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Como eliminar a TPM |
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Poucos dias do período menstrual o cérebro da mulher transforma-se física e psicologicamente em função das alterações hormonais. O comportamento difere de mulher para mulher. Algumas sentem-se mal, ficam deprimidas, tristes, ansiosas, preocupadas, distantes socialmente. Outras mostram-se agressivas, possessivas, controladoras e negativas. E, como num passe de mágica, apenas uma semana após o início do ciclo menstrual, tudo volta à normalidade: a mulher recupera seu equilíbrio emocional, "junta os cacos" e passa a avaliar o resultado de sua agressividade quando gerou profundas mágoas e conflitos no coração de seu companheiro ou de outras pessoas. É como se fora possuída por uma força maior, cegando-a e controlando-a em suas atitudes e pensamentos. Deve-se esse comportamento imprevisível (ou previsível) à nossa forte tendência em acreditar que tudo que vemos, ouvimos ou sentimos durante essa fase é a realidade, isto é, que tem de ser assim. O pior é que, involuntariamente, exageramos nas emoções. Mesmo que queiram nos ajudar para que mudemos os nossos pensamentos, entendemos que estão, na verdade, procurando nos enganar e passamos a atacá-los para defender nossa verdade.
Desperte para o seguinte
fato: o inimigo não está do lado de fora, mas dentro de nós, em nosso
próprio sangue. Querida amiga, saiba que hormônio, em latim, significa
humor, e que os hormônios podem alterar nosso humor e vice-versa. Essa
oscilação de humores nos leva a perder Eu costumo, em minhas palestras, comparar o alcoólatra às mulheres. Calma, eu explico! O ébrio tem seu estado de consciência alterado, ou melhor, anestesiado, o que permite ao inconsciente colocar para fora o que ele, realmente, sente e pensa da vida (em tese, o que ele tem reprimido): tristeza, mágoas, frustrações e outros sentimentos de culpa, oriundos de sua infância, ou já na fase adulta, coisas que ele não pode e não consegue manifestar quando sóbrio. Na verdade, o alcoólatra só consegue ser ele mesmo quando bebe, porque não tem elaborado em sua consciência o autoconhecimento, a chave para desviá-lo das opressões "externas", muitas vezes geradas por suas próprias alucinações. Da mesma forma, a mulher na TPM, por analogia, é como se estivesse embriagada, não sob o efeito do álcool, obviamente, mas pelos hormônios que, igualmente, reprimem sua consciência e liberam seu inconsciente. Nunca agem do nada, mas sofrem uma complexa e estranha combinação de crendices, frustrações e mágoas, empurradas para dentro de si mesmas ao longo dos anos e esquecidas, conscientemente, por não saberem como lidar com esses sentimentos que acabam aflorando durante a fase pré-menstrual. Como não reconhece essas emoções, a mulher acredita que está apenas desequilibrada em conseqüência do ciclo. Saiba que a menstruação em si, além da limpeza uterina, processa também a limpeza de um subconsciente carregado. A dádiva de poder ser feliz através da menstruação deve ser compreendida por todas as mulheres para que se tornem aliadas dos hormônios e não suas escravas. O ciclo menstrual deve ser visto como uma rara oportunidade de conhecermos o lixo que guardamos no subconsciente e assim podermos trabalhá-lo dentro de nossas mentes, produzindo o perdão, o desapego, e sentirmos o poder da criatividade que possuímos. Como mulher, garanto: todas as vezes que você sentir raiva ou tristeza durante o ciclo, reflita e pergunte para si mesma - o que preciso compreender ou soltar? Com certeza seu coração lhe dirá e você se acalmará, pois estará solucionando algo interno, mal resolvido, com seu parceiro ou alguém da família. Com essa atitude sensata você descobrirá que os hormônios são apenas exércitos comandados pelo seu subconsciente e terá a oportunidade de perceber-se e esforçar-se para perdoar acontecimentos antigos, soltar pessoas, deixando-as viver como querem. Vai aprender, também, que o verdadeiro amor não é dono de nada e de ninguém, mas deixa fluir a vida como as águas da fonte. Com esse processo de liberdade da alma, as futuras menstruações e a menopausa vão aproximar-se sem traumas ou guerras internas e você, mulher, vai sentir-se cada vez mais grata e feminina quando o ciclo chegar ou quando chegar a hora de cessar. Quanto mais soltarmos nossos apegos e deixarmos de controlar pessoas e coisas, mais entenderemos que ninguém pode nos fazer mal. |
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DO LIVRO: LINGUAGEM DO CORPO 2 - BELEZA E SAÚDE, DE CRISTINA CAIRO |
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