercerem todo ofício, seja de
gravador, de desenhista, de bordador em azul, púrpura, carmesim e linho fino,
de tecelão, enfim, dos que exercem qualquer ofício e dos que inventam obras
artísticas.
- Assim trabalharão Bezaleel e Aoliabe, e todo homem hábil, a quem o Senhor
deu sabedoria e entendimento, para saberem exercer todo ofício para o serviço
do santuário, conforme tudo o que o Senhor tem ordenado.
- Então Moisés chamou a Bezaleel e a Aoliabe, e a todo homem hábil, em cujo
coração Deus tinha posto sabedoria, isto é, a todo aquele cujo coração o moveu
a se chegar à obra para fazê-la;
- e receberam de Moisés toda a oferta alçada, que os filhos de Israel tinham
do para a obra do serviço do santuário, para fazê-la; e ainda eles lhe traziam
cada manhã ofertas voluntárias.
- Então todos os sábios que faziam toda a obra do santuário vieram, cada um
da obra que fazia,
- e disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o
serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse.
- Pelo que Moisés deu ordem, a qual fizeram proclamar por todo o arraial,
dizendo: Nenhum homem, nem mulher, faça mais obra alguma para a oferta alçada
do santuário. Assim o povo foi proibido de trazer mais.
- Porque o material que tinham era bastante para toda a obra, e ainda
sobejava.
- Assim todos os homens hábeis, dentre os que trabalhavam na obra, fizeram o
tabernáculo de dez cortinas de linho fino torcido, de azul, de púrpura e de
carmesim, com querubins, obra de artífice.
- O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de
quatro côvados; todas as cortinas eram da mesma medida.
- Ligaram cinco cortinas uma com outra; e as outras cinco da mesma
maneira.
- Fizeram laçadas de azul na orla da última cortina do primeiro grupo;
assim, também fizeram na orla da primeira cortina do segundo grupo.
- Cinqüenta laçadas fizeram na orla de uma cortina, e cinquenta laçadas na
orla da outra, do segundo grupo; as laçadas eram contrapostas uma à
outra.
- Também fizeram cinqüenta colchetes de ouro, e com estes colchetes uniram
as cortinas, uma com outra; e o tabernáculo veio a ser um todo.
- Fizeram também cortinas de pelos de cabras para servirem de tenda sobre o
tabernáculo; onze cortinas fizeram.
- O comprimento de cada cortina era de trinta côvados, e a largura de quatro
côvados; as onze cortinas eram da mesma medida.
- uniram cinco destas cortinas à parte, e as outras seis à parte.
- Fizeram cinqüenta laçadas na orla da última cortina do primeiro grupo, e
cinqüenta laçadas na orla da primeira cortina do segundo grupo.
- Fizeram também cinqüenta colchetes de bronze, para ajuntar a tenda, para
que viesse a ser um todo.
- Fizeram para a tenda uma cobertura de peles de carneiros tintas de
vermelho, e por cima desta uma cobertura de peles de golfinhos.
- Também fizeram, de madeira de acácia, as tábuas para o tabernáculo, as
quais foram colocadas verticalmente.
- O comprimento de cada tábua era de dez côvados, e a largura de um côvado e
meio.
- Cada tábua tinha duas couceiras, unidas uma à outra; assim fizeram com
todas as tábuas do tabernáculo.
- Assim, pois, fizeram as tábuas para o tabernáculo; vinte tábuas para o
lado que dá para o sul;
- e fizeram quarenta bases de prata para se pôr debaixo das vinte tábuas:
duas bases debaixo de uma tábua para as suas duas couceiras, e duas debaixo de
outra, para as duas couceiras dela.
- Também para o segundo lado do tabernáculo, o que dá para o norte, fizeram
vinte tábuas,
- com as suas quarenta bases de prata, duas bases debaixo de uma tábua, e
duas bases debaixo de outra.
- Para o lado posterior do tabernáculo, o que dá para o ocidente, fizeram
seis tábuas.
- E para os dois cantos do tabernáculo no lado posterior, fizeram mais duas
tábuas.
- Por baixo eram duplas, do mesmo modo se estendendo até a primeira argola,
em cima; assim fizeram com as duas tábuas nos dois cantos.
- Assim havia oito tábuas com as suas bases de prata, a saber, dezesseis
bases, duas debaixo de cada tábua.
- Fizeram também travessões de madeira de acácia: cinco travessões para as
tábuas de um lado do tabernáculo,
- e cinco para as tábuas do outro lado do tabernáculo, e outros cinco para
as tábuas do tabernáculo no lado posterior, o que dá para o ocidente.
