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Para imprimir saúde à
sua vida, você precisa de uma auto-imagem sadia. Precisa ver a si mesmo
como um ser humano digno; deve aceitar a si mesmo.
Como cirurgião plástico, inúmeras vezes melhorei o aspecto das pessoas.
Talvez eu melhorasse o feitio do nariz de uma pessoa ou aprimorasse as
linhas de seu queixo. Com a melhoria, sua reação era geralmente de prazer
quando olhava no espelho e via sua nova imagem.
"Aqui estou", ela parecia dizer consigo, "com uma aparência melhor do que
nunca antes. Vai ser um mundo melhor para mim."
Esses casos eram satisfatórios. Meu paciente se sentia feliz com sua
imagem melhorada e eu sentia que meu trabalho era significativo.
Outras pessoas, porém, reagiam de maneira que me confundia, até que
cheguei a compreender como se sentiam. Olhavam no espelho e mostravam-se
frias e indiferentes; na verdade, embora sua aparência tivesse melhorado,
elas não podiam demonstrar prazer pela mudança.
Passei a compreender o significado oculto da reação delas quando falei com
certo número dessas pessoas. Devido a fatos desastrosos na vida delas,
invariavelmente acontecidos na infância ou na adolescência, sentiam-se
inferiores e enfrentavam o mundo com atitudes derrotistas, desalentadas ou
hostis.
A mudança na imagem física nada significava para elas, tão fraco era o seu
conceito de si mesmas como pessoas — tão fraca era sua auto-imagem.
A lição que aprendi com essas experiências de compreensão, profundamente
sentidas porque eu queria servir essas pessoas, conservarei sempre comigo.
Não abalou minha confiança no valor da cirurgia plástica como um
instrumento para ajudar as pessoas. Não há dúvida de que a pessoa deve
apresentar a melhor aparência possível. Mas aprendi, além disso, que a
imagem que a pessoa tem de si mesma, a maneira pela qual ela se vê
intimamente, é fundamental em seu ajustamento consigo mesma e com o mundo
em que ela vive.
Meu objetivo ao escrever este livro é ajudá-lo a reforçar essa auto-imagem
para que você enfrente as situações de sua vida saudavelmente, sem
permitir que o preconceito contra você mesmo lhe corroa a mente.
Isso não é tarefa fácil, e não estou dizendo que seja. Atitudes negativas
profundamente entranhadas impregnam nossa cultura, e todo dia pessoas que
você conhece procuram mergulhá-lo nelas. Você não deve permitir que o
façam adotar atitudes estereotipadas, humilhantes, para com você mesmo.
Na sua adolescência, na quadra dos vinte anos, você ouvirá dizer que é
infeliz. Vozes de tristeza dir-lhe-ão que a automação não permitirá que
Você seja criador no trabalho, que é azar seu ser jovem numa época em que
o indivíduo não é nada. Você talvez passe a encarar a vida com uma atitude
— a de desespero.
Quando atingir a meia-idade ouvirá dizer que o mundo é muito complexo, que
tal idade impõe exigências extremamente rigorosas ao indivíduo. Assim,
você poderá oferecer aos outros uma atitude — a de negação.
Nos anos de sua velhice, poderá achar que não é mais útil. Poderá achar
que sua vida terminou, embora lhe restem ainda muitos anos. Assim, você
também se sentirá desesperado.
Na verdade, esses não são anos fáceis para as pessoas em geral; de fato,
não existem anos fáceis em qualquer idade. Mas ainda há maravilhas na vida
para serem exploradas; há bons momentos para serem vividos. Devemos
sepultar nosso pensamento negativo e sentir a promessa emocionante de cada
dia.
Há mais esperança para as pessoas hoje em dia; há mais esperança para as
pessoas que compreendem como podem agir para a própria melhoria de sua
vida interna.
Para viver criativamente, você deve redobrar seus esforços para amparar a
si mesmo, para dar o devido mérito a suas realizações, seus sentimentos
positivos, suas ações positivas, sua capacidade de construir a vida. Você
deve também redobrar seus esforços para reconhecer seus defeitos e encarar
humanamente seus erros. Além disso, deve especificamente examinar-se como
é, realisticamente, sem tornar-se presa de idéias negativas que poderão
oferecer-lhe uma concepção errada a respeito de si mesmo.
Se sua auto-imagem nunca foi forte, você deve trabalhar muito e arduamente
para reforçá-la. Se já foi forte, mas enfraqueceu, deve eliminar as idéias
autodestrutivas de sua mente e reconstituí-la — uma continuação lógica do
que era outrora.
Você encontrará obstáculos de várias naturezas, mas poderá suplantá-los se
adotar atitudes positivas para consigo mesmo e se passar a ver a si mesmo
como alguém de quem gosta, como alguém com quem gostaria de ter amizade.
Deve compreender, primeiro, o poder incrível de sua mente — para o bem ou
para o mal. Não é fácil entender que, num mundo de arranha-céus e
superautoestradas, de energia atômica e de astronautas locomovendo-se a
grandes velocidades pelo espaço extraterrestre, são os conceitos e imagens
simples de sua mente que o tornam feliz ou infeliz.
Mas é assim mesmo. Seus pensamentos, seus conceitos, suas imagens, são os
seus bens mais valiosos. Você pode comprar um Cadillac e um casaco de pele
e uma casa cara — e ser infeliz. Pode ver a si mesmo como um amigo o faria
— e sentir-se contente. Pode dar a volta ao mundo cem vezes e ganhar um
milhão de dólares, também — e ser infeliz. Pode reforçar a sua imagem de
si mesmo — e sentir-se contente.
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