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As Seis Características das Atitudes Mentais Sólidas e Positivas

 

Vamos examinar estas seis características de atitudes mentais positivas. Enquanto isso, lembre-se de que não existe uma mais importante do que outra. As seis são apresentadas em seqüência, mas é a interação simultânea de todas elas funcionando juntas que cria a sinergia para uma sólida atitude mental positiva.

 

1 - Motivação Interior

 

0 primeiro elemento descoberto por Gary foi a direção de motivação interior usada por estes atletas em reabilitação. Eles se aproximavam de uma meta específica, afastando-se das conseqüências desagradáveis. Não eram filmes de Hollywood, ou imagens "new age", de um desejo de vencer, em geral, de ser o melhor ou evitar fazer papel de bobo. Estes atletas tinham visões atraentes, pessoais e específicas de metas desejáveis ou conseqüências desagradáveis.

Por exemplo, uma promissora nadadora adolescente estava tratando uma lesão. Ela não só queria recuperar a saúde, como desejava concorrer a uma bolsa de estudos na universidade. Estava motivada e direcionada para a sua meta.

Um outro caso, um homem de quarenta e dois anos de idade, estava se reabilitando para evitar piorar de uma artrite. Sua motivação era afastar-se de uma possível conseqüência de uma doença quase sempre debilitante. Entretanto, os grandes atletas usam as duas direções de motivação.

Imaginam vividamente conseqüências indesejadas específicas que merecem ser evitadas e, depois, metas bastante desejáveis e válidas que os puxem para frente. Ao fazerem isto, conseguem o máximo de motivação.

 

II. O Valor de Padrões Altos

 

O segundo elemento notado por Gary em relação a estes atletas em reabilitação foi que eles se dedicavam a recuperar totalmente a força e a saúde. Esta era a meta que os guiava, seu primeiro e último padrão. A atitude deles era de não aceitar nada menos do que isso. De fato, muitos deles não só desejavam recuperar a força e saúde totais, como queriam ainda mais.

Desejavam estar em melhores condições do que antes da lesão. Sabiam que eram capazes disto e não se contentavam com menos. Estes atletas mediam seus resultados finais comparando-os com estes padrões interiores. Poderiam ter fixado padrões mais razoáveis, mas nenhum deles fez isso. Tinham que dar o melhor de si mesmos.

Freqüentemente, lemos sobre esta obsessão dos atletas. Pense um pouco. Se você exigisse o melhor de si mesmo e, no momento, isso fosse impossível, talvez fosse o início de uma depressão. Estes atletas também precisavam saber esperar este resultado, ainda que impossível no momento, de uma forma que os motivasse para que no futuro isso pudesse acontecer. O terceiro e o quarto elemento são as chaves para conseguir isto. É aqui que começa a ficar claro como é importantíssimo que estes seis elementos funcionem juntos para criar uma atitude mental positiva sólida.

 

III. Segmentação de Metas

 

O terceiro elemento-chave encontrado em todos esse atletas foi a sua habilidade para se concentrarem no processo de recuperar a saúde e a condição atlética passo a passo. Em termos da PNL, eles foram capazes de decidir a que segmento prestar atenção. Você já pensou em todo o esforço necessário para conseguir superar uma lesão grave a dor, a frustração, o tempo, os incríveis esforços exigidos só para chegar ao ponto de onde saiu? Ou orientar um projeto importante na empresa coordenar departamentos, manter as pessoas motivadas, acompanhar detalhes importantes, e fazer as coisas se encaixarem?

Se fosse pensar em todo o trabalho envolvido nestes projetos ao mesmo tempo, você não resistiria. Por outro lado, enfrentando estes projetos aos poucos, um passo de cada vez, você consegue chegar até o fim e completá-lo. No caso de Gary Faris, ele tinha que sobreviver

antes de ficar de pé, ficar de pé antes de poder andar e voltar a andar antes de poder correr.

Esses atletas, entretanto, segmentavam ainda mais as suas metas. A habilidade para fazer cinco movimentos em vez de quatro antes de ficarem exaustos, ou de flexionarem o pé só mais um quarto de polegada eram as metas que poderiam atingir naquele dia.

Segmentar um empreendimento difícil, ou que exija muito esforço, tem duas vantagens. Primeiro, permite a concentração nas pequenas tarefas que podem ser feitas no momento. Segundo, Gary e os outros atletas que ele estudou, sentiam uma enorme satisfação ao completarem cada uma dessas etapas. Com pequenos segmentos mensuráveis diariamente experimentavam o sucesso a cada pequeno marco no caminho para a meta final de força e saúde totais. Cada passo ao longo do caminho se tornava uma nova meta com suas próprias satisfações. Ser capaz de focalizar metas específicas atingíveis e a satisfação do sucesso em cada uma delas, mantém viva a motivação.

 

IV- Combinando Estruturas do Presente e do Futuro

 

O quarto elemento-chave comum entre os atletas que se reabilitaram com sucesso foi a maneira como pensavam no tempo, que combina duas habilidades. A primeira é que, ao se concentrarem em pequenos segmentos e tarefas diárias, estes atletas vivem o presente. Eles pensam na única tarefa que estão fazendo naquele momento.