- Fizeram que o travessão do meio passasse ao meio das tábuas duma
extremidade até a outra.
- E cobriram as tábuas de ouro, e de ouro fizeram as suas argolas como
lugares para os travessoes; também os travessões cobriu de ouro.
- Fizeram então o véu de azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido; com
querubins, obra de artífice, o fizeram.
- E fizeram-lhe quatro colunas de madeira de acácia e as cobriram de ouro; e
seus colchetes fizeram de ouro; e fundiram-lhes quatro bases de prata.
- Fizeram também para a porta da tenda um reposteiro de azul, púrpura,
carmesim e linho fino torcido, obra de bordador,
- com as suas cinco colunas e os seus colchetes; e de ouro cobriu os seus
capitéis e as suas faixas; e as suas cinco bases eram de bronze.
- Fez também Bezaleel a arca de madeira de acácia; o seu comprimento era de
dois côvados e meio, a sua largura de um côvado e meio, e a sua altura de um
côvado e meio.
- Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora, fez-lhe uma moldura de ouro
ao redor,
- e fundiu-lhe quatro argolas de ouro nos seus quatro cantos, duas argolas
num lado e duas no outro.
- Também fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro;
- e meteu os varais pelas argolas aos lados da arca, para se levar a
arca.
- Fez também um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento era de dois
côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio.
- Fez também dois querubins de ouro; de ouro batido os fez nas duas
extremidades do propiciatório,
- um querubim numa extremidade, e o outro querubim na outra; de uma só peça
com o propiciatório fez os querubins nas duas extremidades dele.
- E os querubins estendiam as suas asas por cima do propiciatório,
cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; para o
propiciatório estavam voltadas as faces dos querubins.
- Fez também a mesa de madeira de acácia; o seu comprimento era de dois
côvados, a sua largura de um côvado, e a sua altura de um côvado e meio.
- cobriu-a de ouro puro, e fez-lhe uma moldura de ouro ao redor.
- Fez-lhe também ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao
redor na guarnição fez uma moldura de ouro.
- Fundiu-lhe também nos quatro cantos que estavam sobre os seus quatro
pés.
- Junto da guarnição estavam as argolas para os lugares dos varais, para se
levar a mesa.
- Fez também estes varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro, para se
levar a mesa.
- E de ouro puro fez os utensílios que haviam de estar sobre a mesa, os seus
pratos e as suas colheres, as suas tigelas e os seus cântaros, com que se
haviam de oferecer as libações.
- Fez também o candelabro de ouro puro; de ouro batido fez o candelabro,
tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, os seus cálices e as
suas corolas formavam com ele uma só peça.
- Dos seus lados saíam seis braços: três de um lado do candelabro e três do
outro lado.
- Em um braço havia três copos a modo de flores de amêndoa, com cálice e
corola; igualmente no outro braço três copos a modo de flores de amêndoa, com
cálice e corola; assim se fez com os seis braços que saíam do
candelabro.
- Mas na haste central havia quatro copos a modo de flores de amêndoa, com
os seus cálices e as suas corolas;
- também havia um cálice debaixo de dois braços, formando com a haste uma só
peça, e outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com a
haste, e ainda outro cálice debaixo de dois outros braços, de uma só peça com
a haste; e assim se fez para os seis braços que saíam da haste.
- Os seus cálices e os seus braços formavam uma só peça com a haste; o todo
era uma obra batida de ouro puro.
- Também de ouro puro lhe fez as lâmpadas, em número de sete, com os seus
espevitadores e os seus cinzeiros.
- De um talento de ouro puro fez o candelabro e todos os seus
utensilios.
- De madeira de acácia fez o altar do incenso; de um côvado era o seu
comprimento, e de um côvado a sua largura, quadrado, e de dois côvados a sua
altura; as suas pontas formavam uma só peça com ele.
- Cobriu-o de ouro puro, tanto a face superior como as suas paredes ao
redor, e as suas pontas, e fez-lhe uma moldura de ouro ao redor.
- Fez-lhe também duas argolas de ouro debaixo da sua moldura, nos dois
cantos de ambos os lados, como lugares dos varais, para com eles se levar o
altar.
- E os varais fez de madeira de acácia, e os cobriu de ouro.
- Também fez o óleo sagrado da unção, e o incenso aromático, puro, qual obra
do perfumista.
