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Estratégias para o sucesso
 

Planejamento
Planejamento significa construir uma ponte mental de onde você está agora até onde quer estar quando tiver alcançado o objetivo. A função do planejamento vai ao encontro das necessidades do grupo de cumprir as tarefas, mediante a resposta à pergunta como. Porém,a pergunta “como” logo remete a: “quando isso ou aquilo deverá acontecer?” e “quem faz o quê?”

Da perspectiva da liderança, a questão central é: até que ponto você deverá elaborar o plano sozinho, ou dividir a função de planejamento com sua equipe? Mais uma vez, temos aqui uma distinção entre liderança e administração, ao menos na forma antiga. F. W. Taylor, o fundador da “administração científica”, popularizou a idéia de que as coisas iriam melhor se houvesse uma clara distinção entre trabalho de um lado como, por exemplo, elaborar meios para controle mecânico, e funções de planejamento e controle de outro. Essas seriam prerrogativas de administradores e supervisores. Você concorda?
Existe uma forma proveitosa de encarar a função de planejamento como um bolo que pode ser dividido em fatias de diferentes
proporções.
Sob o ângulo da liderança, as vantagens de locomoção para a direita na Figura 3 são consideráveis. Quanto mais as pessoas tomarem parte nas decisões que afetam sua vida no trabalho, tanto mais estarão motivadas a cumpri-las. Isso é uma das facetas do que se denomina empowerment.
Mas, por outro lado, você notará que, trabalhando na sexta posição (ver Figura 3) terá perdido o controle do resultado. A
equipe poderá criar um plano que, embora indo ao encontro dos requisitos identificados, não está de acordo com o que você
mesmo faria. Você consegue conviver com isso?
O lugar exato em que você atuará na mobilidade do planejamento vai depender de alguns fatores, principalmente do tempo disponível para o planejamento e o nível de competência dos membros da equipe. Não existe um “estilo” preciso. Os melhores líderes são crentes — com eles você sabe onde está pisando e em muitos aspectos eles são previsíveis. Mas quando o caso for de tomada de decisões, eles são infinitamente flexíveis. Portanto, um bom líder, trabalhando com indivíduos ou equipes, irá agir em diversos pontos da escala durante o dia.

Uma vez iniciados os trabalhos em relação ao planejamento, poderá tornar-se necessária a revisão ou adaptação, de acordo com o ditame das condições ou circunstâncias. Além disso, você deverá buscar um meio termo entre a eterna necessidade por flexibilidade à medida que as mudanças forem surgindo, e uma certa persistência ou tenacidade em se fixar ao plano combinado. Certamente, conceder permissão para muitas modificações desnecessárias ao plano pode gerar confusão. Como diz um provérbio militar, “Ordem — contraordem — desordem”.


Instrução
Instrução ou briefing é a função de comunicar objetivos e planos à equipe. Normalmente isso significa encontrar-se com os membros da equipe instruindo-os, pessoalmente. Como todas as funções, a instrução deve ser feita com habilidade, pois existe uma forma certa de instruir um grupo e uma forma errada. De fato, a instrução faz parte de uma habilidade de comunicação muito mais ampla: a fala eficiente. Aqui temos algumas linhas de conduta:
Esteja preparado — ensaie e pratique. Certifique-se de ter recursos visuais com aparência profissional à mão. “Um quadro vale mil palavras.”
Seja claro — verifique duas vezes se o que está dizendo não é vago, ambíguo ou obscuro — deixe esse tipo de discurso para os políticos!
Seja simples — reduza questões complicadas à sua forma mais simples, sem, no entanto, simplificar demais. Evite a linguagem
técnica ou jargão que o seu público não vá entender.
Seja animado — ponha entusiasmo, confiança e humor em sua mensagem. Coloque vida nela — faça-a ficar excitante, desafiadora e
alegre.
Seja natural — você não precisa ser um grande orador. Seja somente você mesmo — a sua melhor parte.

A instrução não é somente algo que você faz no início de um projeto e depois esquece. Muito provavelmente, em especial se a equipe for nova ou inexperiente, você terá de repetir o objetivo e o plano no decorrer do trabalho. Sempre haverá ocasião para repeti-la.
A comunicação é irmã da liderança. A instrução aponta para uma única habilidade, isto é, falar em público. Lembre-se de que ouvir é idêntico em importância. Todo mundo tem algo para contribuir com o plano e sua execução: idéias, sugestões ou informações. O líder precisa ser um bom ouvinte.
Sessões ou reuniões de instrução — reuniões de trabalho — permitem cumprir um trabalho válido em todos os três círculos,
apontando questões genéricas ligadas ao fato específico em questão.
Quanto a tarefas, por exemplo, você poderá assumir a responsabilidade, dirigindo e enquadrando a situação. Um certo grau de
assertividade é sempre desejável em líderes, e o grupo aceitará isso — até gostará — se a situação assim o exigir. Você poderá salientar a abordagem da equipe frente à tarefa a cumprir, elevando assim o espírito. Você poderá atender às necessidades individuais ao ouvir as pessoas e reconhecer a contribuição daqueles que ajudam a alcançar os objetivos da reunião. Também poderá ser uma oportunidade para enfatizar o significado de cada contribuição individual para o
sucesso do empreendimento.
Alguns dos exemplos mais edificantes de liderança ocorrem quando o líder assume um grupo desmotivado e consegue dar uma
reviravolta no seu moral. As reuniões de instrução iniciais podem ser sumamente importantes nesse processo, uma vez que as primeiras impressões são tão básicas nas relações de trabalho como nas de amor e amizade. A impressão que você deixar no primeiro encontro permanecerá nas pessoas para sempre. Talvez a tarefa tenha que ser discutida de forma mais genérica se o trabalho for novo para você — pouco poderá ser feito além de partilhar suas idéias iniciais. Mas você poderá compartilhar sua visão, seu espírito de decisão e sua determinação em mudar a atmosfera e os padrões do grupo. Talvez isso vá demandar algumas falas firmes, e as pessoas vão esperar para ver se essas falas serão sustentadas por ações igualmente firmes.

 

O texto acima foi extraído do livro Como Tornar-se um Lider, de John Adair

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