Arnold Schwarzenegger disse, a respeito do seu treinamento, que fazer um movimento uma vez com atenção vale o mesmo que fazer o exercício dez vezes distraído.

Atletas distraem-se e desanimam facilmente quando pensam na incerteza do futuro. Por exemplo, se fazem projetos duvidando, com perguntas como, "Conseguirei voltar à minha capacidade anterior?" ou,

"Serei um sucesso?", podem começar a imaginar problemas e barreiras que não existiam até começarem a pensar nisto. Estas perguntas podem criar uma orientação negativa e diminuir a motivação. É muito mais energizante perguntar, "O que posso fazer agora para alcançar o meu próximo marco?" Quando vivem a situação presente, plenamente, e se empenham em torná-la melhor, eles assumem atitudes que despertam o que há de melhor em si mesmos. O mesmo vale para todos nós.

A segunda habilidade relacionada com o tempo é exatamente o oposto de estar plenamente no presente. É a habilidade para pensar vívida e totalmente no futuro positivo.

Às vezes, uma orientação para o futuro é muito mais benéfica e motivadora do que estar no presente. Um atleta reabilitando-se depois de um acidente passa por momentos bem dolorosos. Nestas horas, é muito mais útil experimentar com antecedência as recompensas que todo o seu esforço e sofrimento lhe trarão. Enquanto estiver visualizando um corpo mais saudável, com movimentos mais amplos, e de volta ao que você gosta de fazer, o esforço e as dores do presente parecem um preço insignificante a pagar.

Enquanto seu corpo se reconstitui e reaprende no presente, você já está gozando o futuro. Esta meta atraente, de longo alcance, incentiva você a andar para frente, mantendo sólida a sua meta no presente.

A motivação bem sucedida combina estas duas habilidades. Ao mesmo tempo que você se concentra em realizar uma pequena tarefa disponível, pode ver o grande e luminoso quadro das suas futuras conquistas puxando-o para frente.

 

V. Envolvimento Pessoal

 

O quinto elemento da reabilitação de sucesso e da atitude mental positiva é o envolvimento pessoal do atleta. Gary descobriu que quanto mais os atletas participavam ativamente do seu próprio plano de reabilitação, mais eles se ajudavam, melhorando em muito as chances de sua total recuperação. Mesmo que fosse uma tarefa simples, como colocar gelo sobre uma região inflamada, o ato de fazer isso sozinhos reforçava o sentido de participação.

A medicina do esporte, como tudo mais nesta era tecnológica em que vivemos, se tornou muito complexa e detalhada, com legiões de peritos e autoridades no assunto.

Estes médicos, fisioterapeutas, treinadores, enfermeiros e psicólogos passaram a maior parte de suas vidas profissionais aprendendo suas habilidades. Sua autoridade é merecida mas, às vezes, este excesso de perícia incentiva os atletas a se colocarem passivamente nas mãos deles.

A pesquisa de Gary indica que isso é um erro. Nem a concordância

passiva, nem a resistência rebelde é um caminho confiável para retornar à excelência pessoal. Atletas e todos nós, também, precisamos trabalhar ativamente junto com nossos técnicos altamente especializados para produzir os resultados que desejamos.

Se pensar nisto um pouco, verá que faz sentido. Você já participou de uma equipe e depois teve que ficar sentado no banco de reservas durante um jogo ou reunião importante? Pode ter sido uma atitude apropriada na época. No entanto, mesmo que tenha ficado excitado com o resultado final, provavelmente se sentiu distante, como se houvesse uma parede de vidro entre você e a ação. Você estava lá, mas não estava jogando. Não fazia parte realmente do jogo. Quando participamos, temos influência sobre o que está acontecendo. Podemos sentir a diferença. Isto aumenta o nosso compromisso pessoal e concentra a nossa intensidade. Faz-nos mais determinados e ativos, o que nos leva a um envolvimento pessoal maior e a apostar mais no nosso futuro. Decidir por nós mesmos, ainda que sejam pequenas decisões, é importante.

 

VI. Comparações (Self-to-Self]

 

0 sexto e último elemento-chave para uma reabilitação atlética bem sucedida e para criar uma sólida atitude mental positiva é a maneira como estes atletas julgavam suas atitudes o tipo de comparações mentais que fizeram. Comentaristas esportivos, estatísticas de jamais e fãs incentivam regularmente os atletas a se compararem com outros atletas, vivos ou mortos. Se estão por cima, sentem-se bem; se a comparação não for favorável, sentem-se mal e desconfortáveis. Esta mesma tendência está

muito entranhada em muitos de nós.

Desde cedo percebemos, ou exageradamente nos mostram na escola, que algumas crianças são mais espertas, algumas são mais atléticas, outras mais bonitas ou mais populares do que nós. Podemos ter estado por cima em uma escala, mas se verificássemos uma outra, estaríamos por baixo. Ao entrarmos no mundo profissional, esta tendência de nos compararmos com os outros continua e, em alguns casos, até aumenta. Conhecemos pessoas mais agressivas, espertas, ou mais hábeis na política do escritório ou com os computadores.