- Fez também o altar do holocausto de madeira de acácia; de cinco côvados
era o seu comprimento e de cinco côvados a sua largura, quadrado, e de três
côvados a sua altura.
- E fez-lhe pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formavam uma só
peça com ele; e cobriu-o de bronze.
- Fez também todos os utensílios do altar: os cinzeiros, as pás, as bacias,
os garfos e os braseiros; todos os seus utensílios fez de bronze.
- Fez também para o altar um crivo de bronze em forma de rede, em baixo da
borda ao redor, chegando ele até o meio do altar.
- E fundiu quatro argolas para as quatro extremidades do crivo de bronze,
como lugares dos varais.
- E fez os varais de madeira de acácia, e os cobriu de bronze.
- E meteu os varais pelas argolas aos lados do altar, para com eles se levar
o altar; fê-lo oco, de tábuas.
- Fez também a pia de bronze com a sua base de bronze, dos espelhos das
mulheres que se reuniam e ministravam à porta da tenda da revelação.
- Fez também o átrio. Para o lado meridional as cortinas eram de linho fino
torcido, de cem côvados de comprimento.
- As suas colunas eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os
colchetes das colunas e as suas faixas eram de prata.
- Para o lado setentrional as cortinas eram de cem côvados; as suas colunas
eram vinte, e vinte as suas bases, todas de bronze; os colchetes das colunas e
as suas faixas eram de prata.
- Para o lado ocidental as cortinas eram de cinquenta covados; as suas
colunas eram dez, e as suas bases dez; os colchetes das colunas e as suas
faixas eram de prata.
- E para o lado oriental eram as cortinas de cinqüenta côvados.
- As cortinas para um lado da porta eram de quinze côvados; as suas colunas
eram três e as suas bases três.
- Do mesmo modo para o outro lado; de um e de outro lado da porta do átrio
havia cortinas de quinze côvados; as suas colunas eram três e as suas bases
três.
- Todas as cortinas do átrio ao redor eram de linho fino torcido.
- As bases das colunas eram de bronze; os colchetes das colunas e as suas
faixas eram de prata; o revestimento dos seus capitéis era de prata; e todas
as colunas do átrio eram cingidas de faixas de prata.
- O reposteiro da porta do átrio era de azul, púrpura, carmesim e linho fino
torcido, obra de bordador; o comprimento era de vinte côvados, e a altura, na
largura, de cinco côvados, conforme a altura das cortinas do átrio.
- As suas colunas eram quatro, e quatro as suas bases, todas de bronze; os
seus colchetes eram de prata, como também o revestimento dos capitéis, e as
suas faixas.
- E todas as estacas do tabernáculo e do átrio ao redor eram de
bronze.
- Esta é a enumeração das coisas para o tabernáculo, a saber, o tabernáculo
do testemunho, que por ordem de Moisés foram contadas para o ministério dos
levitas, por intermédio de Itamar, filho de Arão, o sacerdote.
- Fez, pois, Bezaleel, filho de îri, filho de Hur, da tribo de Judá, tudo
quanto o Senhor tinha ordenado a Moisés;
- e com ele Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, gravador,
desenhista, e bordador em azul, púrpura, carmesim e linho fino.
- Todo o ouro gasto na obra, em toda a obra do santuário, a saber, o ouro da
oferta, foi vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, conforme o
siclo do santuário.
- A prata dos arrolados da congregação montou em cem talentos e mil
setecentos setenta e cinco siclos, conforme o siclo do santuário;
- um beca para cada cabeça, isto é, meio siclo, conforme o siclo do
santuário, de todo aquele que passava para os arrolados, da idade de vinte
anos e acima, que foram seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta.
- E houve cem talentos de prata para fundir as bases do santuário e as bases
do véu; para cem bases eram cem talentos, um talento para cada base.
- Mas dos mil setecentos e setenta e cinco siclos, fez colchetes para as
colunas, e cobriu os seus capitéis e fez-lhes as faixas.
- E o bronze da oferta foi setenta talentos e dois mil e quatrocentos
siclos.
- Dele fez as bases da porta da tenda da revelação, o altar de bronze, e o
crivo de bronze para ele, todos os utensílios do altar,
- as bases do átrio ao redor e as bases da porta do átrio, todas as estacas
do tabernáculo e todas as estacas do átrio ao redor.
- Fizeram também de azul, púrpura e carmesim as vestes, finamente tecidas,
para ministrar no lugar santo, e fizeram as vestes sagradas para Arão, como o
Senhor ordenara a Moisés.
