O ciúme destrói o amor

 

Se você ama uma pessoa, o próprio amor é garantia suficiente. O próprio amor traz segurança suficiente.
Se você ama uma pessoa, sabe que ela não pode ir embora com ninguém mais. E se ela for, tudo bem. Não há nada a fazer. O que
você pode fazer? Pode matá-la, mas uma pessoa morta não será de muita utilidade.
Quando você ama uma pessoa, confia que ela não irá embora com mais ninguém. Se ela for, é porque não existe amor e nada pode
ser feito a respeito. O amor propicia esse entendimento. Não existe ciúme.
Então, se existe ciúme, esteja certo de que não existe amor. Você está fazendo um jogo, está escondendo o sexo por trás do amor. Nesse caso, o amor é meramente uma palavra vã, e a realidade é o sexo.
O ciúme é uma das áreas predominantes da ignorância psicológica — sobre si mesmo, sobre os outros e, principalmente,
sobre os relacionamentos. As pessoas acham que sabem o que é o amor — elas não sabem. E essa incompreensão sobre o amor cria o ciúme.
As pessoas acham que amor é uma espécie de monopólio, de possessividade — sem entender um fato simples da vida: no
momento em que você possui um ser vivo, você o mata.
A vida não pode ser possuída. Você não pode segurá-la nas mãos. Se quiser tê-la, você terá que deixar as mãos abertas.
O que faz você ter ciúme? O ciúme em si não é a raiz.
Você ama uma mulher, você ama um homem. Você quer possuir essa pessoa só porque tem medo de que, amanhã, ela talvez possa ir
embora com outra pessoa. O medo do amanhã destrói seu dia de hoje, e esse é um círculo vicioso.
Se cada dia que passa é destruído por causa do medo do amanhã, mais cedo ou mais tarde o homem vai começar a buscar
outra mulher, a mulher vai começar a buscar outro homem, porque você é, simplesmente, um chato de galocha.
E quando ele começa a buscar outra mulher ou ela começa a sair com outro homem, você acha que tinha razão em ter ciúme. Na
verdade, foi o seu ciúme que provocou isso tudo.
Ciúme é comparação. E fomos ensinados a comparar, condicionados a comparar, a sempre comparar. Alguém tem uma casa melhor, um corpo mais bonito, mais dinheiro, uma personalidade mais carismática. Compare, continue se comparando com todo mundo que cruza seu caminho e isso resultará em um grande ciúme. O ciúme é a conseqüência do condicionamento para se comparar.
Se, pelo contrário, você parar de se comparar, o ciúme desaparece. Você passa simplesmente a saber que você é você e
ninguém mais, e nada mais é necessário.
Não se incomode com o amanhã: o hoje é suficiente. Alguém ama você... Deixe que este seja um dia de alegria, um dia de
celebração. Deixe-se ficar hoje tão totalmente no amor que sua totalidade e seu amor serão suficientes para que a outra pessoa não se afaste de você. Seu ciúme a afastará de você. Só o amor pode fazer com que ela fique ao seu lado. Seu ciúme a afastará. Seu amor pode mantê-la com você.
Não pense no amanhã. No momento em que você pensa no amanhã, sua vida de hoje fica meio desanimada. Contente-se em
viver o hoje e deixe que o amanhã se resolva por si mesmo — ele tomará seu próprio curso. E lembre-se de uma coisa: se o seu dia de hoje for uma bela experiência, uma bênção, desse hoje brotará o amanhã.

Então, para que se preocupar?

 

Trecho do maravilhoso livro "Faça o seu coração vibrar", de Osho

 

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