Como adultos, com freqüência fazemos estas comparações de forma inconsciente e automaticamente. Comparamo-nos com artistas de cinema, com a mais recente personalidade de destaque dos negócios, com nossos

vizinhos e seus estilos de vida, ou com qualquer outra pessoa à vista. A mídia nos incentiva a fazer isto no trabalho e em casa, e continuamos agindo assim porque não sabemos o quanto isso nos custa.

Atletas em recuperação sabem. Eles sabem que é importantíssimo não cair neste hábito mental. Sabem que devido às suas lesões no momento, eles não podem "competir". Podem até perder na comparação com atletas amadores medíocres. Isto poderia ser seriamente desestimulante, e eles sabem disso.

Em vez de se compararem com outros atletas em qualquer nível, Gary Faris descobriu que, os que realmente tinham sucesso olhavam apenas para o seu próprio progresso. Eles faziam o que a PNL chama de auto comparações. Eles se faziam perguntas como, "Quanto progredi desde ontem ou desde a semana passada? Desde o mês passado? Desde o ano passado?" Todos nós podemos aprender a fazer isto também. Podemos aprender a medir nosso progresso com nosso próprio desenvolvimento, seja no atletismo, no trabalho ou em casa.

Este é um dos insights que se aplicam não apenas a uma atitude mental positiva, mas a todos os aspectos da vida. Alguns dos melhores conferencistas motivacionais perguntaram, "O que faria se soubesse que não poderia falhar?"uma pergunta provocadora e estimulante, sem dúvida.

Até agora qualquer um que tenha tentado, aprendido e em seguida dominado um esporte, profissão ou instrumento musical, sabe que os incontáveis fracassos são a base de qualquer sucesso. Lembra-se de quando resolveu aprender a jogar golfe, tênis, tocar guitarra ou qualquer coisa assim?

Sua mente, sem dúvida, estava repleta de imagens de sucesso. Certamente, via a bola cortando o ar quase sem esforço nenhum ou ouvia belíssimas notas musicais saindo suaves de seus dedos. Pode até ter tido sorte de experimentar esta beleza e excitação no início. Depois, a realidade se fez presente. Coisas belas eram possíveis com o instrumento da sua escolha: um taco, uma raquete, um instrumento de cordas ou teclado.

Mas, o custo era um longo aprendizado de dedicação à arte que você escolheu. Muitos de nós decidimos que o instrumento musical era muito difícil, mas continuamos com o golfe, tênis ou outro esporte igualmente difícil. Ele agora já preencheu anos das nossas vidas, nos oferecendo frustrações profundas e recompensas transcendentais.

Qual a diferença entre o que abandonamos e o que mantivemos? Com a pesquisa de PNL feita por Gary como guia, pelo menos parte da resposta é a rapidez com que sentimos o nosso progresso.

Como a nossa sociedade faz tantas comparações entre uma pessoa e outra, deve haver algo positivo nisto e há. As realizações dos outros nos mostram o que é possível uma pessoa fazer. São também modelos valiosos de como fazer isso. Estudando seus padrões mentais e comportamento físico, podemos aprender não só o que é possível mas, também, como é possível.

Embora importante, existe também um enorme perigo nas comparações entre uma pessoa e outra. Quando se constata uma enorme diferença de habilidades, pode-se concluir, "Eu jamais conseguiria fazer isto", ou "Ela deve ter um talento natural". Se o seu filho se mostra pouco promissor logo no início dos seus estudos de matemática ou ciências, pode não ter uma segunda chance se for bombardeado por comparações. A conclusão prematura é, "Não sou bom nisso". Tudo isso pode ser muito desanimador.

E, certamente, acabaria com o prazer criativo da conquista que encorajou o jovem Picasso, Mary Lou Retton e o, lento, estudante de matemática, Albert Einstein, e até o superstar do basquete Michael Jordan, pessoas que se superaram várias vezes.

Lembre-se: O caminho real dos resultados é medido pelo nosso próprio progresso. Tendo em mente esta auto comparação, nossos filhos podem se inspirar no sucesso dos outros, procurando modelos de excelência, ou fontes de informação de alta qualidade sobre suas próprias melhorias, mas não como alvo de inveja ou ciúme. Eles aprenderão

a se deliciar com o sucesso dos outros, porque são modelos e guias para suas próprias possibilidades.

Mais tarde, deverão ser modelos de sucesso para uma futura geração. Eles valorizarão seu próprio sucesso, porque puderam medi-lo. Ensinar seus filhos a fazerem menos parte da resposta é a rapidez com que sentimos o nosso progresso. Quanto tempo demorou para a bola deslizar pelo ar? Quanto tempo levou para experimentarmos nossas primeiras noções de competência, um autêntico sentido de progresso? Este sentido de progresso se origina da comparação das nossas conquistas no início e atualmente.

Em outras palavras, de uma auto comparação.

Texto extraído do livro: PNL:A Nova Tecnologia do Sucesso

 

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