- Assim se fez o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino
torcido;
- bateram o ouro em lâminas delgadas, as quais cortaram em fios, para
entretecê-lo no azul, na púrpura, no carmesim e no linho fino, em obra de
desenhista;
- fizeram-lhe ombreiras que se uniam; assim pelos seus dois cantos
superiores foi ele unido.
- E o cinto da obra esmerada do éfode, que estava sobre ele, formava com ele
uma só peça e era de obra semelhante, de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho
fino torcido, como o Senhor ordenara a Moisés.
- Também prepararam as pedras de berilo, engastadas em ouro, lavradas como a
gravura de um selo, com os nomes dos filhos de Israel;
- as quais puseram sobre as ombreiras do éfode para servirem de pedras de
memorial para os filhos de Israel, como o Senhor ordenara a Moisés.
- Fez-se também o peitoral de obra de desenhista, semelhante à obra do
éfode, de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido.
- Quadrado e duplo fizeram o peitoral; o seu comprimento era de um palmo, e
a sua largura de um palmo, sendo ele dobrado. f
- E engastaram nele quatro fileiras de pedras: a primeira delas era de um
sárdio, um topázio e uma esmeralda;
- a segunda fileira era de uma granada, uma safira e um ônix;
- a terceira fileira era de um jacinto, uma ágata e uma ametista;
- e a quarta fileira era de uma crisólita, um berilo e um jaspe; eram elas
engastadas nos seus engastes de ouro.
- Estas pedras, pois, eram doze, segundo os nomes dos filhos de Israel; eram
semelhantes a gravuras de selo, cada uma com o nome de uma das doze
tribos.
- Também fizeram sobre o peitoral cadeiazinhas, semelhantes a cordas, obra
de trança, de ouro puro.
- Fizeram também dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e fixaram as
duas argolas nas duas extremidades do peitoral.
- E meteram as duas cadeiazinhas de trança de ouro nas duas argolas, nas
extremidades do peitoral.
- E as outras duas pontas das duas cadeiazinhas de trança meteram nos dois
engastes, e as puseram sobre as ombreiras do éfode, na parte dianteira
dele.
- Fizeram outras duas argolas de ouro, que puseram nas duas extremidades do
peitoral, na sua borda que estava junto ao éfode por dentro.
- Fizeram mais duas argolas de ouro, que puseram nas duas ombreiras do
éfode, debaixo, na parte dianteira dele, junto à sua costura, acima do cinto
de obra esmerada do éfode.
- E ligaram o peitoral, pelas suas argolas, às argolas do éfode por meio de
um cordão azul, para que estivesse sobre o cinto de obra esmerada do éfode, e
o peitoral não se separasse do éfode, como o Senhor ordenara a Moisés.
- Fez-se também o manto do éfode de obra tecida, todo de azul,
- e a abertura do manto no meio dele, como a abertura de cota de malha; esta
abertura tinha um debrum em volta, para que não se rompesse.
- Nas abas do manto fizeram romãs de azul, púrpura e carmesim, de fio
torcido.
- Fizeram também campainhas de ouro puro, pondo as campainhas nas abas do
manto ao redor, entremeadas com as romãs;
- uma campainha e uma romã, outra campainha e outra romã, nas abas do manto
ao redor, para uso no ministério, como o Senhor ordenara a Moisés.
- Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida, para Arão e para
seus filhos,
- e a mitra de linho fino, e o ornato das tiaras de linho fino, e os calções
de linho fino torcido,
- e o cinto de linho fino torcido, e de azul, púrpura e carmesim, obra de
bordador, como o Senhor ordenara a Moisés.
- Fizeram também, de ouro puro, a lâmina da coroa sagrada, e nela gravaram
uma inscrição como a gravura de um selo: SANTO AO SENHOR.
- E a ela ataram um cordão azul, para prendê-la à parte superior da mitra,
como o Senhor ordenara a Moisés.
- Assim se acabou toda a obra do tabernáculo da tenda da revelação; e os
filhos de Israel fizeram conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés; assim
o fizeram.
- Depois trouxeram a Moisés o tabernáculo, a tenda e todos os seus
utensílios, os seus colchetes, as suas tábuas, os seus travessões, as suas
colunas e as suas bases;
- e a cobertura de peles de carneiros tintas de vermelho, e a cobertura de
peles de golfinhos, e o véu do reposteiro;
- a arca do testemunho com os seus varais, e o propiciatório;
- a mesa com todos os seus utensílios, e os pães da proposição;
- o candelabro puro com suas lâmpadas todas em ordem, com todos os seus
utensílios, e o azeite para a luz;
- também o altar de ouro, o óleo da unção e o incenso aromático, e o
reposteiro para a porta da tenda;
- o altar de bronze e o seu crivo de bronze, os seus varais, e todos os seus
utensílios; a pia e a sua base;
- as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, e o reposteiro para
a porta do átrio, as suas cordas e as suas estacas, e todos os utensílios do
serviço do tabernáculo, para a tenda da revelação;
- as vestes finamente tecidas para uso no ministério no lugar santo, e as
vestes sagradas para Arão, o sacerdote, e as vestes para seus filhos, para
administrarem o sacerdócio.
- Conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de
Israel toda a obra.
- Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o Senhor
ordenara, assim a fizeram; então Moisés os abençoou.
- Depois disse o Senhor a Moisés:
- No primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda
da revelação,
- e porás nele a arca do testemunho, e resguardaras a arca com o véu.
- Depois colocarás nele a mesa, e porás em ordem o que se deve pôr em ordem
nela; também colocarás nele o candelabro, e acenderás as suas lâmpadas.
- E porás o altar de ouro para o incenso diante da arca do testemunho; então
pendurarás o reposteiro da porta do tabernáculo.
- E porás o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da
revelação.
- E porás a pia entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitarás
água.
- Depois levantarás as cortinas do átrio ao redor, e pendurarás o reposteiro
da porta do átrio.
- Então tomarás o óleo da unção e ungirás o tabernáculo, e tudo o que há
nele; e o santificarás, a ele e a todos os seus móveis; e será santo.
- Ungirás também o altar do holocausto, e todos os seus utensílios, e
santificarás o altar; e o altar será santíssimo.
- Então ungirás a pia e a sua base, e a santificarás.
- E farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da revelação, e os
lavarás com água.
- E vestirás Arão das vestes sagradas, e o ungirás, e o santificarás, para
que me administre o sacerdócio.
- Também farás chegar seus filhos, e os vestirás de túnicas,
- e os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio,
e a sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo pelas suas gerações.
- E Moisés fez conforme tudo o que o Senhor lhe ordenou; assim o fez.
- E no primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, o tabernáculo
foi levantado.
- Levantou, pois, Moisés o tabernáculo: lançou as suas bases; armou as suas
tábuas e nestas meteu os seus travessões; levantou as suas colunas;
- estendeu a tenda por cima do tabernáculo, e pôs a cobertura da tenda sobre
ela, em cima, como o Senhor lhe ordenara.
- Então tomou o testemunho e pô-lo na arca, ajustou à arca os varais, e
pôs-lhe o propiciatório em cima.
- Depois introduziu a arca no tabernáculo, e pendurou o véu do reposteiro, e
assim resguardou a arca do testemunho, como o Senhor lhe ordenara.
- Pôs também a mesa na tenda da revelação, ao lado do tabernáculo para o
norte, fora do véu,
- e sobre ela pôs em ordem o pão perante o Senhor, como o Senhor lhe
ordenara.
- Pôs também na tenda da revelação o candelabro defronte da mesa, ao lado do
tabernáculo para o sul,
- e acendeu as lâmpadas perante o Senhor, como o Senhor lhe ordenara.
- Pôs o altar de ouro na tenda da revelação diante do véu,
- e sobre ele queimou o incenso de especiarias aromáticas, como o Senhor lhe
ordenara.
- Pendurou o reposteiro à: porta do tabernáculo,
- e pôs o altar do holocausto à porta do tabernáculo da tenda da revelação,
e sobre ele ofereceu o holocausto e a oferta de cereais, como o Senhor lhe
ordenara.
- Depois: colocou a pia entre a tenda da revelação e o altar, e nela deitou
água para a as abluções.
- E junto dela Moisés, e Arão e seus filhos lavaram as mãos e os pés.
- Quando entravam na tenda da revelação, e quando chegavam ao altar,
lavavam-se, como o Senhor ordenara a Moises.
- Levantou também as cortinas do átrio ao redor do tabernáculo e do altar e
pendurou o reposteiro da porta do átrio. Assim Moisés acabou a obra.
- Então a nuvem cobriu a tenda da revelação, e a glória do Senhor encheu o
tabernáculo;
- de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da revelação, porquanto a
nuvem repousava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.
- Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, prosseguiam os
filhos de Israel, em todas as suas jornadas;
- se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até o dia em que ela
se levantasse.
- Porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o
tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda a
casa de Israel, em todas as suas jornadas.